Hatch que completou 40 anos, em 2024, se tornou um dos carros mais queridos do mercado brasileiro
Em agosto de 1990, a Fiat lançava o Uno Mille como primeiro carro 1.0 litro do Brasil. A chegada do novo motor ocorreu seis anos depois do seu lançamento em 1984. A versão com motor 1.0 passou dezenas de evoluções ao longo dos seus 23 anos de comercialização. A história da primeira geração do Uno Mille chegou ao fim em dezembro de 2013 com a série especial Grazie Mille que marcou o fim de sua produção.
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O Fiat Uno Mille 1990 fazia de 0 a 100 km/h em 21 segundos e sua velocidade máxima era de 135 km/h.
No ano seguinte, a Fiat lançou o Uno Brio, versão identificada por um adesivo na coluna “C” com o nome do modelo. O grande diferencial estava no carburador de corpo duplo e no motor de 54 cv de potência, uma evolução para a época.
Em novembro de 1992, foi a vez do Mille Electronic, que introduziu a ignição digital. A novidade permitia maior taxa de compressão e vinha acompanhada do carburador de corpo duplo. Pouco tempo depois, surgia o Mille ELX, que combinava motor 1.0 com equipamentos de conforto antes restritos a carros mais caros, como ar-condicionado, vidros e travas elétricas.
O auge esportivo da linha aconteceu em 1994, quando a Fiat trouxe ao Brasil o primeiro carro nacional com turbocompressor original de fábrica: o Uno Turbo i.e. Fabricado na Itália, o modelo era equipado com motor 1.372 cm³ e logo se tornou objeto de desejo entre os jovens entusiastas.
A partir de 1995, a injeção eletrônica foi incorporada ao Fiat Uno Mille, modernizando o compacto e preparando-o para atender às novas exigências de emissões. Dois anos depois, em 1997, a marca enxugou a gama e concentrou a oferta na versão SX, de acabamento intermediário. Nessa época também nasceu a série especial Young, lembrada pelo painel de fundo claro e pelos adesivos decorativos que agradavam ao público mais jovem.
Em 1998, a SX deu lugar à EX, que permaneceu até 2000, quando surgiu o Uno Smart. A versão trazia grade frontal redesenhada e volante de quatro raios. No mesmo ano, o hatch passou a utilizar o moderno motor Fire, com 55 cv, que marcou uma nova fase de confiabilidade e eficiência.
O ano de 2004 foi um divisor de águas para o veterano. O Uno recebeu a reestilização mais profunda de sua história, com dianteira totalmente redesenhada, novos faróis, grade, para-choques, capô, tampa traseira e lanternas. Pouco depois, em 2005, o Mille ganhava a tecnologia Flex, permitindo rodar com álcool, gasolina ou a mistura dos dois.
Em 2006, a Fiat lançou o kit Way, que conferia visual aventureiro ao compacto, seguindo a tendência do mercado. Dois anos mais tarde, em 2008, surgiu o Mille Economy, focado na eficiência. Com ajustes no motor, suspensão e pneus de baixa resistência ao rolamento, o modelo prometia até 10% de economia no consumo de combustível.
O último capítulo da primeira geração do Fiat Uno Mille foi escrito em 2013, com a série especial Grazie Mille. Limitada a apenas 2 mil unidades, a edição marcou a despedida de um dos carros mais emblemáticos da indústria brasileira.
Mais do que um automóvel, o Uno Mille se tornou um marco da popularização dos carros no Brasil. Ao democratizar o acesso aos motores 1.0, abriu caminho para que milhões de brasileiros pudessem ter seu primeiro carro zero quilômetro. Simples, econômico e robusto, ele ajudou a consolidar a imagem da Fiat no país e deixou uma herança que se reflete até hoje na importância dos compactos no mercado nacional.
Foto principal | Fiat/Divulgação