Chefe da BMW M diz que transmissão limita torque e eficiência, mas reforça que a marca manterá a opção enquanto houver demanda dos entusiastas

A BMW ainda preserva o câmbio manual em parte de sua linha esportiva, mas o futuro dessa configuração está longe de ser garantido. Em conversa com o site australiano CarSales, o chefe da divisão BMW M, Frank van Meel, admitiu que a continuidade da transmissão tradicional depende de vários fatores técnicos e comerciais.

Segundo o executivo, do ponto de vista de engenharia, a caixa manual impõe limitações importantes. Ela restringe o nível de torque suportado e dificulta o cumprimento de metas de eficiência e emissões, o que reduz sua viabilidade em projetos futuros. Ainda assim, van Meel reconhece que o apelo emocional pesa na decisão de mantê-la em produção, já que há um público fiel que valoriza a experiência de condução mais purista.

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Atualmente, a BMW disponibiliza câmbio manual nos modelos M2, M3 e M4. No mercado brasileiro, entretanto, a opção esteve restrita ao M2. Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de metade das unidades do M2 vendidas são equipadas com três pedais, demonstrando que ainda existe procura relevante, embora concentrada em nichos.

O desafio, segundo o executivo, é que desenvolver e homologar uma transmissão manual para volumes reduzidos encarece o projeto. Além disso, a próxima geração do M3 contará com versão totalmente elétrica, que naturalmente dispensa esse tipo de câmbio. Embora algumas fabricantes estudem soluções que simulem trocas de marcha em veículos elétricos, não há confirmação de que a BMW esteja trabalhando em um sistema semelhante.

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