Não há custo para que o recall seja realizado, esses chamados são pagos pela própria empresa que fez a convocação
Quando um fabricante automotivo ou qualquer outra empresa faz uma ação de recall, os custos são pagos por eles. Por isso, você que tem um carro usado, não precisa de estar na garantia para atender o chamado. Por isso, quando há um chamado, não importando se é um carro, um alimento ou outro tipo de bem de consumo, é necessário que se atenda imediatamente o chamado.
Traduzido do inglês, o recall é “chamar de volta” , que na prática é uma convocação para reparo em produtos seja em carros, bens de consumo e até alimentos. Quando um produto passa por recall é por que foi constatado pelo fabricante ou seus fornecedores um defeito em seus produtos ou serviços que apresentem riscos à integridade ou à saúde dos consumidores ou a terceiros.
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Por isso, o recall é previsto em lei e sua função é corrigir a falha do produto em questão para que ele fique em dia, sem riscos de defeitos que possam afetar seus clientes.
Não há data para que um recall seja feito. A partir do momento do chamado, não importando se é um carro ou qualquer outro bem de consumo, com um mês de uso ou 20 anos, por exemplo, ele será reparado pelo fabricante sem custo algum para o consumidor.
Há regras específicas para alimentos, como retirar das prateleiras e suspender a venda imediatamente, notificar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), entre outras ações.
Mas voltando a falar dos automóveis, se você é dono de um carro mais antigo equipado com airbags, consulte o site do fabricante, pelo chassi você saberá se há algum chamado pendente para ser resolvido. Não importa se seu carro está com documentação em dia ou não, se ele estiver envolvido em recall, ele será reparado sem custos.
O caso mais emblemático envolvendo automóveis é dos airbags da Takata. Há relatos de mortes em todo o mundo, incluindo no Brasil. Por conta de uma falha no gerador de gases, em acidentes que demandem o acionamento dos airbags, há riscos de fragmentos metálicos serem projetados nos motoristas ou passageiros, podendo levar a ferimentos ou até mesmo a morte dos envolvidos.
No Brasil, algumas mortes já foram registradas por conta dos airbags mortais. Em todos os casos, os veículos envolvidos já tinham sido convocados, mas os antigos ou atuais donos não atenderam aos chamados.
Estima-se que cerca de 2,5 milhões de carros ainda circulam no Brasil sem terem realizado o recall dos airbags. Como a convocação envolve carros mais antigos entre modelos 2001 a 2018, os donos atuais nem imaginam que há reparo a ser feito.
Então, sendo insistente, se você comprou recentemente ou é dono há mais tempo de carros com anos entre 2001 e 2018 equipados com airbags, consulte o site do fabricante para ver se ele está envolvido no recall ou se ele já passou por reparo. A consulta mostra também se há outros recalls pendentes, não importando qual defeito seja, atenda o chamado, porque a falha sempre envolve riscos de acidentes com riscos de danos materiais, físicos e até fatais.
Licenciamento será bloqueado em carros que não passarem recall
Para que os antigos ou novos proprietários executem os recalls de seus carros, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) bloqueará o licenciamento do veículo até que o reparo seja realizado.
O consumidor não precisa se preocupar com as questões burocráticas. Atendendo ao chamado, a responsabilidade de informar ao Senatran é do fabricante, que informará ao órgão competente para que o licenciamento possa ser emitido.
Foto principal | Latin NCAP/Divulgação
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