Grupo planeja produzir modelos da Leapmotor com sistema REEV na fábrica de Porto Real (RJ)

O Autos Segredos flagrou uma unidade do Nissan Sylphy e-POWER (Sentra) estacionado junto a outros protótipos da Stellantis na fábrica de Betim (MG). Mas o que um sedã japonês estaria fazendo por lá? Como não há nenhuma parceria entre a Nissan e a Stellantis. A explicação na realidade bem é simples, o sedã japonês tem tecnologia e-Power e a Leapmotor, marca da Stellantis tem o sistema REEV.

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As duas tecnologias são sistemas híbridos em série, no qual o motor a combustão não move diretamente as rodas, funcionando apenas como gerador de energia para alimentar o motor elétrico. 

O sistema E-Power da Nissan equipa o Kicks no Japão, Qashqai e X-Trail na Europa e na Ásia. Já o Nissan Sylphy é vendido no mercado chinês, o Sentra vendido no Brasil vem importado do México somente na versão a combustão.

Dependendo do mercado, o sistema e-Power pode ter motor 1.2 de três cilindros ou 1.5 que atua como gerador. Já a tração é sempre feita pelo motor elétrico EM57 do  Leaf. A mais recente geração do sistema, lançada em 2024, combina maior eficiência térmica (até 50%) e funcionamento mais silencioso, com melhorias no gerenciamento de energia e estrutura mais compacta.

Já o sistema REEV da Leapmotor estreou no SUV C10, onde o motor térmico 1.5 aspirado foi desenvolvido especificamente para trabalhar em rotações constantes e eficientes como gerador. A tração, assim como o e-Power da Nissan, é 100% elétrica, já que o motor elétrico impulsiona diretamente às rodas. A bateria de maior capacidade, aliada ao uso inteligente do gerador, permite uma autonomia combinada superior a 970 km, sendo mais de 200 km em modo puramente elétrico.

Mesmo com as semelhanças técnicas, onde o foco é a tração elétrica e no uso do motor térmico apenas como gerador, as propostas divergem no uso prático. O e-Power foi desenvolvido para o dia a dia urbano e não é recarregável via tomada — toda a energia vem da gasolina. Já o REEV combina a possibilidade de recarga externa com o motor gerador como reserva, oferecendo maior autonomia e liberdade para longos trajetos.

Em comum, ambas as tecnologias oferecem aceleração imediata, frenagem regenerativa e funcionamento silencioso, aliados à conveniência do abastecimento convencional.  

Ou seja, a Stellantis está fazendo engenharia reversa, avaliando a tecnologia japonesa e comparando com o sistema Reev da marca chinesa. 

Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

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