Hatch elétrico mais acessível da marca chinesa virou fenômeno de vendas no Brasil. No mercado de usados, entrega economia e tecnologia, mas exige atenção ao perfil de uso e à desvalorização

O BYD Dolphin GS 2024 foi o responsável por popularizar os elétricos no Brasil em 2023. Versão de entrada da linha Dolphin, ele chegou como a opção mais acessível da marca e rapidamente virou o elétrico mais vendido do país.

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Mas dois anos depois, será que vale a pena comprar um exemplar usado?

O que o Dolphin GS oferece

O Dolphin GS 2024 é equipado com motor elétrico dianteiro de 95 cv e 18,3 kgfm de torque, alimentado por bateria Blade de 44,9 kWh. A autonomia declarada pelo Inmetro é de aproximadamente 290 km.

Não há câmbio convencional — como todo elétrico, ele opera com transmissão de relação única. O conjunto prioriza suavidade e eficiência, não desempenho esportivo.

De série, a versão GS já traz:

  • Central multimídia com tela rotativa
  • Painel digital
  • Seis airbags
  • Controle de estabilidade e tração
  • Freio de estacionamento eletrônico
  • Ar-condicionado
  • Rodas de liga leve

É um pacote interessante para a categoria, principalmente considerando que muitos hatches compactos a combustão oferecem menos equipamentos na mesma faixa de preço.

Onde ele agrada no dia a dia

O principal trunfo do Dolphin GS é o custo por quilômetro rodado. Carregando em casa, o gasto com energia é muito inferior ao abastecimento com gasolina ou etanol.

Outro ponto positivo é o conforto urbano. O silêncio a bordo, a resposta imediata do motor elétrico e a condução suave tornam o uso na cidade extremamente agradável.

A manutenção também tende a ser mais simples. Não há troca de óleo, velas, correias ou escapamento. As revisões são mais espaçadas e focadas em itens de desgaste.

Além disso, o modelo ainda costuma ter garantia de bateria ativa em muitos exemplares 2023 — algo importante para quem compra elétrico usado.

Onde peca

O desempenho é apenas suficiente. Os 95 cv dão conta do uso urbano, mas não empolgam em rodovias, especialmente com o carro carregado.

Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Outro ponto de atenção é a autonomia real. Embora os 290 km sejam suficientes para a maioria dos deslocamentos urbanos, o alcance pode cair com uso intenso de ar-condicionado, trânsito pesado ou velocidade elevada constante.

A infraestrutura de recarga ainda é desigual no Brasil. Para quem não tem ponto de carregamento residencial, a experiência pode se tornar menos prática.

Problemas e pontos de atenção

Por ser um modelo relativamente novo, o Dolphin GS ainda não apresenta histórico amplo de falhas graves. Porém, há pontos que merecem verificação:

  • Estado da bateria e histórico de recargas
  • Atualizações de software realizadas
  • Funcionamento do ar-condicionado
  • Desgaste prematuro de discos de freio (comum em elétricos que usam pouco o freio mecânico por conta da regeneração)

É fundamental verificar se o carro passou por todas as revisões na rede autorizada.

Preço no mercado de usados

Lançado por cerca de R$ 149 mil, o preço atual na Tabela Fipe é de R$ 117.954,00, Mas em sites de classificados, o Dolphin GS 2024 já aparece no mercado de usados com valores girando na casa dos R$ 119.990 a R$ 134.990, dependendo de quilometragem e estado geral.

A desvalorização existe, mas não foi agressiva como em alguns elétricos importados de nicho. O bom volume de vendas ajudou a consolidar o modelo.

Principais concorrentes no mercado de usados

Na mesma faixa de preço, o Dolphin GS enfrenta:

  • Renault Zoe
  • JAC E-JS1
  • Chevrolet Bolt (normalmente um pouco mais caro)

Também entra na conta comparar com híbridos usados na mesma faixa, dependendo do perfil do comprador.

Vale a pena comprar um Dolphin GS 2024 usado?

Sim, desde que o uso seja majoritariamente urbano e o proprietário tenha onde carregar.

O Dolphin GS 2024 é um dos elétricos mais racionais do mercado brasileiro hoje. Entrega bom pacote de equipamentos, economia real no dia a dia e tecnologia atual.

Por outro lado, não é indicado para quem roda longas distâncias com frequência ou depende exclusivamente de infraestrutura pública de recarga.

Para uso urbano estruturado, é uma das compras mais inteligentes entre os elétricos usados no Brasil.

Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

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