Comparamos o sedã híbrido da BYD com um de seus hatches mais vendidos onde realmente importa: na hora da manutenção

É impossível não esbarrar com um carro eletrificado hoje em dia. Seja híbrido ou elétrico, eles estão ganhando espaço com o público geral, cabendo a pergunta: e a manutenção, como fica? Pensando nisso, comparamos dois modelos da BYD: o sedã híbrido King e o hatch elétrico Dolphin, e colocamos os valores na mesa.

Primeiro, vamos aos valores do Dolphin. Segundo a montadora, que trabalha com intervalos de 20 mil km para o hatch e valores fixos em suas revisões, o modelo custa R$

9.156,00, somando todas as visitas à concessionária, dos 12 mil aos 200 mil km. O valor das revisões também se aplica à variante mais potente, o Dolphin Plus.

Vendido por R$ 149.990, o Dolphin entrega um motor elétrico que entrega 95 cv de potência e 18,4 kgfm de torque, sempre com tração dianteira. O modelo utiliza bateria Blade de 44,5 kWh, tecnologia de lítio-ferro-fosfato desenvolvida pela própria BYD, que garante autonomia de até 291 km segundo o padrão do Inmetro (PBEV). Em condições reais de uso, alguns testes apontam que o hatch elétrico pode superar a marca de 350 km em percurso misto, dependendo do estilo de condução e das condições de rodagem, por exemplo.

Manutenção do BYD King custa mais no longo prazo

Agora, do outro lado do ringue, o sedã híbrido King DM-i. Vendido em versão única de motorização e com intervalos de 12 mil km, entrega um pacote de 10 revisões mais salgado, por exemplo. Dos 12 mil aos 200 mil km, o sedã PHEV custa ao proprietário R$

16.210,00. Ou seja, o custo total das revisões do King é R$ 7.054 mais caro
, cerca de 77% acima do valor total das revisões do Dolphin no período mostrado.

O BYD King utiliza um conjunto híbrido plug-in formado por um motor 1.5 a gasolina combinado a um propulsor elétrico. Na versão GS, o sistema entrega 235 cv de potência combinada e 33,1 kgfm de torque, além de contar com bateria Blade de 18,3 kWh, que garante autonomia de até 80 km no modo 100% elétrico segundo o Inmetro. Contudo, a versão GL utiliza uma bateria menor, de 8,3 kWh, reduzindo o alcance elétrico para cerca de 36 km no mesmo padrão de medição. Assim, essa diferença na capacidade do conjunto de baterias é justamente o principal fator que separa as duas versões do sedã híbrido, que promete mais de 1000 km de autonomia.

Mesmo com a maior autonomia, o custo do King no longo prazo acaba sendo maior que o do Dolphin. Se pensarmos em pessoas que utilizam o carro para trabalhar, como motoristas de aplicativo, por exemplo, o elétrico acaba pesando menos no bolso. Contudo, se o intuito são longos trajetos, a resposta ainda é o conjunto DM-i PHEV.

Foto principal: Montagem/Rodrigo Tavares/Autos Segredos