BYD Kinf GS 2025 é um sedã híbrido recarregável (plug-in) com linhas limpas e agradáveis, interior aconchegante, desempenho excelente com potência combinada de 235 cv e consome pouco. Leia o teste
Por Paulo Eduardo
Se as linhas da carroceria agradam à maioria pela fluidez e sem rebuscamento, com grade frontal formada por filetes horizontais, o interior é agradável e aconchegante com bancos dianteiros em formato de concha, boa anatomia e forração em material sintético de cor clara.
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O painel dianteiro tem desenho que impressiona à primeira vista, materiais passam sensação de qualidade com montagem e encaixes benfeitos. Neste quesito, os chineses estão bem à frente. Isolamento acústico proporciona silêncio no interior.
O senão no acabamento interno são as pontas de parafuso aparentes na dobradiça central das portas. Quem faz tudo muito bem, pode evoluir também neste quesito. Os bancos dianteiros têm regulagens elétricas do encosto e assento. Anatomia muito boa que proporcionam conforto em percurso longo.
O quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas contém informações diversas, incluindo consumo no modo elétrico, entre muitas outras. A tela tátil de 12,8 polegadas do sistema multimídia é giratória e pode ficar na vertical ou na horizontal. Navegação é nativa.
O comando giratório da transmissão fica no console central, muito bem desenhado também. Os comandos principais e de uso constante são físicos e estão ao alcance das mãos. Ótima ergonomia.
Na tela tátil do multimídia, estão a calibragem da direção (conforto ou esportiva) e a regulagem de altura do facho de faróis em LED, que iluminam bem, mas o baixo deveria ter maior alcance para evitar lampejar o alto.
O banco traseiro acomoda dois adultos com conforto e uma criança. O assoalho plano ajuda muito. Falha em ergonomia é ter de abaixar no acesso por causa da caída do teto. Há saída de ar-condicionado, de duas zonas, no banco traseiro.
O porta-malas tem abertura interna e boa capacidade. Não tem estepe. Há reparador em caso de furo, mas se houver corte no pneu somente o reboque resolve. Os pneus têm perfil 55 e 11,8 centímetros de altura lateral.
A suspensão tem bom equilíbrio entre conforto e estabilidade. Às vezes, ocorre pancada seca ao passar sobre ondulação. O stop hidráulico evitaria a pancada. Há movimentação mínima da carroceria em curva. O comportamento dinâmico é muito bom e previsível. Frente baixa esbarra em saída de rampa.
Os freios excelentes a disco nos dois eixos param o carro imediatamente. A frenagem regenerativa no modo forte ajuda a recuperar mais rapidamente a carga da bateria como também na desaceleração. Assim, pode-se trafegar por mais tempo somente no modo elétrico na cidade, pois se aumenta a autonomia.
Na estrada, a recuperação da carga da bateria é mais difícil por que se freia bem menos e desaceleração ocorre somente na descida, mas o motor de combustão interna funciona como gerador ao alimentar o motor elétrico e recarregar a bateria.
Assim, ambos funcionam em conjunto, mas o motor de combustão interna sempre alimenta o elétrico. Se a bateria acabar, a potência chega às rodas pelo motor de combustão interna.
A carga da bateria dura 80 quilômetros. Segundo a BYD, o tempo de recarga é de três horas numa tomada de corrente contínua de 110 kWh. Leva-se mais tempo em tomada doméstica.
O desempenho entusiasma. O King leva pouco mais de sete segundos para atingir 100 km/h. Tem três modos de condução: Normal (D), Eco para economia e Sport, além da opção para piso escorregadio. De qualquer maneira, basta pressionar totalmente o acelerador para o carro disparar independentemente do modo selecionado.
Mostrou-se muito econômico. Computador de bordo registrou consumo de 2.4 kWh/100 km. O consumo de gasolina, o motor 1.5 não é flex, de 20 km/l no percurso cidade/estrada. O motor elétrico contribui na redução do consumo de gasolina mesmo em um carro que pesa 1.620 quilos.
A direção está bem calibrada no modo esportivo com sensibilidade em alta e leveza em manobra. O ponto central carece de melhor definição. O diâmetro de giro menor (10,2 metros) facilita manobrar em espaço reduzido. Câmera de ré de 360 graus contribui.
Volante tem revestimento com material rugoso que evita deslize das mãos. Muitos comandos complicam a ergonomia. A posição de dirigir é boa e logo encontrada.
Os limpadores de para-brisa são eficientes, mas os lavadores deveriam ser do tipo spray que espalham melhor a mistura água/xampu.
São seis airbags, controles de tração e estabilidade, partida e acesso em chave, ar-condicionado digital, freio de estacionamento elétrico, acendimento automático dos faróis, tela multimídia giratória, entre outros.
King concorre no segmento dos sedãs médios. O preço sugerido de venda do BYD King GS 2025 é de R$ 191.900, mas está sendo comercializado por R$ 164.900, conforme site da marca. Garantia do carro é de seis anos sem limite de quilometragem e da bateria, de oito anos.























Ficha técnica BYD King GS 2025
- Motor
De combustão interna, dianteiro, transversal, gasolina, de quatro cilindros em linha, 1.498 cm³ de cilindrada, 16 válvulas, de 110 cv de potência máxima a 6.000 rpm e torque máximo de 13,8 kgfm a 4.500 rpm; um motor elétrico dianteiro, de 197 cv e torque de 33,16 kgfm. Potência combinada, 235 cv - Bateria
18,3 kWh de capacidade; autonomia, de 80 quilômetros no modo elétrico; tempo de recarga, até 3 horas - Transmissão
Tração dianteira e câmbio automático de uma marcha - Direção
Tipo pinhão e cremalheira com assistência elétrica; diâmetro de giro, 10,2 metros - Freios
Disco ventilado na dianteira, e sólido na traseira; ESP (controle de estabilidade), TC (controle de tração) e HSA (assistente de partida em rampa) - Suspensão
Dianteira, independente, do tipo McPherson, barra estabilizadora; traseira, eixo de torção; altura do solo, 12 centímetros - Rodas/pneus
8 x 17”de liga leve /215/55R17 - Peso
1.620 kg - Carga útil (passageiros + bagagem)
375 kg - Dimensões (metro)
Comprimento, 4,780; largura, 1,837; altura, 1,495; distância entre-eixos, 2,718 - Capacidades (litro)
Porta-malas, 450; tanque, 48 - Desempenho
Velocidade máxima, 185 km/h; aceleração até 100 km/h, 7,3 segundos - Consumo (km/l)
Combustão: urbano, 16,8 (gasolina); estrada, 14,7 (g); híbrido (km/e): urbano, 44,2; estrada, 36,7. Dados do Inmetro - Obs: Km/l equivale a km/e
Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos













