Linha 2026 do SUV compacto tem alterações no interior e versão ganha alguns equipamentos de conforto e conveniência. O preço sugerido aumenta na virada do ano. Leia o teste

Por Paulo Eduardo

A versão EXL passa a ter de série na linha 2026 sensores de estacionamento dianteiro e de chuva, ar-condicionado de duas zonas e rebatimento do retrovisor direito ao engatar marcha à ré.

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Na virada do ano, o preço sugerido do Honda HR-V EXL 2026 passou de R$ 170.900 para R$ 174.300. O ano/modelo passa a ser 26/26 em vez de 25/26. É possível negociar unidade 25/26, rodar no mesmo carro, e pagar menos.

A grade frontal é formada por filetes brilhantes paralelos. Os para-choques não têm pintura na parte inferior. Isso faz a traseira parecer mais alta, dando elegância. As rodas têm desenho que realçam o visual.

O desenho do painel central agrada e a tela tátil de oito polegadas do sistema multimídia está em posição mais elevada. O acesso ao carregador sem fio de celular no console central está mais fácil pelo novo desenho.

Há quatro portas USB (sendo três C) e uma tomada 12 volts na dianteira. Navegação não é nativa e o sistema, compatível com Android e Apple.  

Bancos do Honda HR-V EXL 2026 estão mais anatômicos com a adoção de estabilizador corporal e diminuem fadiga em percurso maior. Forração em couro agrada à maioria, mas não permite transpirar, uma das falhas em ergonomia assim como abaixar no acesso ao banco traseiro e a tampa do porta-malas com pega de fechamento somente no lado direito dificulta para canhoto.

Nesta segunda geração, a Honda diminuiu o espaço no porta-malas para aumentar o das pernas no banco traseiro. Há mais conforto atrás, mas é preciso arrumar a bagagem. A capacidade diminuiu de 431 para 354 litros. Não basta jogar as malas e fechar a tampa.

Pernas venceram as malas. O trunfo do Honda HR-V EXL 2026 e de alguns outros modelos da marca é o sistema denominado de bancos mágicos, que alinha os encostos do banco com o assoalho do porta-malas e ainda possibilita levar objetos mais altos com assentos rebatidos. Muito prático.

O quadro de instrumentos de visualização imediata contém uma tela de TFT de sete polegadas com diversas informações. Retrovisores são grandes e o do lado direito tem câmera que projeta imagem do entorno na tela do sistema multimídia para diminuir ponto cego.

O rodar é firme sem ser desconfortável sobre irregularidades. As barras antirrolagens ajudam no controle da movimentação da carroceria. É bom o comportamento dinâmico para carro com altura elevada (18,5 cm) do solo. 

Os freios a disco nos dois eixos imobilizam o carro em espaço de segurança. Há frenagem automática de emergência.  

O sistema denominado Sensing de assistência à condução ainda inclui controle de velocidade adaptativo, controle de aceleração e desaceleração em baixa velocidade, farol alto automático, ajuste de direção para permanência em faixa e detector de saída pista.

Aços de alta resistência proporcionam rigidez estrutural. São seis airbags, controle de descida, controle de estabilidade e de tração, assistente de partida em rampa e de dirigibilidade ágil.

 O volante de boa pega é revestido corretamente com material rugoso para evitar deslize das mãos. A coluna de direção é regulável em altura e distância contribuindo na posição adequada de dirigir. Os muitos comandos nele complicam a ergonomia.

Direção é leve em baixa e tem peso em alta sem ser comunicativa. Diâmetro de giro grande (11 metros) requer mais manobra. Câmera de ré multivisão ajuda na visibilidade. Partida é sem chave por meio de comando. 

O desempenho do motor 1.5 aspirado com injeção direta na câmara de combustão é satisfatório com dois ocupantes e ar ligado. Com dois ocupantes no banco traseiro, é preciso prudência ao ultrapassar.

O torque menor tanto com etanol quanto com gasolina não gera força suficiente para diminuir o tempo. O tempo de reação é menor também no modo esportivo com rotação mais alta do motor.

São três modos de condução: Eco voltado para a economia, Drive e Sport. O câmbio é CVT com sete marchas assinaladas. Ocorre redução de marcha ao pisar no freio ou diminuir a velocidade. Troca manual por aleta no volante.

O consumo médio de gasolina registrado no computador de bordo foi de 6 km/l na cidade e de 11 km/l na estrada. Medições com dois ocupantes e ar ligado. 

Os faróis do Honda HR-V EXL 2026 com luzes de LED iluminam bem no facho alto, mas o baixo deveria ter mais alcance. Há regulagem elétrica de altura do facho.

Limpadores de para-brisa cumprem bem a função. Os lavadores deveriam ser do tipo spray, que espalham melhor a mistura água/xampu, em carro dessa faixa de preço.

A versão EXL está equipada com muitos itens de conforto e conveniência, além dos já mencionados. A garantia é de três anos sem limite de quilometragem.

Ficha técnica Honda HR-V 1.5 EXL 2026

  • Motor
    Dianteiro, de quatro cilindros linha, 16 válvulas, transversal, flex, 1.497 cm³ de cilindrada, injeção direta, com potências de 126 cv (etanol/gasolina) a 6.200 rpm e torques máximos de 15,8 kgfm (etanol) e 15,5 kgfm (gasolina) a 4.600 rpm
  • Transmissão
    Tração dianteira e câmbio CVT de infinitas relações e sete marchas simuladas
  • Direção
    Tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; diâmetro de giro, 11 metros
  • Freios
    Disco ventilado na dianteira e disco na traseira
  • Suspensão
    Dianteira, McPherson, barra estabilizadora; traseira, barra de torção, barra estabilizadora; altura do solo, 18,5 centímetros
  • Rodas/pneus
    6×17”de liga leve/215/60R17
  • Peso
    1.303 kg
  • Carga útil (passageiros+ bagagem)
    n.d
  • Capacidades
    Tanque, 50 litros; porta-malas, 354 litros; ângulos de entrada/saída, 18,9/22
  • Dimensões (metro)
    Comprimento, 4,346; largura, 1,790; altura, 1,590; distância entre-eixos, 2,61
  • Desempenho
    Velocidade máxima, n.d; aceleração até 100 km/h, n.d
  • Consumo (km/l)
    Urbano, 8,8 (e) e 12,5 (g); estrada, 9,9 (e) e 13,9 (g)

Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos