Motor poderá ser usado em propriedades rurais que produzem seu próprio biogás
A Volvo Penta lança o motor G13 movido a biogás, biometano ou GNV (Gás Natural Veicular). Ele é destinado para geradores elétricos de alta performance como uma alternativa para propriedades rurais que produzem seu próprio biogás por meio da produção de material orgânico, um consumo gratuito dentro da própria cadeia produtiva.
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Antes mesmo de ser lançado, a marca sueca já comercializou 30 unidades do motor G13 movido a biogás.
De acordo com a Volvo Penta, o novo motor fomenta um modelo de negócio que transforma um passivo ambiental em um insumo valioso para empresas e produtores rurais. “Além disso, contribui para ampliar a produção e o uso de energia renovável e limpa. É uma solução que diminui em quase 100% a emissão de materiais particulados e cerca de 30% do óxido de nitrogênio”, afirma Gabriel Barsalini, presidente da Volvo Penta América do Sul.
O fabricante diz que o motor G13 de 13 litros foi desenvolvido para uso severo, com potências de até 400 cv. Tem aplicação prioritária em fazendas, granjas, indústrias alimentícias, usinas de açúcar, destilarias de álcool e frigoríficos. Com alta capacidade de carga acessível, robusto e hiperdimensionado, o motor tem todas as peças internacionais em aço, projetado para maior durabilidade mesmo em operações intensivas.
A Volvo Penta diz que o motor foi desenvolvido para que o cliente tenha à sua disposição duas tecnologias diferentes para o gerenciamento e injeção de gás, dependendo de suas necessidades de aplicação, perfil de desempenho e perspectiva de investimento. Assim, durante a negociação e o processo de concepção técnica, o comprador pode optar pelos sistemas Motortech ou Woodward, dois fabricantes de renome mundial, líderes em soluções de energia a gás, que têm parceria global com a Volvo Penta.
A produção de bioenergia é feita por meio do aproveitamento de materiais orgânicos, dejetos de aves, bovinos ou suínos , chorume do lixo , resíduos da indústria alimentícia, de celulose e de álcool e açúcar, além de sobras de unidades fabris petroquímicas e de exploração de gás – estas duas últimas no caso de gás natural. O material é processado num biodigestor, um equipamento que decompõe e transforma os resíduos orgânicos em biogás. Já o biometano é um produto mais límpido e genuíno, purificação do biogás, e pode inclusive ser colocado na rede de gás natural.
O novo motor G13 é fabricado no complexo industrial da Volvo em Curitiba (PR), onde também são produzidos os propulsores de caminhões e ônibus da marca. O G13 poderá ser exportado para todos os mercados da América do Sul, região onde a demanda por motores a gás está em expansão.
No Brasil, além do novo motor a gás, oferece ampla gama diesel de 18 a 1.000 cv, para aplicações em embarcações, implementos agrícolas, geradores de energia etc. Saiba mais em www.volvopenta.com.br ou @volvopentabr_ind.
Foto principal | Volvo/Divulgação
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