Alexandre Soares
Especial para o Autos Segredos
A Volkswagen tem um buraco na sua linha de sedãs: entre o Voyage, de entrada, e o Jetta, um médio, há apenas o Polo Sedan, que, já envelhecido, não consegue mais obter bons números de vendas. Para tentar competir melhor nesse segmento intermediário, a última cartada da marca alemã foi lançar a versão Evidence para o primeiro, que passou a ser a top de linha, posicionando-se acima da Highline. O Autos Segredos experimentou o modelo e publica agora uma avaliação resumida, uma vez que o Voyage já foi alvo de outros testes e, como mecânica e comportamento dinâmico são exatamente iguais aos das demais configurações, seria repetitivo falar sobre essas questões. Quem quiser ver os textos mais detalhados, pode acessá-los aqui e aqui.


Como já foi dito, o Voyage Evidence utiliza a mesmíssima mecânica das demais versões. Isso inclui o tradicional câmbio manual MQ 200, conhecido pelos ótimos engates (o automatizado I-Motion é opcional), e o já datado motor 1.6 8V EA-111, capaz de gerar 101/104 cv a 5.250 rpm e 15,4/15,6 mkgf de torque a 2.500 rpm. Esse propulsor tem a vantagem de entregar muita força em baixas rotações, o que deixa o sedã ágil no trânsito urbano, mas perde muito do seu fôlego em alta, prejudicando, por exemplo, as ultrapassagens em estradas. Seria benéfico que a Volkswagen adotasse, pelo menos nas versões mais caras, o novo 1.6 16V EA-211, que se mostrou bastante superior ao antecessor quando foi avaliado pelo Autos Segredos (veja aqui). Em uma jogada de marketing bastante questionável, a marca alemã batizou os dois motores de MSI, o que acaba por confundir o consumidor.
As suspensões do tipo McPherson na frente e semi-independentes por barra de torção atrás, têm acerto firme, para privilegiar a estabilidade. Essa característica, associada aos pneus de perfil baixo, tornam o modelo desconfortável em pisos irregulares. Ele parece se dar melhor com um conjunto de aro 15, com perfil mais borrachudo, que melhora a absorção de impactos sem trazer prejuízos sensíveis ao comportamento em curvas. Por fim, os freios agradaram, estancando o Voyage com eficiência. O consumo também agradou, embora não possa ser considerado ótimo: registramos médias de 9,3 km/l na cidade e de 13,5 km/l na estrada, com gasolina no tanque.


FICHA TÉCNICA
MOTOR
Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 8 válvulas, gasolina/etanol, 1.598cm³ cm³ de cilindrada, 101cv (g)/104cv (e) de potência máxima a 5,250, 15,4 kgfm (g)/ 15,6 mkgf (e) de torque máximo a 2.500 rpm
TRANSMISSÃO
Tração dianteira, câmbio manual de cinco marchas
ACELERAÇÃO ATÉ 100 km/h (dado de fábrica)
10,1 segundos com gasolina e 9,8 segundos com etanol
VELOCIDADE MÁXIMA (dado de fábrica)
189 km/h com gasolina e 191 km/h com etanol
DIREÇÃO
Pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica
FREIOS
Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS
SUSPENSÃO
Dianteira, independente, McPherson; traseira, semi-independente, eixo de torção
RODAS E PNEUS
Rodas em liga de alumínio, 6 x 16 polegadas, pneus 195/50 R16
DIMENSÕES (metros)
Comprimento, 4,215; largura, 1,656; altura, 1,462; distância entre-eixos, 2,465
CAPACIDADES
Tanque de combustível: 55 litros; porta malas: 480 litros; carga útil (passageiros e bagagem): 440 quilos; peso: 1.029 quilos
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Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos





