Importado da China, o carro elétrico menos caro vendido no país muda visual, é equipado com itens de direção semiautônoma e tem ótimo desempenho na cidade. Leia o teste
Por Paulo Eduardo
Importado da China, o Renault Kwid E-Tech 2026 que pode levar quatro ocupantes, tem visual atraente e as peças da carroceria são novas, exceto o teto. Interior está bem mais atraente com novo desenho do quadro de instrumentos digital de sete polegadas personalizável e com informações diversas.
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A tela do sistema multimídia de 10 polegadas compatível com Android e Apple dispensa fio. Apliques brancos em volta do quadro de instrumentos, no porta-objeto das portas e em volta da alavanca realçam o visual e quebram a monotonia.
Os comandos de vidros dianteiros, ar-condicionado, entre outros ficam no centro do painel e dificultam acesso, uma das falhas em ergonomia, assim como a tampa do porta-malas sem pega de fechamento, e ter que abaixar bastante no acesso ao banco traseiro de dois lugares.
Porta-malas tem boa capacidade (290 litros) para as dimensões do carro. O encosto traseiro rebate totalmente e amplia a capacidade, mas não pode misturar bagagem e ocupante.
A coluna de direção regulável somente em altura é deslize ergonômico. Por outro lado, o volante tem boa pega e é rugoso, evitando deslize das mãos. Ponto em ergonomia. O limpador do para-brisa é eficiente assim como o lavador do tipo spray.
Posição de dirigir do Renault Kwid E-Tech 2026 é elevada. Retrovisores grandes, câmera de ré e direção leve, além dos sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, facilitam manobra aliada ao diâmetro de giro pequeno (9,60 metros) em um carro de comprimento curto (3,73 metros).
Os freios são excelentes. Os faróis com luzes de halogênio não têm a mesma potência do LED. Facho baixo deveria ter maior alcance. São duas portas USB e uma tomada de 12 volts na dianteira.
O rodar é um pouco duro sobre piso irregular, apesar dos pneus de perfil mais alto (70), mas carro de entre-eixos curto sacrifica um pouco o conforto. Ouvem-se ruídos vindos da parte debaixo em piso irregular.
O desempenho do Renault Kwid E-Tech 2026 é muito bom. É rápido demais na cidade e chega a 50 km/h em quatro segundos. A vantagem do elétrico é ter toda força e potência imediatamente. Não há retardo comum nos carros a combustão. Tudo é imediato, mas se acelerar muito a carga da bateria descarrega mais rapidamente.
A autonomia medida pelo INMETRO é de 185 quilômetros combinada (cidade/estrada). Pelo método SAE atinge 286 km na cidade e 257 km no uso misto. A frenagem é regenerativa e recupera bem a carga da bateria. No modo B de direção, a regeneração é superior ao D.
Consumo registrado no computador de bordo foi de 10 kWh/100 km na estrada e de 7,4 kWh/100 km na cidade.
Fabricante declara mais de 14 segundos para o carro chegar a 100 km/h. A velocidade máxima é de 130 km/h. Apesar da vocação urbana, o Renault Kwid E-Tech 2026 pode se aventurar na estrada. O dilema é a duração da carga da bateria e pouquíssimos postos de recarga na estrada.
O Renault Kwid E-Tech 2026 está muito bem equipado com itens de assistência à direção: alerta e assistência de permanência em faixa, frenagem automática de emergência, reconhecimento de placas de trânsito, controle e limitador de velocidade, sensor de fadiga.
São seis airbags, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, regulagem de altura de faróis, ar-condicionado, carregador portátil de 20A para tomada doméstica (127V/220V), entre outros.
O preço sugerido é de R$ 99.990. Pintura branca não é cobrada. A prata custa R$ 1 mil e as demais, R$ 1.500. Garantia é de três anos para o carro e de oito anos para a bateria.












Ficha técnica Renault Kwid E-Tech 2026
- Motor
Um motor elétrico síncrono de imãs permanentes com redutor integrado, dianteiro, de 65 cv a partir de 4.000 rpm e torque de 11,5 kgfm entre 0 e 4.000 rpm - Bateria
De íon lítio, 26,8 kWh de capacidade; autonomia (SAE J 1634), de 298 quilômetros (cidade) e de 265 km (misto); autonomia (INMETRO), 185 km (combinada) - Porta de carregamento
AC (corrente alternada): CCS type 2 e DC (corrente contínua): CCS combo 2 - Tempo de recarga
Rápida DC 30 kW (15% a 80%) – 40 minutos; Wall Box AC 7,4 kW (15% a 80%) – 2h54; carregador portátil 220 V 10A (15% a 80%) – 8h57 - Carregador portátil
127V/220V (max 2,2 kW – 220V 10A) tomada com pino de 10 A - Transmissão
Tração dianteira e câmbio automático de uma marcha à frente e uma à ré - Direção
Tipo pinhão e cremalheira com assistência elétrica; diâmetro de giro, 9,6 metros - Freios
Disco ventilado na dianteira, e tambor na traseira; ESP (controle de estabilidade), TC (controle de tração) e HSA (assistente de partida em rampa) - Suspensão
Dianteira, independente, do tipo McPherson; traseira, eixo rígido; altura do solo, 17,2 centímetros - Rodas/pneus
5 x 14”de liga leve /175/70R14 - Peso
969 kg; bateria – 188 kg - Carga útil (passageiros+ bagagem)
323 kg - Dimensões (metro)
comprimento, 3,734; largura, 1,770; altura, 1,500; distância entre-eixos, 2,423 - Capacidades (litro)
porta-malas, 290 - Desempenho
Velocidade máxima, 130 km/h; aceleração até 50 km/h, 4,1segundos e até 100 km/h, 14,6 segundos - Consumo (km/l e)
Cidade, 52,7; estrada, 39,6; 0,44 MJ/km – dados do INMETRO
Obs: Km/l equivale a km/e
Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos




