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Teste: WR-V EXL 2026 – Honda tira magia e economiza no SUV

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Versão topo de linha do SUV da linha City está equipada com muitos itens de segurança, conforto e conveniência, mas alguns de praticidade foram suprimidos. Garantia é de seis anos com duas revisões sem custo. Leia o teste 

Por Paulo Eduardo 

A primeira geração do Honda WR-V era o Fit com suspensão e capô elevados. A fórmula do capô elevado se mantém na segunda geração derivada da linha City (hatch e sedã). Duas hastes metálicas em cada lado da parte interna do compartimento do motor elevam o capô e o deixa paralelo ao chão.

A diferença é que a segunda geração do WR-V tem identidade própria e difere totalmente dos irmãos na aparência. Está bonito e imponente com grade frontal enorme e linhas retilíneas harmoniosas.

Desaponta a Honda não equipá-lo com os denominados bancos mágicos com assentos rebatíveis que possibilitam levar objeto mais alto e os encostos rebatidos se alinham ao assoalho do porta-malas formando plataforma totalmente plana.

E praticidade é o destaque da carroceria Honda WR-V EXL 2026 por ter menos comprimento do que sedã e possibilitar a colocação de caixa grande que não passa pela abertura pequena do porta-malas de sedãs. Além de ser mais alto e, às vezes, mais largo do que sedãs.

O assoalho do porta-malas fica um pouco abaixo da extremidade da tampa traseira e exige mais esforço ao colocar e retirar bagagem mais pesada. Falha em ergonomia assim como pega de fechamento da tampa somente do lado direito dificulta para canhoto. O porta-malas grande dispensa arrumação. Estepe é temporário. 

Se as linhas da carroceria atraem, o interior também com painel central bem desenhado e a maioria dos comandos ao alcance das mãos. A economia é a retirada da regulagem de altura dos cintos de segurança dianteiros. Usa material duro no painel, mas a montagem e encaixe estão benfeitos. 

Volante do Honda WR-V EXL 2026 tem boa pega, é revestido com material rugoso que evita deslize das mãos e há muitos comandos nele, tendência atual que contraria a ergonomia. Porém, mais adequados do que se estivessem na tela tátil.

Incomoda a iluminação interna com apenas uma luz fraca no centro do teto e apenas o comando do vidro do motorista tem luz e comando de um toque para abrir e fechar. Porta-luvas sem iluminação. Acabamento destoa no compartimento do motor e sob o porta-malas. É no prime. Nada de tinta.

A coluna de direção é regulável em altura e com curso curto de distância. Os bancos têm estabilização corporal e o conforto é percebido ao passar mais tempo no carro sem incômodo. Forração em material sintético ou couro não transpira, mas sofistica o ambiente.

Há saída de ar-condicionado, que é digital, para o banco traseiro desprovido de porta USB. São duas na dianteira e duas tomadas de 12 volts, sendo uma delas atrás do freio de estacionamento para a turma de trás. 

Os itens de auxílio de direção denominados de Sensing estão mantidos: frenagem automática de emergência, farol alto automático que passa para o facho baixo para não ofuscar motoristas de carro à frente e aqueles em sentido contrário.

Além de alertas de evasão de pista e de permanência na faixa com interferência no volante, controle de distância do veículo à frente conforme velocidade programada. A tela do sistema multimídia é de 10 polegadas e o quadro de instrumentos digital, de 7 polegadas.

Os faróis em LED têm sensor crepuscular, iluminam bem e facho baixo tem alcance satisfatório. Há regulagem elétrica de altura de facho. Limpadores de para-brisa cumprem bem a função e os lavadores do para-brisa não são do tipo spray, que espalham melhor a mistura água/xampu.

A suspensão do Honda WR-V EXL 2026 tem boa calibragem entre conforto e estabilidade, mas ocorre transferência das imperfeições do piso, principalmente as ondulações, sem incomodar muito. O rodar é mais rude nessa condição.

A carroceria se movimenta pouco em curva, apesar da altura do solo de 22,3 centímetros que possibilita trafegar em caminhos ruins sem esbarrar a parte inferior. 

Os freios eficientes param o carro em espaço de segurança com a frente abaixando um pouco. É boa a posição de dirigir e espelhos retrovisores grandes contribuem na visibilidade do entorno.

A direção tem boa calibragem em baixa e em alta sem ser comunicativa. O diâmetro de giro menor (10,4 metros) facilita manobra em garagem. Câmera de ré multivisâo tem boa definição de imagem e há sensores de estacionamento.

O desempenho do Honda WR-V EXL 2026 é bom com dois ocupantes, pois o torque é baixo para o peso do carro: 15,8 kgfm com etanol e de 15,5 kgfm com gasolina, apesar de a relação peso/potência não ser elevada: 10,12 cv/kg. São 126 cv de potência independentemente do combustível.

A média de consumo de gasolina registrada no computador de bordo: 7 km/l na cidade e 12 km/l na estrada, ambas com ar desligado.

A retomada (ultrapassagem) é mais lenta e no modo Sport as rotações se elevam e diminui o tempo dessa manobra. Troca manual é por aletas atrás do volante. Câmbio é CVT com sete marchas assinaladas e reduz velocidade em descida ao utilizar o freio. 

O isolamento acústico é bom e o interior, silencioso. A versão EXL é a topo de linha do Honda WR-V 2026 com vários itens de conforto e conveniência como partida e destravamento e travamento de portas sem chave, ar digital, entre outros.

São seis airbags, controles de tração, estabilidade e assistência de partida em aclive. O preço sugerido da EXL é de R$ 154.000. Pintura metálica ou perolada custa R$ 2.200. A branca perolada, R$ 2.500. Garantia é de seis anos com as duas primeiras revisões sem custo.

Ficha técnica Honda WR-V EXL

  • Motor
    Dianteiro, transversal, de quatro cilindros linha, flex, injeção direta, 1.497 cm³ de cilindrada, com potências de 126 cv (etanol/(gasolina) a 6.200 rpm e torques máximos de 15,8 kgfm (etanol) e 15,5 kgfm (gasolina) a 4.600 rpm
  • Transmissão
    Tração dianteira e câmbio CVT de infinitas relações e sete marchas simuladas
  • Direção
    Tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; diâmetro de giro, 10,4 metros
  • Freios
    Disco ventilado na dianteira e tambor na traseira
  • Suspensão
    Dianteira, McPherson, barra estabilizadora; traseira, eixo de torção; altura do solo, 22,3 cm; 
  • Rodas/pneus
    6×17” de liga leve/215/55R17
  • Peso
    1.278 kg
  • Carga útil (passageiros + bagagem)
    não divulgado 
  • Capacidades
    Tanque, 44 litros; porta-malas, 458 litros; ângulos de entrada/saída, 17,42/27,18 
  • Dimensões (metro)
    Comprimento, 4,325; largura, 1,790; altura, 1,650; distância entre-eixos, 2,650
  • Desempenho
    Não divulgado
  • Consumo (km/l)
    Urbano, 8,2 (e) e 12 (g); estrada, 8,9 (e) e 12,8 (g)
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