O modelo segue uma fórmula consagrada entre os sedãs médios, oferecendo mecânica atualizada e bom pacote de itens de série. Entre qualidades e deslizes, o que sobressai é o equilíbrio, com boas novidades em relação ao antecessor
É normal que haja repercussão quando um novo automóvel é lançado. Porém, poucas vezes vi em redes sociais e blogs, incluindo o Autos Segredos, comentários tão exaltados quanto os relativos ao Cruze, na época da apresentação no Brasil, em setembro do ano passado. Muitos expressavam satisfação sobre a tão esperada renovação da linha Chevrolet, da qual o sedã foi estandarte. Outros manifestavam indignação com a descontinuação do Vectra e com o fim dos produtos de origem Opel no país, embora do ponto de vista mecânico, os nacionais tivessem pouquíssimas relações com os primos europeus. Até mesmo a chegada do motor Ecotec era motivo de discórdia, pois os velhos propulsores GM 2.0 têm defensores ferrenhos, que destacam pontos como robustez e baixo custo de manutenção. Polêmicas à parte, o fato é que se passaram cerca de seis meses desde então e o veículo já conquistou uma parcela considerável do mercado, sendo atualmente o vice-líder de vendas entre os sedãs médios. Pois bem, o Cruze parece ter sido bom negócio para a marca, mas será que também é para o consumidor? Após nossa convivência, concluímos que a resposta é sim. Não que ele seja perfeito: nós notamos algumas falhas, todas descritas no texto. No cômputo geral, contudo, o modelo demonstra boas evoluções.