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Estímulos para menor consumo de combustíveis finalmente aprovados

Stellantis contrata funcionários para fabricar novo Fiat Argo e Jeep Avenger
Foto | Stellantis/Divulgação

Colunista Fernando Calmon analisa assinatura do Programa Mover pelo Governa Federal que incentiva a economia de combustíveis

Coluna do Fernando Calmon

Após demora de 10 meses, o Governo Federal finalmente assinou a regulamentação do programa Mover — Mobilidade Verde e Inovação. Trata-se de iniciativa importante para incentivar economia de combustíveis que os proprietários de veículos poderão sentir de forma paulatina. O Mover destaca-se por introduzir o conceito mais abrangente de “fonte à roda”, ou seja, controlar emissões de CO2 desde a geração de energia (elétrica ou de fonte fóssil) aos gases que saem do escapamento nos motores de combustão interna (MCI).

A meta exige grandes investimentos. Em 2031 os carros ficarão em média 12% mais econômicos, se comparados aos números de 2022. Pode parecer pouco, mas avanços nos MCI são custosos e difíceis. Dependem não apenas de turbocompressores e sim de diferentes graus de hibridização. Sem incentivos para pesquisa e desenvolvimento, os preços dos veículos iriam subir de forma imprevisível.

Especificamente em relação ao CO2, haverá redução obrigatória de 50% em 2030 sobre as emissões medidas em 2011. Incluirá a “pegada” de carbono de veículos elétricos desde a mineração de metais para baterias aos processos de produção, conceitos até agora deixados em segundo plano de forma equivocada. Neste caso, o Brasil sai à frente.

O Mover foca também em reciclagem e descarte correto de materiais. Em 2030, veículos leves deverão ter de usar 80% de material reutilizável ou reciclável. Este percentual sobe para 85% em novos projetos de modelos iniciados naquele ano.

Aspecto dos mais importantes: maior rigor em segurança passiva (estrutural) e segurança ativa (frenagem automática de emergência, câmeras 360° e alerta de mudança de faixa, entre outros). Primeiro ano de exigência será 2027, quando novos requisitos serão anunciados para 2031. Tudo isso servirá de suporte à rotulagem veicular que indicará origem de peças, níveis de segurança e eficiência energética.

Regulamentação do Mover inclui relatórios dos fabricantes sobre compromissos atendidos e enviados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para acompanhamento e fiscalização. A assinatura foi na cerimônia do início de produção do novo Kicks 2026, em Resende (RJ), previsto chegar ao mercado até junho.

Se tudo isso se implantará plenamente — o popular “sair do papel” — ninguém sabe. Contudo, é um alento saber que o Brasil, possivelmente, não ficará para trás em projetos tão abrangentes e necessários.

Calvet presidirá Anfavea com foco em grandes desafios

Fundada há 69 anos, a Anfavea reúne hoje 26 empresas associadas (inclui máquinas agrícolas e de construção) que representam cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) Industrial do Brasil ou 4% do PIB total (atualmente, 3%). Nas últimas décadas, as cinco corporações mais antigas (agora quatro) ocuparam a presidência em regime de rodízio. Em 2023, a chegada de Igor Calvet ao cargo de diretor-executivo já sinalizava mudanças. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, Calvet é mestre e doutorando em Ciências Políticas (assim, talhado ao cargo) e no dia 15 último assumiu a presidência da Anfavea.

Em entrevista exclusiva, atribuiu queda das vendas às mudanças do perfil econômico brasileiro. “É verdade que o mercado foi de 3,8 milhões de unidades em 2012 e de quase 2,8 milhões em 2019, anterior ao início da covid-19. Podemos voltar aos 2,8 milhões talvez já este ano, contudo os carros ficaram mais tecnológicos e caros, com consumo e emissões menores, renda média diminuiu, comprador mudou hábitos e exigências rumo a modelos de maior porte e preço”, ponderou.

Sobre o pleito da Anfavea de antecipar o escalonamento do imposto de importação de 35% sobre elétricos: “Não vejo viés de insegurança jurídica. Quando da regulamentação, ninguém imaginava a importação antecipada e predatória de cerca de 60.000 veículos elétricos e híbridos, como aconteceu em apenas 12 meses. O País não pode aceitar a pilhagem do seu mercado e dos empregos.”

Ele destaca investimentos já anunciados. “O conjunto de 26 empresas associadas planeja R$ 180 bilhões até 2030. O que preocupa demais é a sombra do imposto seletivo sobre automóveis, que outros países não têm e o consumidor é quem paga.” Calvet prevê que em 2040, veículos híbridos e elétricos representarão cerca 80% das vendas internas. Mas ainda tem dificuldade de apontar o percentual reservado aos elétricos.

Anfavea e RX confirmaram, no dia 16, o 31º Salão do Automóvel para 22 a 30 de novembro próximos, de volta ao Anhembi. Terá estandes padronizados, testes abertos aos visitantes e 16 marcas participantes até agora, com viés de expansão, inclusive de associados de importadores da Abeifa.

Espanha: acessório de apoio ao triângulo de segurança

Apesar de representar um dispositivo simples e de grande ajuda para a segurança de trânsito, os tempos modernos apontam para soluções mais eficientes e práticas do que o conhecido triângulo de sinalização de emergência. Fácil de usar e muito barato, sinaliza situações de risco de acidentes ou, simplesmente, panes que imobilizam o veículo por causas mecânicas e/ou elétricas. Porém, exige certo tempo até ser retirado do porta-malas e montado, além de sujeito a ventos mais fortes, inclusive o deslocamento de ar de veículos pesados.

Como complemento ao triângulo de pré-sinalização, a Espanha desenvolveu e tornou obrigatório o dispositivo eletrônico chamado V-16 que se tornará obrigatório em todo o país a partir de primeiro de janeiro próximo (ver foto). Fixado no teto, sinaliza pane ou acidente, tem luz forte e transmite, desde que acionada, a geolocalização do veículo para os órgãos de controle e segurança de trânsito.

A luz é alimentada por bateria que deve durar um mínimo de 18 meses de uso contínuo, resistir à poeira e pingos d’água. Veículos de outros países serão isentos de multas, se não usarem o V-16.

Audi Q6 e-tron: elétrico com desempenho e estilo atraentes

Sentimento generalizado de que carro elétrico não precisa parecer elétrico, levou a Audi a trabalhar com sucesso no estilo do Q6 e-tron. Para-lamas abaulados, balanços dianteiro e traseiro curtos, grade marcante e traseira típica da marca completam este SUV cupê. Dimensões são típicas deste segmento e garantem espaço interno generoso: comprimento, 4.771 mm; entre-eixos, 2.889; largura, 1.939 mm; altura, 1.685 mm. Porta-malas volumoso: 526 L (mais 64 L na frente).

Chama atenção, logo ao sentar no banco do motorista, a imponente tela curva do multimídia de 14,5 pol. O passageiro ao lado dispõe de outra tela (10,9 pol.) cuja visão não é compartilhada com o motorista. Além do quase indispensável teto solar panorâmico, a pedaleira de aço inox dá o tom de acabamento superior. Pacote de segurança inclui nove airbags. Já o projetor de dados no para-brisa está disponível apenas no topo de linha Performance Black juntamente com rodas de 21 pol.

Disponibiliza dois motores, um para cada eixo, 194 cv/28 kgf·m, totalizando 387 cv e 54,5 kgf·m, tração integral sob demanda e acelera de 0 a 100 km/h em 5,9 s, exatamente o que se espera deste conjunto. E nada de zumbidos de alertas a pedestres que vazam para a cabine a exemplo de outros elétricos.

Comportamento em curvas de baixa, média e alta velocidades totalmente previsível, freios passam incondicional confiança porque sua massa, como todo modelo com essa motorização, chega a 2.350 kg em ordem de marcha. Ângulos de entrada (18°) e de saída (25,7°) de acordo com fora-de-estrada de até média dificuldade.

Bateria de 100 kW·h, potência de recarga de 270 kW (DC) e alcance médio de 411 km (padrão Inmetro). Tudo dentro do padrão médio atual.

Preço: R$ 529.990.

Foto principal | Stellantis/Divulgação

Toyota GR Corolla ganha garantia de 10 anos ou 200.000 km inclusive para veículos usados

Foto | Toyota/Divulgação

Segundo a marca, extensão da garantia de um esportivo como o Toyota GR Corolla é sinal de confiança no produto

A Toyota passou a oferecer, sem custo adicional, garantia de dez anos ou 200.000 km (o que acabar primeiro) para o Toyota GR Corolla vendido no Brasil. O benefício é válido tanto para unidades zero-km quanto para veículos já comprados desde 2023, sendo ativado automaticamente ao serem realizadas revisões programadas na rede autorizada Toyota após o término do período inicial de 5 anos de garantia de fábrica.

Foto | Toyota/Divulgação – Garantia estendida vale até para a versão Circuit, com preparo extremo ás pistas

A extensão vale para ambas versões do hot hatch, Core (R$ 416.990) e Circuit (R$ 461.990). Ela abrange componentes principais do veículo, como motor, transmissão, sistema de arrefecimento, freios, carroceria e sistemas elétricos e eletrônicos. Proprietários de uso particular têm cobertura de 200 000 km, enquanto veículos comerciais ficam limitados a 100 000 km. A cada ciclo de 12 meses ou 10 000 km, a garantia é renovada automaticamente sem cobrança de taxa.

Foto | Toyota/Divulgação – Câmbio manual é um dos atrativos do compacto esportivo

Requisitos e renovação

Para manter a extensão de garantia do esportivo de 304 cv 37,7 kgfm, é obrigatório realizar todas as revisões no intervalo previsto no manual do proprietário, exclusivamente em concessionárias autorizadas Toyota. A isenção de custo vale independentemente do plano de revisão escolhido; eventuais despesas de peças ou serviços não cobertos pela garantia continuam conforme tabela vigente.

Foto | Toyota/Divulgação – Basta o dono seguir as regras da garantia vigente que ela será estendida, automaticamente, durante a revisão seguinte

Sobre o GR Corolla

Lançado em 2023, o Toyota GR Corolla é praticamente um carro de rali adaptado às exigências legais para ser vendido em série. O motor 1.6 turbo parece pequeno, mas é um dos três-cilindros mais potentes do mundo. O câmbio manual é outro aspecto “raiz”, mas que não é barato, ainda mais acompanhado da tração variável nos dois eixos.

Foto principal | Toyota/Divulgação

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Confira nossa avaliação com a Fiat Toro Ranch 2.2 Turbodiesel 2025:

Ram oferece desconto em hotéis e até refeições grátis para clientes da marca pegarem estrada

Programa Ram Society é feito para estimular viagens com as picapes da marca pelo Brasil

Programa Ram Society tem isenção do Sem Parar e descontos em hotéis, churrascarias e experiências off‑road exclusivos para donos de picapes da marca

A Ram anunciou que irá ampliar dos benefícios do Ram Society, seu programa de vantagens exclusivo para proprietários de picapes da marca. A partir de agora, todos os membros da “sociedade” têm isenção de mensalidade do serviço Sem Parar por 12 meses — permitindo o uso da tag em pedágios, postos de combustível e estacionamentos sem cobranças adicionais na taxa de adesão e descontos, por exemplo, nas tarifas rodoviárias.

Além disso, clientes Ram Society têm 50% de desconto na hora de atualizar o Ram Connect, a plataforma que oferece desde monitorar a caminhonete pelo smartphone a controlá-la via comandos de voz na Alexa. Também há até 15% de desconto em reservas na rede Atlantica Hotels e no Hot Beach Resorts, pensado para favorecer viagens longas e com boas paradas. Os produtos oficiais da marca, como bonés e roupas, também saem 20% mais baratos.

Foto | Ram/Divulgação – Society está aberta para donos de picapes da Ram de 2019 em diante

Ainda de olho no turismo, a Society fechou parcerias que incluem drinques de boas-vindas ou sobremesa gratuitas nas redes Fogo de Chão e Fazenda Churrascada, com serviço de valet cortesia. Quem faz questão de deixar sua Rampage, 1500, 2500 ou 3500 brilhando também têm acesso a vouchers de procedimentos na Onodera e descontos em marcas como Coffee++ e Chocolate Du Jour.

Foto | Ram/Divulgação – Ideia é facilitar a vida de quem quer pegar a estrada com a família a bordo da picape

Os membros ainda poderão viver experiências exclusivas em eventos parceiros, como a Agrishow 2025, em Ribeirão Preto (SP), e expedições off‑road para testar os atributos das caminhonentes em roteiros selecionados. Para aderir ao Ram Society e aproveitar todas as novidades, basta ao dono de uma picape da marca acessar o site do programa e se inscrever gratuitamente.

Foto principal | Ram/Divulgação

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Confira avaliação com a Ram Rampage 2.2 Turbodiesel 2025:

Brasil terá carros com bafômetro integrado opcional e reciclagem mínima a partir de 2027

Regulamentação do Programa Mover institui regras de reaproveitamento de carros velhos e cobra dispositivos de segurança que incluem tecnologias alternativas

Em sua visita à fábrica da Nissan em Resende (RJ), o Presidente Luís Inácio Lula da Silva aproveitou para sancionar o decreto que regula o Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação). 

O Mover é um dos principais planos do Brasil para reduzir as emissões de carbono e consiste, basicamente, em isenções tributárias a quem investe em tecnologia e faz carros menos poluentes.

Foto | Volkswagen/Divulgação – Para cumprir regras, quase todo o carro deve ser reaproveitado de alguma forma após seu fim de vida

O Decreto que regulamenta o Mover estabelece, agora, um cronograma detalhado para que fabricantes e importadores adaptem seus modelos aos novos padrões de reciclabilidade, desempenho estrutural e eficiência energética.

Carros recicláveis

Segundo o decreto, os carros que forem lançado a partir de 2027 deverão ser, no mínimo, 80% recicláveis ou recuperáveis. Em 2030, todos os carros à venda deverão atingir 85% de reciclabilidade e 90% de recuperabilidade (aproveitamento nem que seja para gerar energia).

Também será permitido que, desde agora, as fabricantes adquiram sucatas em ferro-velhos e leilões, a fim de reciclá-los adequadamente e já adquirir “crédito” para quando a norma entrar em vigor. Além disso, o grau de cumprimento desse e outros requisitos será determinante para mensurar o benefício tributário que a montadora receberá

Itens de segurança obrigatórios nos carros novos

O Programa Mover também institui regras inéditas de segurança veicular para modelos das categorias M1 e N1 — correspondentes a carros de passeio e furgões leves. A partir de 2025, todos os veículos novos precisarão atender ao chamado índice InTec, que mede o cumprimento de uma lista de itens obrigatórios de proteção estrutural e tecnologias assistivas à condução.

Em um primeiro momento, será exigido que 85% dos requisitos do Grupo A estejam presentes de fábrica — percentual que sobe para 90% em 2026 e chega a 100% em 2027. Entre os itens desse grupo estão o controle de estabilidade, aviso de cinto desafivelado, luz diurna (DRL) e câmera de ré.

sistema Panoramic View Monitor que transmite imagens de 360° através de câmeras instaladas ao redor da carroceria
Foto | Toyota/Divulgação – Dos mais simples aos mais complexos, todos os itens de segurança contarão pontos de alguma forma no cálculo do Governo

A partir de 2027, os modelos também precisarão atender aos requisitos do Grupo B, que inclui sistemas mais avançados, como frenagem autônoma, proteção para pedestres, alerta de saída de faixa e monitoramento da pressão dos pneus. O índice de cumprimento desses itens aumentará anualmente até atingir 90% em 2031.

Tecnologias inovadoras, como sensores de ponto cego, assistente de permanência em faixa e controle de cruzeiro adaptativo, poderão ser usadas como substitutas parciais das exigências tradicionais, desde que homologadas. 

Todos os dados deverão ser informados no pedido de concessão do CAT (Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito). Também há espaço legal para o surgimento de eventuais tecnologias que ainda vivem no campo das ideias, como dispositivos de bloqueio da ignição sensíveis ao álcool;

Foto | VW/Divulgação – Veículos mais modernos já atendem, em sua maioria, os requisitos do Mover

Essas tecnologias ainda incluem sistemas de comunicação automática entre carros (à moda do TCAS usado em aviões comerciais) e entre carros e estradas, que são previstos nas próximas fases de cobertura 5G dos celulares. Caso as montadoras optem por esses mecanismos, pode ser necessário alguma regulamentação extra pelo Contran, mas o decreto já prevê que a engenhosidade contará pontos para os requisitos mínimos.

Metas ambiciosas do Programa Mover

No ciclo “tanque à roda”, a meta do Mover é reduzir o consumo energético médio dos veículos em 12% até 2031; no ciclo “poço à roda”, o objetivo é cortar pela metade as emissões de CO₂ até 2030, tomando 2011 como base. Para viabilizar essas mudanças, o governo federal destinará R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros até 2028, incentivando tecnologias mais limpas e eficientes.

Estudos apontam que, além de cortar emissões, o programa pode gerar economia de até R$ 8 bilhões em combustíveis entre 2027 e 2031. Com a adesão a veículos elétricos e melhorias nos modelos a combustão, as emissões podem cair até 17,5% em carros de passeio e 15% nos comerciais leves até 2027. Além do ganho ambiental, o Mover fortalece a competitividade da indústria brasileira no cenário global.

Foto principal | alcolock/Divulgação

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Piloto da F1 é proibido, por lei, de usar o carro que ganhou como presente da Mercedes

Mercedes-AMG GT 63 S é tão rápido que é proibido para jovens dirigi-lo na Itália

Mesmo correndo na F1, Antonelli não pode dirigir seu Mercedes AMG GT 63 S no seu país por causa da nova lei que limita potência para jovens

Nesse domingo (20), o italiano Andrea Kimi Antonelli completará sua quinta corrida de Fórmula 1 antes mesmo de completar 19 anos. Apesar da pouca idade, o piloto vem desempenhando um bom papel na equipe da Mercedes; ao mesmo tempo, também vem recebendo boa recompensa da chefia.

Entre os “mimos” que Antonelli já ganhou como um dos pilotos da equipe anglo-alemã, um dos mais interessantes é o Mercedes-AMG GT 63 S E-Performance: o cupê com design de curvas suaves é um dos mais poderosos da alemã, que segue o costume de entregar o que há de melhor para que os pilotos usem no dia a dia.

Foto | Mercedes-AMG/Divulgação – Pilotos de F1 sempre recebem os melhores carros de série de suas equipes para utilizarem no dia a dia

No caso do GT 63 S, o motor V8 4.0 biturbo funciona junto a um motor elétrico e, ao todo, são 816 cv e 145,0 kgfm. De tão bruto, o híbrido plug-in tem números de F1 ao bater os 320 km/h e ir de 0 a 100 km/h em 2,8 s.

O problema é que Kimi Antonelli não poderá dirigi-lo por conta da juventude. Ainda que conduza um dos carros mais extremos do mundo nas pistas da Fórmula 1, o piloto está sujeito à lei italiana, que mudou recentemente para impedir que jovens dirijam carros extremamente potentes.

Foto | Mercedes-AMG/Divulgação – Kimi Antonelli é exceção, mas regra vem mostrando que, de fato, muitos jovens não têm experiência para conduzir veículos muito rápidos

Pelo texto, introduzido em dezembro de 2024, os condutores entre 18 e 21 não podem dirigir carros em que a relação potência-peso seja maior do que 100 cv por tonelada. Como o GT 63 S pesa cerca de 1.970 kg, sua potência máxima para a molecada seria de 197 cv; na verdade, é mais de quatro vezes isso.

A Itália já tinha restrições de carros potentes desde 2011, mas só para recém-habilitados. A ideia de estender a proibição veio após estudos que mostram potencial de redução dos acidentes entre os mais novos na casa de 20% com essa política pública. 

Foto | Mercedes-AMG/Divulgação – Apesar do visual relativamente discreto, AMG GT 63 S E-Performance é um dos carros mais rápidos já feitos pela marca para uso em ruas comuns

Apesar de todo o status que sua profissão traz, Andrea Kimi Antonelli também vem sofrendo com os estudos. O novato está no último ano do ensino médio e disse, em um podcast, que está “bem difícil” conciliar o circo da F1 e a escola.

“Seria uma vergonha largar no último ano da escola. Além do mais, minha mãe liga bastante para essa questão, então também faço isso por ela”, disse. Até 2027, portanto, o supercarro de mais de R$ 1 milhão fica na garagem.

Foto principal: Mercedes-AMG/Divulgação

Cadillac oferece jantares de luxo e massagem nos Cadillac IQ de clientes

Foto | Cadillac/Divulgação - Cadillac Escalade IQ é a versão elétrica do SUV, lançada no ano passado

Menu de restaurantes premiados é acompanhado de trilha sonora nos 40 alto-falantes, massagem e lareira na multimídia

Lançado no ano passado, o Cadillac Escalade IQ, elétrico, repete a receita que consagrou o SUV gigantesco. Apesar de movida a eletricidade, a versão elétrica do Escalade tem 5,7 m de comprimento e espaço para três fileiras confortáveis, com assentos amplos e telas dignas de classe executiva.

Normalmente, as mesinhas atrás dos bancos são usadas para apoiar o laptop, mas a Cadillac tem uma ideia melhor: os donos de Escalade IQ agora podem ir a restaurantes de luxo para desfrutar um menu completo, servido no carro.

Foto | Cadillac/Divulgação – Assentos tipo capitão têm mesas retráteis para os ocupantes

Em restaurantes de Los Angeles, Miami, Nova Iorque e São Francisco, há um lugar reservado para o carro. Lá, cada um dos cinco pratos será servido nas cadeiras do tipo capitão, com mesa e apoios de braço, na segunda fila do utilitário.

Foto | Cadillac/Divulgação – Versão elétrica pode ser vendida na futura operação da Cadillac no Brasil

A cada prato, o Escalade IQ tocará uma trilha sonora própria, reproduzida através do sistema de som AKG, com 40 alto-falantes. Central multimídia de 55” ainda exibirá uma imagem de lareira, reforçando o relaxamento que do sistema de massagem e aquecimento dos bancos.

Após consumir pratos como o frango frito com caviar do COQODAQ (Nova Iorque) ou o espaguete do La Dolce Vita (Beverly Hills), o motorista poderá desfrutar dos 750 cv e 106,4 kgfm do gigante. 

Foto | Cadillac/Divulgação – Central multimídia gigante serve como lareira virtual durante a ceia

A Cadillac não informou o preço das reservas, mas certamente estão à altura do que o dono de um carro superior a US$ 130.000 pode pagar. O Cadillac Escalade IQ é um dos carros cotados para a eventual chegada da marca de luxo da General Motors ao Brasil, apurou Autos Segredos.

Foto principal | Cadillac/Divulgação

Após pressão, Europa não irá banir fibra de carbono de veículos

Foto | ABT/Divulgação Fibra de carbono é usada em carros esportivo pela excelente relação peso-resistência

União Europeia estuda novas formas de descarte para manter uso da fibra de carbono em carros e reduzir impacto ambiental

Após um projeto da União Europeia de banir o uso da fibra de carbono em carros a partir de 2029, o bloco voltou atrás. Após pressão de diversos setores, o Parlamento Europeu confirmou a remoção da fibra de carbono da lista de materiais perigosos no documento chamado de EOLVD.

A Diretiva de Veículos em Fim de Vida, em português, é a lei que define quando certos materiais têm que ser evitados pelas montadoras, a fim de melhorar a sustentabilidade do negócio. Com a alteração proposta, a fibra de carbono seria proibida em países como França e Alemanha e outros 25. 

Foto | Porsche/Divulgação Nos últimos, o material ganho amplo uso decorativo em carros de luxo

Um dos motivos é que, quando largadas em pátios ou ferro-velhos, por exemplo, as fibras podem se degradar, tornando-se poeira condutiva que causa curtos-circuitos em máquinas industriais. Em níveis muito mais baixos que o amianto, a fibra de carbono também pode representar riscos se inaladas ou em contato com a pele.

Fornecedores preocupados

A indústria automotiva é responsável por cerca de 20% da produção de fibra de carbono no mundo. O material se destaca por altíssima resistência e baixo peso, sendo ideal para aplicações como foguetes e carros de corrida. Nos últimos anos, a fibra também vêm sendo usada para decoração em carros de luxo.

Com a intenção da União Europeia anunciada, as indústrias japonesas — líderes do setor — se reuniram com o parlamento do bloco e buscaram conciliação. O Parlamento Europeu confirmou ao Motor1 Italia que o banimento foi desconsiderado. A ideia agora é desenvolver métodos adequados de descarte da peças em fibra de carbono em sucatas.

Outras possibilidades alternativas sustentáveis, como compósitos de fibras naturais derivadas do linho, utilizadas até na Fórmula E.

Flagra: Renault Kardian 2026 terá versão Iconic com bancos de couro marrom e mais telas

Flagra Renault Kardian Iconic 2026
Foto | André Gessner

Novo Renault Kardian dará fim à versão de lançamento e trará incrementos em busca de melhorar suas vendas

Pouco depois de completar um ano de vendas, o Renault Kardian já se prepara para uma atualização. Os flagras de André Gessner mostram, inclusive, uma unidade do Kardian Iconic, a nova versão topo de linha que substituirá a Première Edition.

O novo Renault Kardian 2026 terá modificações, principalmente, no interior. Segundo apurou Autos Segredos, a marca identificou que uma nova central multimídia pode ser um incentivo significativo; logo, a tela de 8” atualmente utilizada dará lugar a um display possivelmente de 12,3” e na vertical, como o da Fiat Toro e do Megane E-Tech.

Segundo informações da QUATRO RODAS, o quadro de instrumentos digital também mudará nas versões mais caras, indo de 7” para 10”. O Kardian Iconic deve contar com bancos de couro marrom e interior decorado na mesma cor.

Foto | Renault/Divulgação – Tela do novo Kardian deve seguir outros modelos da marca (foto), mas câmbio estilo joystick seguirá

No caso do Kardian topo de linha e da versão intermediária techno, a Renault usará a criatividade para reduzir custos: o radar utilizado para os sistemas de direção autônoma será trocado por uma câmera especial no topo do para-brisa. 

Foto | André Gessner

Dessa forma, o quadrado na parte inferior central do para-choque deixa de existir e a marca pode usar a mesma peça para todas as versões, diminuindo custos de fabricação e estoque.

Flagra Renault Kardian Iconic 2026
Foto | André Gessner – Inscrição TURBO 220 sugere novo nome publicitário para o motor 1.0 turboflex

Chegada em breve

O Renault Kardian 2026 deve estrear no meio de 2025, com o mesmo motor 1.0 turboflex de 125 cv e 22,4 kgfm e câmbio manual de seis marchas ou automatizado de dupla embreagem. Há indícios de que o torque do motor em newtons-metro será utilizado a fim de publicidade, como a Stellantis faz com seus T200 e T270 e a Volkswagen faz com seus 200 TSI e 250 TSI, entre outros.

Foto | Renault/Divulgação Mudança no radar elimina necessidade do quadrado preto no para-choque e permite que a mesma peça seja usada por todas as versões

Os diferentes incrementos são essenciais para que o Kardian melhore seus números: além de novidades como o VW Tera estarem a caminho, o SUV nacional da Renault vem atingindo números regulares de vendas. Desde o ano passado, pouco mais de 30.000 unidades emplacadas, colocando-o como o 30º carro mais vendido do Brasil no período.

Volvo amplia rede de recarga para ligar RS ao Tocantins através de carros elétricos

Volvo é uma das marcas que mais investe em eletropostos no Brasil

Nova etapa inclui pontos em PE e CE; donos de Volvo carregam de graça, outros pagam até R$ 182 por carga

A Volvo foi uma das pioneiras na venda de carros elétricos no Brasil, tendo sido também uma das primeiras a investir massivamente na instalação de carregadores rápidos nas estradas. Uma nova etapa desse projeto começa agora, com a inauguração de cinco novos pontos, incluindo dois no Nordeste.

Todos os eletropostos funcionam em corrente contínua: são equipamentos bem mais caros que wallboxes usados em casa e nos estacionamentos de shoppings, por exemplo, mas também são as tomadas capazes de recarregar os carros em minutos.

Por conta disso, o carregamento DC vem sendo priorizado em paradas rodoviárias, onde o motorista pode lanchar e descansar enquanto o veículo carrega, sem necessidade de esperar à toa. 

Foto | Volvo/Divulgação – Ideia da marca é que viagens longas não sejam motivo para que clientes recusem carros elétricos

Com a estreia dos eletropostos de Pirassununga (SP), Uberaba (MG), Coxim (MS), Arcoverde (PE) e Solonópole (CE), já são 71 pontos da Volvo em funcionamento no Brasil. 

Esses pontos mais recentes permitem que donos de carros elétricos saiam do Rio Grande do Sul e cheguem até o Tocantins, por exemplo. Também ampliamos nossa presença no Nordeste e Centro-Oeste, conectando rotas relevantes para o agronegócio nacional, assim como o litoral do Espírito Santo até o oeste de Minas Gerais”, comenta Guilherme Galhardo, chefe de eletrificação e diretor de digital da marca.

Foto | Volvo/Divulgação – Quem não tem um Volvo, paga para usar. Quem tem, carrega de graça

Com os 120 kW de potência disponível, o usuário desses pontos levará cerca de 50 minutos para carregar um Volvo EX90, por exemplo, com 320 km extras de alcance. A rede de eletropostos é um dos atrativos aos clientes, que podem usá-los gratuitamente com os carros da marca. 

Dono de carros que não são Volvo também podem, mas pagam um valor de R$ 4/kWh mais R$ 2,50 de taxa fixa. A título de referência, encher completamente a bateria de BYD Dolphin custaria R$ 182,10, ou R$ 0,62/km.

Foto principal | Volvo/Divulgação

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Mustang celebra 61 anos na liderança como esportivo mais vendido do mundo  

Mustang celebra 61 anos na liderança como esportivo mais vendido do mundo
Foto | Ford/Divulgação

Modelo da Ford é o cupê esportivo mais comercializado em 2024 e alcança novos marcos nas pistas 

No dia em que completou 61 anos, 17 de abril, o Ford Mustang também celebrou mais uma conquista histórica: a liderança global de vendas no segmento de cupês esportivos em 2024. De acordo com dados da S&P Global Mobility, o icônico “muscle car” foi o modelo mais vendido do mundo em sua categoria, ampliando um domínio que já dura uma década e soma cerca de 1 milhão de unidades comercializadas no período.

VEJA TAMBÉM:

Os números da S&P Global Mobility, que analisam registros oficiais de veículos novos em mais de 80 países e capturam 95% do volume global, confirmam a força do Mustang entre os esportivos — segmento que inclui modelos cupê de duas portas e conversível.

Atualmente disponível em 85 mercados, o Mustang também consolida sua presença no Brasil, onde foi lançado oficialmente em 2018. Desde então, já foram vendidas mais de 3.800 unidades no país, entre elas as versões GT, Black Shadow, Mach 1 e GT Performance. Esta última, inclusive, ganhará em breve uma edição limitada com transmissão manual.

O sucesso do Mustang vai além das ruas. Em 2025, o modelo venceu a tradicional prova Rolex 24 Horas de Daytona e acumulou conquistas em categorias de prestígio como NASCAR, IMSA e Supercarros Australianos. No final de 2024, o Mustang também entrou para a história ao se tornar o primeiro esportivo norte-americano de produção a completar uma volta no circuito alemão de Nürburgring em menos de 7 minutos.

Segundo a Ford, o DNA competitivo da marca continua impulsionando inovações que elevam o desempenho dos seus veículos. Tecnologias como o drift brake, a aerodinâmica ativa e a aplicação extensiva de fibra de carbono no Mustang GTD são alguns exemplos de avanços que melhoram o desempenho, eficiência e a confiança do motorista.

Na sua atual sétima geração, o Mustang expande sua atuação tanto nas ruas quanto nas pistas com modelos como o Mustang GT Performance, o Dark Horse e o superesportivo Mustang GTD, que entrega potência superior a 800 cavalos.

 Foto principal | Ford/Divulgação

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Fiat Pulse Impetus Hybrid 2026 melhora consumo, mas ainda cobra caro...

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SUV compacto recebe leve reestilização, sistema híbrido de 12V e mantém bom desempenho com motor Turbo 200, mas ainda tem pontos a evoluir.

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