SUV passará por mudança visual para marcar a estreia do sistema híbrido de 48 Volts
Em março, o Autos Segredos antecipou que o Jeep Renegade 2027 passaria por mudanças visuais e também contaria com o sistema híbrido leve de 48 Volts. Já em julho, fizemos o primeiro flagra do SUV rodando em testes. Agora, apuramos com exclusividade que o SUV não deverá contar com a versão Trailhawk.
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O Autos Segredos apurou que o Jeep Renegade 2027 será vendido nas versões Sport, Altitude, Longitude, Sahara e Willys. Mas é claro que o SUV não ficará de fora dos 85 anos da marca e terá também a série especial para celebrar o aniversário da marca.
A mudança indica que o Jeep Renegade 2027 terá somente tração 4×4 na versão topo de gama Willys, sem o sistema híbrido. As demais permanecerão com tração 4×2.
As versões Sport e Altitude devem permanecer com o motor 1.3 Turbo 270 Flex de 176 cv de potência com gasolina ou etanol e torque de 27,5 kgfm, não importando qual combustível.
Já as versões Longitude e Sahara contarão com o sistema MHEV de 48 Volts.
A plataforma Bio-Hybrid tem sistema híbrido leve MHEV de 48 Volts, conta dois motores elétricos, um para substituir o alternador e o motor de partida como no sistema 12 Volts. O motor elétrico adicional gera 28 cv de potência e torque de 5,6 kgfm.
A Stellantis optou por manter a caixa automática de seis marchas da Aisin para o sistema MHEV de 48 Volts, conforme antecipamos em setembro.
A bateria de 48 Volts com 0,9 kWh de capacidade dá suporte ao sistema, sendo alimentada também pelos dois motores. Assim como no sistema 12 Volts dos Pulse e Fastback, a bateria fica alojada sob o banco do motorista.
Uma gestão eletrônica controla a operação entre os modos térmico, elétrico ou híbrido, otimizando eficiência e economia.
O que muda com a troca do câmbio DCT pelo automático convencional?
Tomando como base de análise o conjunto atualmente aplicado pela Stellantis nos Fiat Pulse e Fastback e nos Peugeot 208 e 2008 híbridos, que é composto por um motor elétrico auxiliar de 12 Volts e um câmbio automático tradicional (epicíclico), a aplicação de um câmbio de dupla embreagem acarretaria em uma menor perda de potência.
Isso ocorre porque as embreagens são mais eficientes que os conversores de torque – e eventualmente de peso, dado que as transmissões DCT costumam ser mais leves que suas concorrentes tradicionais de mesmo porte.
Trazendo esta mesma análise para a simples troca do conjunto de 12 para 48 Volts, a história se mantém: a diferença é que, para o espaço físico que o motor elétrico irá ocupar, haverá mais potência no motor que opera no sistema de maior potencial elétrico.
Essa potência, por sua vez, chegaria às rodas com maior eficiência por um eventual câmbio DCT do que um automático comum, em que pese os maiores custos tanto do câmbio de dupla embreagem quanto do sistema elétrico de maior voltagem.
Ou seja, na prática, o sistema híbrido entregará potência e torque a mais do Jeep Renegade 2027. Mas a força extra não será entregue de imediato no automático com conversor de torque, como ocorre num câmbio DCT.
Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos
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