Modelo será primeiro elétrico da marca aposta em comandos físicos, design assinado por Jony Ive e mais de 1.000 cv
A Ferrari revelou nesta segunda-feira (9) o nome e o conceito do interior de seu primeiro superesportivo totalmente elétrico. Batizado de Luce, o modelo inaugura uma nova fase para a marca de Maranello e sinaliza uma mudança clara na filosofia de design. O habitáculo foi desenvolvido em parceria com a LoveFrom, estúdio criativo fundado por Sir Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, ao lado de Marc Newson.
Na contramão da tendência atual do setor, o Luce evita o excesso de telas e aposta na volta de comandos físicos, mecânicos e táteis. A proposta prioriza a interação direta com o carro e responde às críticas recebidas por modelos recentes da Ferrari que adotaram controles capacitivos. A revelação do projeto segue um cronograma escalonado: a parte técnica foi apresentada em outubro de 2025, o interior agora, e o design externo será mostrado em maio de 2026, na Itália.
Interior do Ferrari Luce flerta com modelos clássicos do passado
O interior foi desenvolvido com foco em ergonomia e resposta mecânica. O volante de três raios revisita os clássicos modelos das décadas de 1950 e 1960, mas é feito de alumínio usinado e reciclado, sendo cerca de 400 gramas mais leve que os atuais. O painel de instrumentos é fixado à coluna de direção e acompanha o ajuste do volante, utilizando duas telas OLED sobrepostas para criar efeito de profundidade.
No console central, uma tela com articulação esférica pode ser direcionada ao motorista ou ao passageiro. O sistema combina elementos digitais com ponteiros físicos de alumínio para funções como cronômetro e bússola. Os materiais internos fogem do padrão couro e fibra de carbono, com amplo uso de alumínio anodizado reciclado e vidro de alta resistência.
A chave do Luce, feita de vidro com tela de tinta eletrônica, aciona uma sequência luminosa no painel ao ser inserida no console, indicando que o veículo está pronto para rodar. A alavanca de câmbio segue o mesmo conceito de material.
No campo técnico, o Ferrari Luce adota uma arquitetura inédita com quatro motores elétricos, um por roda, entregando mais de 1.000 cv e 106 kgfm de torque. O sistema privilegia a tração traseira, podendo desacoplar os motores dianteiros em 0,5 segundo. Mesmo com cerca de 2.300 kg, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, auxiliado por vetorização de torque, suspensão ativa de terceira geração e eixo traseiro direcional.
A energia vem de uma bateria estrutural de 122 kWh e 800 volts, instalada no assoalho, o que reduz o centro de gravidade em 8 cm. O conjunto aceita recargas de até 350 kW, recuperando cerca de 300 km de autonomia em 20 minutos, com alcance estimado de 530 km.
A Ferrari também dispensou sons artificiais, optando por amplificar vibrações reais dos motores elétricos para criar uma assinatura sonora própria. A produção e as primeiras entregas estão previstas para após a revelação do design externo, no próximo trimestre.
Foto principal: Ferrari/Divulgação
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