Dados serão usados para treinar sistemas de condução semiautônoma; iniciativa da BMW levanta debates sobre privacidade em veículos conectados
A BMW deu início a um novo programa voltado à coleta de dados de condução em seus veículos elétricos, começando pela Alemanha. A iniciativa faz parte da estratégia da marca para evoluir seus sistemas de assistência ao motorista e acelerar o desenvolvimento de tecnologias de condução semiautônoma.
O projeto será aplicado inicialmente em modelos como o iX3 e o futuro i3, que também tem previsão de chegada ao Brasil. A fabricante destaca que a coleta de informações depende da autorização do motorista no momento da configuração do veículo.

O sistema não realiza monitoramento contínuo. Os registros acontecem apenas em situações consideradas relevantes, como frenagens intensas, desvios bruscos ou cenários próximos de colisões. Nessas ocasiões, o veículo pode capturar imagens externas e dados técnicos, incluindo velocidade, esterçamento e informações dos sensores.
De acordo com a BMW, esse tipo de dado obtido em condições reais de uso é mais eficaz para o desenvolvimento de tecnologias do que testes em ambiente controlado. O material será utilizado para aprimorar recursos como frenagem automática de emergência, assistentes de faixa e sistemas de condução em rodovias e centros urbanos.

Para reduzir preocupações com privacidade, a empresa afirma que informações sensíveis, como rostos e placas, passam por anonimização antes de qualquer processamento. A montadora também ressalta que o programa segue as legislações vigentes de proteção de dados.
A iniciativa acompanha um movimento crescente na indústria automotiva, que vem utilizando dados reais de usuários para acelerar a evolução da condução automatizada, ao mesmo tempo em que amplia discussões sobre privacidade e uso de informações em veículos conectados.
Foto principal: BMW/Divulgação




