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Stellantis mantém 14 marcas e aposta em reorganização interna

Stellantis bate recorde de exportações do Brasil em 2024
Foto | Stellantis/Divulgação

Sob nova liderança, Stellantis prioriza eficiência e concentração de investimentos sem abrir mão de seu amplo portfólio de marcas

A Stellantis decidiu manter intacto seu portfólio de 14 marcas, mesmo diante da pressão crescente de investidores por uma estrutura mais enxuta. A estratégia, conduzida pelo CEO Antonio Filosa, busca reorganizar a operação após um impacto financeiro negativo de € 22,2 bilhões, resultado dos altos custos ligados à eletrificação e de investimentos robustos, especialmente na América do Norte.

Com valor de mercado atualmente próximo de € 21 bilhões, praticamente equivalente ao prejuízo recente, o grupo optou por um caminho diferente do esperado: em vez de encerrar operações, decidiu estabelecer uma hierarquia mais rígida na distribuição de recursos.

Novo Jeep Avenger 2027
Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Nesse novo direcionamento, marcas como Fiat, Jeep, Ram e Peugeot passam a ocupar posição central dentro da estratégia global. Cada uma desempenha papel relevante em regiões específicas: a Ram mantém forte rentabilidade nos Estados Unidos, a Fiat sustenta liderança em mercados como América Latina e Itália, enquanto a Peugeot segue como peça-chave no cenário europeu.

A abordagem contrasta com a gestão anterior de Carlos Tavares, que priorizava uma divisão mais equilibrada de investimentos entre as marcas. Agora, a companhia adota um modelo mais seletivo, direcionando recursos para as operações com maior retorno.

Apesar disso, o mercado acompanha com cautela a permanência de marcas com posicionamento semelhante, como Alfa Romeo, Lancia e DS Automobiles, que disputam o mesmo público no segmento premium. Até nomes tradicionais como Maserati entram no radar de incertezas, diante da necessidade de justificar investimentos em um cenário mais seletivo.

Novo Opel Corsa de frente na cor vermelha
Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Outras marcas relevantes no portfólio, como Citroën e Opel (além da Vauxhall no Reino Unido), também enfrentam o desafio de manter competitividade dentro dessa nova lógica.

Para sustentar a operação global, a Stellantis intensifica o uso de plataformas compartilhadas e amplia parcerias estratégicas, como a colaboração com a chinesa Leapmotor, que deve acelerar o desenvolvimento de modelos mais acessíveis.

A lógica é clara: preservar a identidade de cada marca, enquanto a base tecnológica se torna cada vez mais comum. Com isso, a Stellantis tenta equilibrar tradição e eficiência em um momento de forte transformação na indústria automotiva.

Foto principal: Stellantis/Divulgação

Shineray SHI 400sc chega ao Brasil com pegada retrô e proposta versátil

Shineray/Divulgação

Com base compartilhada com a SWM, modelo da Shineray combina design clássico, mecânica simples e recursos atuais para uso no dia a dia e fora do asfalto leve

A Shineray colocou no mercado brasileiro a nova SHI 400sc, ampliando sua linha com uma proposta que mistura visual clássico e versatilidade. Posicionada no nicho scrambler, a motocicleta chega com preço sugerido de R$ 24.990, já considerando frete e impostos.

Desenvolvida a partir de um projeto da SWM, empresa que pertence ao mesmo grupo, a SHI 400sc foi pensada para quem busca uma moto que vá além do uso urbano tradicional, permitindo também encarar trechos de terra com certa facilidade, sem perder o apelo estético.

Shineray/Divulgação

O design segue referências clássicas, com linhas limpas, postura de pilotagem mais alta e rodas maiores, 19 polegadas na frente e 18 atrás. Essa configuração favorece a condução em pisos irregulares, embora o modelo continue claramente voltado ao uso cotidiano.

Mesmo com o estilo retrô, a moto não abre mão de tecnologias atuais. O conjunto inclui iluminação totalmente em LED e painel TFT, reforçando o equilíbrio entre aparência clássica e funcionalidade moderna.

O motor é um monocilíndrico de 399,7 cm³, com quatro válvulas e comando simples no cabeçote, capaz de entregar 26,5 cv a 7.000 rpm e 3,06 kgfm de torque a 5.500 rpm. Entre os diferenciais técnicos está o sistema de cárter seco, que melhora a lubrificação em situações de inclinação.

A transmissão é manual de cinco marchas, com embreagem multidisco em banho de óleo e tração por corrente. Segundo a marca, a velocidade máxima chega a 120 km/h.

Na estrutura, o modelo utiliza chassi de aço do tipo berço semi-duplo. A suspensão dianteira conta com garfo telescópico de 100 mm de curso, enquanto a traseira aposta em dois amortecedores, mantendo uma solução mais tradicional.

O sistema de freios combina disco na roda dianteira com tambor na traseira, ambos com acionamento hidráulico, além de ABS de dois canais, ampliando a segurança em diferentes tipos de piso.

Entre os equipamentos, a SHI 400sc oferece ainda entrada USB-A, partida elétrica e conjunto elétrico de 12V. Nas medidas, são 2,14 metros de comprimento, entre-eixos de 1,40 metro e altura do assento de 815 mm. O peso em ordem de marcha é de 168 kg, enquanto o tanque comporta 14 litros.

Foto principal: Shineray/Divulgação

Jeep leva Novo Renegade e Commander 2027 à Agrishow  

Marca aposta em eletrificação leve, tração 4×4 e condições especiais para produtores rurais durante a feira em Ribeirão Preto (SP)

A Jeep confirma presença de peso na Agrishow 2026 com dois de seus principais lançamentos recentes: o Novo Renegade e o Commander 2027. A marca aproveita a maior feira agropecuária da América Latina, realizada em Ribeirão Preto (SP), para reforçar sua conexão com o público do campo e apresentar suas novidades com foco em tecnologia, capacidade off-road e eletrificação.

O Novo Renegade estreia uma nova geração com mudanças profundas. O SUV compacto chega com interior completamente reformulado, visual externo atualizado e, como principal novidade, a introdução da tecnologia híbrida-leve de 48V (MHEV), seguindo a estratégia da Stellantis. Mesmo com a eletrificação, o modelo mantém atributos já conhecidos, como a oferta de tração 4×4 — ainda rara no segmento — e um dos conjuntos mecânicos mais potentes da categoria.

Já o Jeep Commander 2027 também evolui para seguir competitivo entre os SUVs grandes. O modelo passa a contar com motorização híbrida-leve de 48V, além de atualizações em design, tecnologia embarcada e refinamento geral. A proposta segue focada em entregar um pacote equilibrado entre desempenho, conforto e capacidade fora de estrada, características valorizadas pelo público do agronegócio.

Além dos lançamentos, a Jeep disponibiliza para test-drive modelos consagrados do portfólio, como o Jeep Wrangler — ícone off-road da marca — e o Jeep Compass, líder entre os SUVs médios no Brasil há anos, além dos próprios Renegade e Commander.

Outro destaque no estande é o conceito Renegade Mopar XT, desenvolvido em parceria com a divisão Mopar. O modelo chama atenção pelo visual robusto e pelas modificações voltadas ao fora de estrada, incluindo suspensão elevada em 2 polegadas, amortecedores recalibrados, pneus de uso misto e ajustes de bitola para manter a estabilidade mesmo com o aumento de altura.

Como parte da estratégia para o público do campo, a marca também oferece condições comerciais exclusivas durante o evento, com descontos voltados a produtores rurais e empresas. Outro ponto reforçado é o pós-venda, com cinco anos de garantia e assistência 24 horas em todo o território nacional.

Serviço – Agrishow 2026

📍 Local: Ribeirão Preto (SP)
📅 Data: de 27 de abril a 1º de maio
Ingrressos: https://www.agrishow.com.br/

GWM Tank 300 PHEV Flex estreia no Brasil com por R$ 342 mil

GWM Tank 300 Hi4T
Foto | GWM/Divulgação - GWM Tank 300 Hi4T

SUV off-road combina motor 2.0 turbo com elétrico, entrega 394 cv e inaugura nova fase da eletrificação com etanol

A GWM apresentou oficialmente no Salão de Pequim 2026 o inédito Tank 300 PHEV Flex, primeiro híbrido plug-in do mundo capaz de rodar com etanol e gasolina. O modelo já chega ao mercado brasileiro simultaneamente ao lançamento global, com preço inicial de R$ 342 mil e disponível nas concessionárias da marca.

O SUV marca uma nova etapa na eletrificação ao unir um sistema híbrido plug-in com a tecnologia flex fuel, algo até então inédito na indústria automotiva.

Desempenho preservado com foco em eficiência

O Tank 300 PHEV Flex traz conjunto formado por motor 2.0 turbo a combustão aliado a um propulsor elétrico acoplado ao câmbio automático de nove marchas. Juntos, entregam 394 cv e 750 Nm, garantindo aceleração de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos.

Mesmo com a adoção do etanol, os números de potência e torque foram mantidos. Isso se deve ao uso do ciclo Miller, que prioriza eficiência energética em vez de ganho de desempenho. Na prática, o foco do sistema está em reduzir consumo e emissões.

Segundo dados oficiais, o modelo pode alcançar até 18,8 km/l com gasolina no uso combinado e 14,1 km/l com etanol. Já a bateria de 37,1 kWh permite rodar até 74 km no modo elétrico pelo padrão Inmetro.

Engenharia brasileira com impacto global

Um dos principais destaques do projeto está no desenvolvimento conjunto entre a operação brasileira da marca e a Bosch. A tecnologia recebeu calibração específica para o etanol hidratado, com sistemas inteligentes capazes de identificar automaticamente a proporção de combustível no tanque.

Essa solução posiciona o Brasil como protagonista no desenvolvimento de tecnologias que combinam eletrificação com biocombustíveis, reduzindo emissões sem depender exclusivamente da infraestrutura de recarga.

DNA off-road mantido

Mesmo com foco em eficiência, o Tank 300 preserva sua essência off-road. O modelo utiliza arquitetura sobre chassi com sistema de tração 4×4 com reduzida, além da plataforma híbrida Hi4-T.

Entre os recursos, há bloqueios de diferencial dianteiro, traseiro e central, nove modos de condução para diferentes terrenos e assistentes específicos para uso fora de estrada. O SUV também encara até 700 mm de profundidade em travessias de água.

Interior sofisticado e conectado

Por dentro, o modelo aposta em acabamento refinado com revestimentos em couro Nappa, bancos com funções de aquecimento, ventilação e massagem, além de iluminação ambiente configurável.

A cabine conta com duas telas de 12,3 polegadas, integração sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, além de conexão 4G nativa com hotspot Wi-Fi. O sistema também oferece atualizações remotas (OTA) e loja de aplicativos integrada.

Segurança completa e visual discreto

O pacote de segurança inclui assistentes de condução nível 2+, com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, assistente de faixa e monitoramento de ponto cego, além de seis airbags.

Visualmente, a versão Flex traz mudanças discretas, como detalhes escurecidos e a identificação “HYBR-FLEX”, mantendo o estilo robusto característico do modelo.

Foto principal | GWM/Divulgação

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Confira nosso primeiro contato com o GWM Haval H6 2026:

BAIC confirma estreia no Brasil em 2026 e já avalia produção local

SUV BAIC elétrico é uma das possibilidades de ser vendido no Brasil
Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Marca chinesa prepara chegada com elétricos e negocia montagem em CKD no país

A chinesa BAIC já tem planos definidos para iniciar suas operações no Brasil. A marca confirmou que desembarca no país ainda em 2026 e, além da importação de modelos, também avalia iniciar produção local em um segundo momento.

A reportagem do Autos Segredos conversou com um executivo da empresa durante o Salão de Pequim 2026, que antecipou detalhes importantes sobre a estratégia da fabricante para o mercado brasileiro.

Além da Dongfeng, a BAIC é mais uma gigante chinesa que aposta no Brasil como mercado-chave na América Latina. A estreia está prevista para o último quadrimestre de 2026, com o lançamento do elétrico Arcfox T1.

O plano da empresa não se limita a um único modelo. A BAIC pretende atuar com um portfólio diversificado, incluindo SUVs elétricos e híbridos, seguindo a tendência das demais montadoras chinesas que avançam rapidamente no país. O grupo ainda conta com diversas submarcas, o que amplia as possibilidades de atuação em diferentes segmentos.

Durante a conversa, o executivo Mr. Lee, responsável pela expansão internacional da BAIC, demonstrou otimismo com a chegada ao Brasil. Ao lado do jornalista Felipe Boutros, do AutoPapo, ele apresentou alguns dos principais produtos da marca e indicou quais modelos têm potencial para o nosso mercado.

Outro ponto relevante é o plano industrial. Lee revelou que a BAIC estuda iniciar a montagem de veículos no Brasil no regime CKD (Completely Knocked Down), em parceria com um player local. Apesar disso, detalhes sobre local, parceiro ou cronograma ainda não foram divulgados.

O fabricante está com uma comitiva de concessionários no Salão de Pequim 2026, entre eles, grupos de Minas Gerais e Distrito Federal que já estão fechados como parceiros.

Como é o BAIC Arcfox T1?

O Arcfox T1 será o modelo responsável por abrir caminho para a marca no Brasil. Posicionado como um elétrico compacto de proposta urbana, o hatch aposta no custo-benefício e no bom pacote tecnológico para disputar espaço em um segmento cada vez mais competitivo.

Desenvolvido pela divisão mais sofisticada da BAIC, o modelo tem cerca de 4,33 metros de comprimento e entre-eixos generoso, o que garante bom espaço interno para a categoria e reforça sua proposta familiar.

Na parte mecânica, o BAIC Arcfox T1 utiliza motorização 100% elétrica com tração dianteira. As versões oferecem diferentes níveis de potência, variando entre 95 cv e 127 cv. Já as baterias contam com capacidades distintas, proporcionando autonomias competitivas dentro do uso urbano — principal foco do modelo.

Outro destaque fica por conta da recarga rápida, que permite reduzir significativamente o tempo de carregamento em estações apropriadas, algo essencial para o uso no dia a dia.

Por dentro, o modelo segue a cartilha dos elétricos chineses mais recentes, com forte apelo tecnológico. O painel é dominado por telas, incluindo uma central multimídia de grande dimensão e quadro de instrumentos totalmente digital.

O pacote de equipamentos pode incluir ainda assistentes avançados de condução, com recursos de direção semiautônoma, além de facilidades para o uso urbano, como sistema de estacionamento automático.

Entre os itens de conforto e acabamento, o Arcfox T1 aposta em teto panorâmico, materiais mais refinados e bancos com funções adicionais. Já o design externo traz linhas modernas, iluminação em LED e elementos visuais que remetem a modelos de categorias superiores.

Foto prnincipal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

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Confira nossa avaliação com o Fiat Mobi Like 2026

Ram Dakota ganha versão Laramie Night Edition e estreia na Agrishow 2026

RAM/Divulgação

Picape da Ram recebe visual escurecido, nova cor exclusiva e mantém conjunto turbodiesel com tração 4×4

A Ram confirmou a chegada da nova versão Laramie Night Edition para a Dakota no Brasil. A configuração faz sua estreia oficial durante a Agrishow 2026, realizada entre os dias 26 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP).

Já conhecida em outros modelos da marca, como Rampage, 1500 e 3500, a proposta Night Edition aposta em um visual mais agressivo, com substituição dos elementos cromados por acabamentos escurecidos. Grade frontal, logotipos, retrovisores e maçanetas passam a adotar tons escuros, enquanto as rodas inéditas de 18 polegadas surgem na cor Granite Crystal.

RAM/Divulgação

Por dentro, a picape segue a mesma linha sofisticada, com acabamento em materiais premium e bancos revestidos em couro preto. Um dos destaques é a central multimídia de 12,3 polegadas, compatível com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, além de funções dedicadas ao uso off-road.

Outro ponto importante é a estreia da nova cor Azul Tempest, que também passa a ser oferecida para a versão Laramie convencional, ampliando as opções de personalização do modelo.

RAM/Divulgação

Na parte mecânica, a Dakota mantém o motor 2.2 turbodiesel, que entrega 200 cv de potência e 45,9 kgfm de torque, sempre associado a um câmbio automático de oito marchas. A tração é 4×4 com gerenciamento automático, oferecendo ainda os modos 4×2 e 4×4 com reduzida, selecionados por meio de um comando giratório no console central.

A nova Ram Dakota Laramie Night Edition chegará em breve às concessionárias, mantendo também as demais opções de cores já disponíveis na linha.

Foto principal: RAM/Divulgação

Reforma do Código de Trânsito tem boas propostas e outras nem tanto

Gemini (Gerado com IA)

Fernando Calmon comenta as mudanças do Código de Trânsito Brasileiro; ele também avaliou o SUV Geely EX5 EM-i e a picape Fiat Toro Freedom

Os debates têm ocorrido com grande frequência na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. Esta semana os trabalhos sobre o novo Código de Trânsito Brasileiro avançaram por várias frentes, entre as quais a regulamentação de radares de controle de velocidade. Além de não poderem ficar escondidos (inclusive os portáteis), como já ocorre, aqueles instalados em vias com duas ou mais faixas no mesmo sentido deverão obrigatoriamente ter um painel eletrônico para indicar a velocidade do veículo na hora da passagem em cada uma.

Haveria a inclusão de noções teóricas de direção de carros com câmbio automático para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Acidentes de trânsito por erro de operação desses câmbios são incomuns, mas acontecem até nos exames realizados. Aprovou-se a criação de faixas preferenciais para motocicletas apenas em vias das capitais dos estados, Distrito Federal e rodovias federais e estaduais. A conhecida faixa azul também em estradas é discutível por estreitar a faixa de rolamento para ultrapassagens. Exige debates aprofundados, mas ideal seria essa exigência apenas no projeto de novas estradas. Até em avenidas atuais, com diferentes larguras de faixas, há riscos de acidente.

Continuam debates sobre redução da idade mínima de 18 para 16 anos para obter a CNH. Está correta essa mudança, mas ainda há resistência. Discute-se agora que jovens de 16 anos recebam permissão temporária para dirigir com supervisão de alguém já habilitado.

Quanto à chamada “Medida Provisória do Bom Condutor”, em análise no Congresso, que estabeleceria a renovação automática para motoristas sem pontos no último ano de validade da CNH, existem contestações. Médicos e psicólogos defendem avaliação regular da saúde também de motoristas amadores (hoje só os profissionais). Debate é necessário, mas talvez a renovação automática poderia abranger dois anos sem pontos.

Outra proposta determina que placas veiculares informem município e estado onde o veículo está registrado. Os moradores teoricamente se sentiriam mais seguros. Há dúvidas sobre isso, inclusive no exterior, sem contar o custo para nova troca de placas, salvo se apenas se aplicasse aos veículos zero-km.

Ainda há longo caminho pela frente. Além da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), os textos ainda precisam de aprovação final pelos plenários de ambas as casas legislativas (Câmara e Senado), conforme informado pela Agência Câmara de Notícias.

EX5 EM-i híbrido plugável: 1.300 km de alcance

Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Geely amplia atuação no Brasil com o EX5 EM-i, primeiro SUV híbrido plugável da marca no país, nas versões Pro, Max e Ultra. Inserido em um dos segmentos de maior crescimento, aposta em eficiência energética, tecnologia de bordo e bom aproveitamento de espaço. Com 4.740 mm de comprimento e entre-eixos de 2.755 mm, posiciona-se entre os SUVs médios-grandes.

Estilo segue padrão chinês contemporâneo, superfícies limpas, iluminação de LED e assinatura contínua nas versões superiores. Na traseira, lanternas mantêm essa identidade com efeito tridimensional. Porta-malas de 428 L (VDA), expansível para 2.065 litros com banco traseiro rebatido.

No interior, prioriza conforto e versatilidade, bom quadro de instrumentos digital de 10,2 pol., projeção de dados no para-brisa e grande central multimídia de 15,4 pol. que combina interfaces digitais e comandos físicos. Acabamento adota proposta sóbria, foco em ergonomia e usabilidade. Além de bom espaço para pernas no banco traseiro.

Na mecânica, o conjunto híbrido plug-in combina motor a gasolina 1,5-L, 100 cv, 12,7 kgf·m e elétrico, 218 cv, 26,7 kgf·m Valores combinados: 262 cv e 38 kgf·m. Alcance médio em modo elétrico chega a 112 km (padrão Inmetro, enquanto no combinado atinge até 1.300 km segundo o fabricante. A bateria, de 29,8 kW⋅h (na versão de topo), permite recarga rápida de 30% a 80% em cerca de 16 minutos. Aceleração 0 a 100 km/h, 7,8 s.

Em uso urbano, destaca-se pelo silêncio no modo elétrico e pela transição suave entre motor a combustão e elétrico. A condução privilegia conforto, com direção leve e suspensão ajustada para absorver irregularidades. Não há proposta esportiva, mas o conjunto atende de forma consistente à rotina diária, com comportamento previsível e foco em eficiência.

Inicialmente importado, o EX5 EM-i terá produção nacional ainda este ano em São José dos Pinhais (PR), em parceria com a Renault, o que reforça a estratégia de longo prazo da Geely no mercado brasileiro.

Preços: R$ 199.990 a R$ 244.990.

Toro Freedom: boa relação custo-benefício

Foto | Fiat/Divulgação – trânsito trânsito trânsito trânsito

Desde seu lançamento em fevereiro de 2016 a Toro surpreendeu o mercado por se estabelecer em um segmento inexistente entre as picapes pequenas e médias. Na realidade, tornou-se uma concorrente das médias com capacidade de carga de até uma tonelada e por se destacar pela dirigilidade mais próxima de um automóvel do que de uma picape tradicional. Uma das características que a diferenciam até hoje é a abertura horizontal bipartida da tampa da caçamba. Todos os motores são turbo Otto (flex) e Diesel.

A picape da Fiat dispõe de nada menos que seis versões com tração 4×2 e 4×4 e houve poucas mudanças estéticas. Porém, no atual ano-modelo 2026 surgiram modificações atraentes em para-choques, grade, lanternas e rodas de desenho que chamam atenção. Outra mudança que melhorou a dirigibilidade e a segurança foram os freios a disco traseiros. Eram a tambor, davam conta com folga, mas somente se rodasse sem a sua capacidade total de carga e/ou em velocidade moderada.

Destaque também, presente a partir de agora em todas versões, para o freio de estacionamento eletromecânico de imobilização associado ao recurso de liberação automática nas paradas (auto-hold, em inglês), muito útil no trânsito urbano pesado. Tanto a posição ao volante quanto as respostas em curvas são pontos positivos e agora há também nova manopla de câmbio. Seu preço continua competitivo.

Dimensões (mm): comprimento, 4.954; entre-eixos, 2.982; largura, 1.849 (2.033 com espelhos); altura, 1.678. Volumes (L): porta-malas (caçamba), 973; tanque, 55. Massa: 1.670 kg. Motor 4-cilindros turbo 1,3 L flex (cv): potência 176 cv (E)/(G); torque 27,5 kgf·m (E/(G). Consumo (km/L, Inmetro): cidade, 6,5 e estrada, 7,8 (E); cidade, 9,4 e estrada, 10,8 (G). Alcance (km): cidade, 358 e estrada, 429 (E); cidade, 517 e estrada, 594 (G). Tração dianteira. Câmbio automático epicíclico, 6 marchas. Aceleração 0 a 100 km/h (s): 10 (E)/(G).

Preço: R$ 175.490.

Ituran amplia oportunidades de IoT

Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) tem progredido de forma acelerada no campo da conexão de objetos físicos do cotidiano à internet. Por meio de sensores, softwares e chips é possível coletar, trocar dados entre si e com usuários. Seu grande avanço permite controle remoto, automação e monitoramento desde refrigeradores até carros.

A multinacional israelense Ituran mantém ativa presença no Brasil a fim de monitorar, rastrear e recuperar veículos furtados ou roubados. Para quem não tem recursos para pagar uma apólice de seguros tradicional ou veículos com mais de oito anos cujos prêmios encarecem bastante, pode se tornar uma opção. Contudo, a empresa também atende as próprias seguradoras por facilitar localização rápida de veículos, antes que sejam desmontados e posterior venda ilegal das peças.

Após reunir IoT e plataforma de dados, avançou até o automobilismo por intermédio da Porsche Cup. Telemetria de alta frequência, análise de desempenho e I.A. puderam ser aplicadas com ganho de preciosos segundos nas paradas de boxe. O sistema deve suportar condições extremas nos autódromos como vibração, temperatura e taxa de amostragem de dados elevada, além de raspões e pequenos acidentes. Desta forma, tanto frotas no dia a dia quanto veículos particulares ganharam um produto mais robusto.

Wuling Bingo S pode virar Chevrolet no Brasil; novo Celta elétrico?

Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Hatch elétrico da parceria SAIC-GM aparece discretamente em Pequim e surge como forte candidato ao mercado brasileiro

Exibido sem grande destaque no estande da SAIC/GM no Salão de Pequim, o hatch elétrico Wuling Bingo S já desperta interesse para o mercado brasileiro. O modelo surge como mais um candidato a integrar a estratégia da General Motors de nacionalizar — ou ao menos tropicalizar — veículos chineses sob a marca Chevrolet.

Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Depois de movimentos recentes com nomes como Spark e Captiva, a GM deve recorrer novamente a um produto desenvolvido na China. Desta vez, a aposta recai sobre o Bingo S, que é bem diferente do subcompacto apresentado anteriormente no Salão de Xangai de 2025, trazendo uma proposta mais madura e próxima do gosto do consumidor brasileiro.

Assim como outros elétricos oriundos da China, o modelo deve receber o emblema da Chevrolet e também um novo nome para atuar por aqui. O alvo é claro: enfrentar diretamente rivais como BYD Dolphin Mini e Geely EX2. E há um fator que pode pesar nessa estratégia — o resgate de nomes consagrados. Com a marca em movimento nostálgico nos últimos anos, não seria surpresa ver o retorno do Celta, agora em versão elétrica.

Como é o Wuling Bingo S?

Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

O Wuling Bingo S representa um avanço importante dentro da linha da fabricante chinesa, adotando um conjunto elétrico mais robusto e eficiente. O modelo é equipado com motor dianteiro de 75 kW (equivalente a cerca de 101 cv) e torque na casa dos 18 kgfm, sempre com tração dianteira. A proposta não é esportiva, mas entrega desempenho adequado tanto para o uso urbano quanto para deslocamentos rodoviários leves, com condução suave e foco em eficiência energética.

No conjunto de baterias, o hatch oferece diferentes configurações para atender perfis variados de consumidores. As versões de entrada contam com cerca de 31,9 kWh, enquanto as intermediárias sobem para aproximadamente 41,9 kWh. Já as variantes mais completas podem chegar a 52,9 kWh, garantindo maior autonomia e reduzindo a necessidade de recargas frequentes no dia a dia.

Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

O pacote de equipamentos também mostra evolução clara em relação aos modelos mais simples da marca. O interior adota proposta mais tecnológica, com painel digital de 8,8 polegadas e central multimídia de 12,8 polegadas. Há ainda carregador por indução com ventilação, bom número de porta-objetos e destaque para o aproveitamento interno. O porta-malas pode chegar a até 1.450 litros com os bancos traseiros rebatidos.

Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Nas dimensões, o Wuling (Chevrolet) Bingo S cresce e passa a se posicionar acima dos elétricos urbanos mais compactos. São aproximadamente 4,26 metros de comprimento, 1,78 m de largura e entre-eixos de 2,61 m. Na prática, isso se traduz em mais espaço interno e melhor usabilidade, aproximando-o de hatches compactos maiores e até de SUVs urbanos, reforçando sua proposta versátil.

Foto principal: Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Novo Audi Q6 e-tron chega ao país com até 428 cv e visual atualizado

Audi/Divulgação

SUV elétrico da Audi evolui em desempenho, tecnologia embarcada e acabamento na linha 2026

A Audi inicia as vendas no Brasil dos novos Q6 e-tron e Q6 Sportback e-tron na linha 2026. Já disponíveis nas concessionárias, os modelos chegam com avanços relevantes em motorização, equipamentos e identidade visual.

Audi/Divulgação

Os preços partem de R$ 695.990 para o Q6 e-tron, enquanto o Q6 Sportback e-tron custa R$ 710.990. Ambos passaram a contar com um conjunto elétrico mais potente, entregando 428 cv e 65,2 kgfm, números superiores aos da geração anterior.

Com esse ganho, o desempenho também evoluiu. A aceleração de 0 a 100 km/h agora é feita em 5,1 segundos com o auxílio do Launch Control, enquanto a velocidade máxima permanece limitada a 210 km/h. A tração integral quattro segue como padrão, garantindo melhor distribuição de força e estabilidade em diferentes condições de uso.

Audi/Divulgação

A eficiência energética também foi aprimorada. De acordo com o Inmetro, o Q6 e-tron alcança até 424 km de autonomia, enquanto a carroceria Sportback chega a 431 km, beneficiada pelo desenho mais aerodinâmico.

No visual, a linha 2026 adota o pacote S Line com acabamento Black, que inclui elementos externos em preto brilhante. Entre eles estão a grade Singleframe, para-choques, entradas de ar, saias laterais e retrovisores, reforçando a proposta esportiva. Outra mudança está na identificação traseira, que agora exibe o nome completo do modelo. Os anéis da Audi seguem com acabamento bidimensional e aparência fosca.

O interior recebeu atenção especial no quesito tecnologia. Um dos destaques é o novo painel de controle integrado à porta do motorista, reunindo funções como ajustes dos retrovisores, memória de bancos, travamento das portas e iluminação.

Audi/Divulgação

O ambiente digital é composto pelo Audi Virtual Cockpit Plus de 11,9 polegadas, pela tela central MMI de 14,5 polegadas e pelo display adicional de 10,9 polegadas para o passageiro. O conjunto tem design curvo inspirado na grade frontal da marca e cria efeito visual de “flutuação” à noite com a iluminação ambiente.

Em termos de espaço, o Q6 e-tron mantém dimensões generosas, com 4,77 metros de comprimento e entre-eixos de 2,88 metros, acomodando até cinco ocupantes com conforto. O porta-malas traseiro oferece 526 litros, podendo chegar a 1.529 litros com os bancos rebatidos, além de um compartimento frontal de 64 litros.

Já o Q6 Sportback e-tron preserva as mesmas dimensões de comprimento e entre-eixos, mas tem altura ligeiramente menor. O porta-malas traseiro é de 511 litros, chegando a 1.373 litros com os bancos abaixados, mantendo também o compartimento dianteiro.

Foto principal: Audi/Divulgação

BMW aposta na Neue Klasse e revela iX3, i3 e Série 7 no Auto China

BMW/Divulgação

BMW destaca nova era tecnológica com estreias globais, foco em eletrificação, IA e experiência digital avançada

O BMW Group transformou seu estande no Auto China 2026 em uma vitrine dedicada à Neue Klasse, projeto que marca a maior transformação tecnológica da história da marca. Em Pequim, a fabricante apresentou três estreias mundiais: o novo iX3 Long Wheelbase, o i3 Long Wheelbase e o renovado Série 7, todos incorporando avanços dessa nova plataforma.

A estratégia evidencia o foco da BMW em seu principal mercado global, com soluções voltadas à eletrificação, digitalização e veículos definidos por software. A experiência no estande também destacou o novo sistema BMW Panoramic iDrive, adaptado ao público chinês, além de assistentes de condução desenvolvidos especificamente para o tráfego local. A MINI complementa a presença com concepts de apelo mais emocional.

BMW iX3 e i3 inauguram a Neue Klasse na China

BMW/Divulgação

Os novos BMW iX3 e BMW i3 são os primeiros modelos da Neue Klasse desenvolvidos na China para o mercado local. Ambos trazem a nova linguagem visual da marca, com linhas mais limpas, reinterpretando a tradicional grade “duplo rim” e integrando assinaturas luminosas mais sofisticadas.

Construídos sobre a sexta geração da tecnologia eDrive, os modelos adotam baterias com células cilíndricas e arquitetura de 800V. Isso permite autonomia superior a 900 km no iX3 e acima de 1.000 km no i3 (ciclo CLTC), além de recargas ultrarrápidas de até 400 kW, capazes de adicionar cerca de 400 km em apenas dez minutos.

Novo BMW Série 7 amplia tecnologia ao luxo

BMW/Divulgação

O BMW Série 7 estreia como vitrine da expansão tecnológica da Neue Klasse para modelos já consolidados. A nova geração incorpora design mais minimalista, com destaque para a grade iluminada Iconic Glow e faróis em cristal.

No interior, o foco está na combinação de luxo e tecnologia, com materiais nobres e um ambiente altamente digital. Entre os destaques estão o BMW Panoramic iDrive, o Passenger Screen e o Theatre Screen aprimorado, além de sistema de som Bowers & Wilkins com Dolby Atmos.

A interação é multimodal, combinando toque, comandos físicos e voz, com suporte do assistente inteligente baseado em IA, integrado ao Amazon Alexa e adaptado ao mercado chinês com tecnologia local.

Assistência ao motorista e software ganham protagonismo

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Os sistemas de condução assistida evoluíram para nível 2 avançado, permitindo direção hands-free em rodovias a até 130 km/h. O pacote inclui mudanças automáticas de faixa e condução “de entrada a saída”.

A partir do iX3, a BMW também introduz um sistema específico para a China, desenvolvido com a Momenta, focado em cenários urbanos complexos. Outro destaque é o sistema de frenagem cooperativa, que permite interação do motorista sem desativar o assistente.

Ecossistema digital e inovação tecnológica

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O novo BMW Operating System X sustenta o Panoramic iDrive e foi projetado para ser global e adaptável localmente. Na China, grande parte do sistema foi desenvolvida com parceiros como Alibaba, Huawei e DeepSeek, ampliando a integração digital.

Entre os conceitos apresentados, o BMW iX3 Flow Edition explora a tecnologia E Ink, permitindo personalização visual da carroceria. Já o BMW iX5 Hydrogen antecipa a aposta da marca em células de combustível, com produção prevista para 2028.

MINI aposta em criatividade e identidade

A MINI levou ao evento versões especiais e projetos conceituais, incluindo colaborações criativas e modelos esportivos da linha John Cooper Works, reforçando o lado mais emocional do grupo.

Com um estande de 4.400 m² e 42 veículos expostos, o BMW Group reforça sua ambição de liderar a próxima geração da mobilidade, combinando eletrificação, inteligência artificial e novas experiências digitais.

Foto principal: BMW/Divulgação

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