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Fiat Mobi Like 2026: teste mostra por que “carro popular” virou sinônimo de seminovo no Brasil

Subcompacto da Fiat evolui com motor Firefly e direção elétrica, mas preço elevado reforça nova lógica do mercado: popular mesmo, só depois das locadoras

O Fiat Mobi Like 2026 segue firme como uma das opções mais baratas do mercado brasileiro, mas está longe de ser, de fato, um carro popular quando analisado sob a ótica do consumidor comum. Com preço sugerido de R$ 83.490, o modelo foge completamente da proposta que o consagrou anos atrás. Mesmo em ofertas oficiais, na faixa de R$ 69.990, ainda não chega ao patamar esperado por quem busca o primeiro carro zero-quilômetro.

A realidade, no entanto, mostra outro caminho. O Fiat Mobi continua sendo um carro popular — mas não na concessionária. E sim no mercado de seminovos.

Em 2025, o Mobi teve cerca de 73 mil unidades emplacadas. Deste total, aproximadamente 69 mil foram destinadas a vendas diretas, principalmente para locadoras como Localiza, Movida e Unidas.

Na prática, isso significa que a maioria esmagadora dos modelos vai parar em frotas corporativas. Após um ciclo de uso de um ano a um ano e meio, esses carros retornam ao mercado como seminovos, aí sim com preços mais condizentes com a realidade brasileira — entre R$ 50 mil e R$ 60 mil.

É nesse momento que o Mobi cumpre seu verdadeiro papel: ser o primeiro carro da família ou a ferramenta de trabalho de motoristas de aplicativo.

Design antigo e proposta simples

Lançado originalmente em 2016, o Mobi mudou pouco ao longo dos anos. O visual permanece praticamente inalterado, com exceção de leves atualizações, como a grade frontal e o para-choque herdado da versão aventureira Way.

A proposta de baixo custo fica evidente em diversos pontos:

  • Faróis com lâmpadas halógenas
  • DRL separado, por exigência legal
  • Rodas de aço aro 14 com calotas
  • Retrovisores e maçanetas sem pintura

A unidade avaliada trazia alguns acessórios com acabamento em preto brilhante, mas isso não muda a essência espartana do modelo.

Na traseira, a identidade visual segue a mesma desde o lançamento, incluindo a tampa do porta-malas em vidro — uma das marcas registradas do hatch.

Interior básico e novo painel

Por dentro, a principal novidade da linha 2026 é o novo painel, compartilhado com modelos como a Fiat Strada e o Fiat Fiorino.

Ainda assim, o ambiente é simples:

  • Volante sem comandos multifuncionais
  • Quadro de instrumentos analógico com tela digital de 3,5”
  • Ausência de central multimídia (nem rádio de série)
  • Sem entradas USB, nem na frente nem atrás

Em compensação, há direção elétrica, ar-condicionado, vidros e travas elétricas.

O acabamento abusa de plásticos rígidos, como esperado em um carro dessa proposta. Os bancos têm revestimento simples e não há ajuste de altura.

Espaço interno e porta-malas limitados

Com apenas 2,30 m de entre-eixos, o espaço interno é limitado. No banco traseiro, o conforto é aceitável para duas pessoas em trajetos curtos. Três adultos viajam com bastante aperto.

O porta-malas leva apenas 200 litros — suficiente para uso urbano, mas restritivo para viagens.

Motor Firefly muda o jogo

Debaixo do capô, o destaque é o motor 1.0 Firefly, que substituiu o antigo Fire. Ele entrega:

  • 75 cv com etanol
  • 71 cv com gasolina
  • 10,7 kgfm de torque com etanol
  • 10 kgfm de torque com gasolina

Ligado ao câmbio manual de cinco marchas, o conjunto surpreende positivamente. O motor tem bom torque em baixa rotação, tornando o carro ágil no uso urbano.

Além disso, o consumo (PBEV) é eficiente:

  • Urbano: 14,0 km/l (gasolina) / 9,8 km/l (etanol) 
  • Estrada: 15,1 km/l (gasolina) / 10,6 km/l (etanol)

Outro ponto positivo é a manutenção simplificada, já que o motor dispensa correia dentada banhada a óleo — um diferencial frente a alguns concorrentes.

Como anda o Fiat Mobi 2026?

Na prática, o Mobi é melhor do que parece no papel. A direção elétrica é bem calibrada e leve em manobras, enquanto o motor responde rápido no trânsito urbano.

Mesmo em estrada, o modelo surpreende dentro de suas limitações. Em situações leves, como viagens com poucos ocupantes, encara subidas e até permite ultrapassagens com segurança.

A suspensão, elevada após mudanças anteriores, ajuda no conforto em pisos irregulares, embora o entre-eixos curto limite a absorção de impactos.

Vale a pena comprar?

A resposta depende do momento da compra.

Zero-quilômetro, o Fiat Mobi não faz sentido como carro popular. O preço elevado e a simplicidade do pacote afastam o consumidor.

Já como seminovo, vindo de locadoras, a história muda completamente. Com valores mais acessíveis, ele passa a entregar exatamente o que se espera:

  • Baixo custo de manutenção
  • Consumo eficiente
  • Mecânica confiável
  • Facilidade no uso urbano
  • O carro popular não acabou

Ao contrário do que muitos dizem, o carro popular segue vivo no Brasil. O que mudou foi a forma de acesso. Em vez de sair direto da concessionária, ele chega às mãos do consumidor no segundo ciclo de vida.

E a própria Fiat já se prepara para o futuro: a marca trabalha em um sucessor para o Mobi, conhecido internamente como Projeto F1X, que deve estrear nos próximos anos.

Conclusão

O Fiat Mobi Like 2026 evoluiu onde precisava — especialmente no conjunto mecânico —, mas continua preso a uma realidade de preços que não conversa com sua proposta original.

Ainda assim, ele permanece relevante. Não como carro zero, mas como peça-chave de um mercado que encontrou nas locadoras um novo caminho para manter vivo o conceito de carro popular no Brasil.

MG4 Urban está a caminho do Brasil para brigar com BYD Dolphin; veja fotos

Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Modelo da MG, MG4 usa motor elétrico dianteiro e brigará diretamente com nomes da Geely e BYD

A MG Motors tem novidades que estão a caminho do Brasil. Uma delas é o MG4 Urban, que deve desembarcar nos próximos meses para disputar espaço no segmento de compactos eletrificados. Nosso editor-chefe, Marlos Ney Vidal, clicou o modelo durante a cobertura do Autos Segredos do Salão do Automóvel de Pequim, na China.

No mercado brasileiro, o modelo entra na mesma faixa de concorrentes como o BYD Dolphin e o Geely EX2. A proposta da MG é oferecer o hatch em duas configurações, ambas com tração dianteira e motor elétrico dianteiro, capaz de gerar 163 cv e 25,5 kgfm.

As opções de bateria serão um dos diferenciais: haverá um conjunto de 42,8 kWh, com alcance estimado em cerca de 323 km, e outro de 53,9 kWh, que amplia a autonomia para aproximadamente 415 km, segundo o padrão WLTP utilizado como referência.

Em termos de porte, o modelo segue o padrão global da nova geração vendida na China, com 4,39 m de comprimento, 1,84 m de largura, 1,55 m de altura e entre-eixos de 2,75 m. O porta-malas também se destaca dentro da categoria, oferecendo 471 litros de capacidade.

A marca informou que detalhes como versões, equipamentos e preços serão revelados mais perto do lançamento oficial. Atualmente, a MG já comercializa no país modelos como o MG Cybester, o MG S5 e o próprio MG4 em outras configurações.

Além da ampliação da gama, a empresa também prepara o início da produção nacional ainda em 2026, em parceria com a Comexport, no Ceará, movimento que deve fortalecer sua presença no mercado brasileiro.

Foto principal: Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Geely revela Robotaxi EVA Cab e aposta em IA total para redefinir mobilidade

Geely/Divulgação

Protótipo de Robotaxi e novo ecossistema tecnológico marcam a entrada da Geely na era da inteligência artificial automotiva em escala global

A Geely Auto Group participou pela primeira vez do Auto China 2026 como expositora oficial e apresentou seu ecossistema completo de tecnologias, reforçando sua estratégia baseada em inteligência artificial e eletrificação.

Logo na abertura do evento, a empresa revelou o EVA Cab, primeiro protótipo de Robotaxi desenvolvido com foco específico nesse tipo de aplicação na China. O projeto foi apresentado em parceria com AFARI Technology e CaoCao Mobility, destacando o conceito de “inteligência incorporada” como base para a mobilidade do futuro.

Além do Robotaxi, o estande exibiu diversas inovações, como robôs bípedes com IA, arquitetura elétrica de 900V, carregamento ultrarrápido 12C, baterias de estado sólido, cockpits inteligentes e soluções avançadas de condução assistida. O conjunto evidencia a entrada da Geely na chamada era “Full-Domain AI 2.0”, com aplicação de inteligência artificial em toda a cadeia automotiva.

Geely EVA Cab redefine conceito de mobilidade autônoma

Geely/Divulgação

Desenvolvido dentro da arquitetura tecnológica da marca, o EVA Cab foi projetado para atender às expectativas de usuários e da indústria em relação à condução autônoma. O modelo atua em quatro pilares: design, hardware, software e integração de ecossistema.

O visual segue a proposta “mobilidade guiada por tecnologia”, com portas deslizantes elétricas e cabine com layout face a face, priorizando espaço interno e interação entre passageiros. No interior, elementos como teto “Galaxy Skyroof” e painéis inspirados em constelações criam uma ambientação mais acolhedora.

Entre os destaques técnicos estão a arquitetura eletrônica EEA 4.0 com segurança baseada em criptografia avançada, sistema LiDAR digital de 2.160 linhas com alcance de até 600 metros e solução de condução autônoma nível 4 pronta para produção.

Geely/Divulgação

O modelo também conta com uma plataforma computacional robusta, combinando chips da NVIDIA e da Qualcomm, entregando mais de 3.000 TOPS de capacidade de processamento — suficiente para cenários complexos de condução autônoma.

A Geely prevê lançar a versão comercial do EVA Cab por meio da CaoCao Mobility em 2027, ampliando a operação de Robotaxis, que já está em fase piloto em cidades como Hangzhou e Suzhou.

IA em escala total na indústria automotiva

Durante o evento, a Geely também apresentou avanços em cidades inteligentes, energia, plataformas digitais e seu ecossistema baseado em metanol. A empresa destacou ainda o desenvolvimento do modelo de IA proprietário “Xingrui”, lançado em 2021, e do centro de supercomputação com 23,5 EFLOPS.

Geely/Divulgação

Em 2025, a marca introduziu seu sistema completo de “Full-Domain AI”, aplicando inteligência artificial em todos os sistemas do veículo, do chassi ao trem de força. Essa evolução culminou na criação do modelo WAM (World Action Model), apresentado na CES 2026, que funciona como o “cérebro” do veículo.

A arquitetura permite integração total entre cockpit inteligente e sistemas de condução, criando uma experiência em que comandos por voz podem ser executados diretamente pelo carro.

Com isso, a Geely reforça sua transformação de fabricante automotivo tradicional para empresa de tecnologia em mobilidade inteligente, mirando um futuro com zero espera, zero congestionamento e zero acidentes.

Foto principal: Geely/Divulgação

Dongfeng confirma estreia no Brasil em 2026 com elétricos e planeja produção local em 2028

Dongfeng Box
Foto: Autos Segredos

Marca chinesa lançará Box e Vigo ainda em 2026 e prepara SUVs híbridos Mhero para 2027

A Dongfeng será mais uma marca chinesa a estrear no Brasil em 2026. O grupo já definiu seus primeiros movimentos no país, com o lançamento dos elétricos Box e Vigo ainda neste ano. Para 2027, a empresa prepara a chegada dos SUVs Mhero 01 (BEV) e Mhero 02 (PHEV).

A marca pretende iniciar suas vendas em agosto, com a apresentação oficial dos modelos durante o Festival Interlagos. A estratégia comercial inclui a abertura de 26 concessionárias ainda em 2026, com a meta de superar 50 pontos de venda após um ano de operação.

A produção local também já está no radar. A Dongfeng estuda iniciar os preparativos em 2027, com fabricação em regime CKD prevista para 2028.

Estreia com elétricos Box e Vigo

A ofensiva inicial da Dongfeng será com o Box, um hatch elétrico que chega para disputar mercado com BYD Dolphin Mini e Geely EX2.

Conhecido na China como Nammi 01, o modelo tem 4,02 metros de comprimento, 2,66 m de entre-eixos, 1,81 m de largura e 1,57 m de altura. O porta-malas oferece capacidade para 326 litros.

Independentemente da versão, o modelo é equipado com motor elétrico de 94 cv e 16,3 kgfm de torque. Há duas opções de bateria: uma de 31,45 kWh, com autonomia de até 330 km no ciclo CLTC, e outra de 42,3 kWh, que permite rodar até 430 km no mesmo padrão.

O segundo modelo será o SUV Vigo, com porte semelhante ao BYD Yuan Pro. Também conhecido como Nammi 06 em alguns mercados, o SUV compacto elétrico aposta em um conjunto equilibrado para uso urbano e rodoviário.

Equipado com motor síncrono de ímã permanente, entrega 120 kW (entre 160 cv e 163 cv) e 23,45 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,8 segundos, enquanto a velocidade máxima é limitada a 150 km/h.

As baterias variam entre 51,5 kWh e 54 kWh, garantindo autonomia entre 340 km e 350 km no ciclo WLTP. No padrão chinês CLTC, o alcance pode chegar a até 470 km.

Nas dimensões, o modelo mede 4,30 metros de comprimento, 1,86 m de largura e 1,65 m de altura, com entre-eixos de 2,71 m. O porta-malas comporta 500 litros, e as rodas são de 18 polegadas.

SUVs híbridos Mhero 01 e Mhero 02

O Dongfeng M-Hero 917 será rebatizado no Brasil como Mhero 01 e contará com versões 100% elétrica (BEV) e com extensor de autonomia (EREV), ambas construídas sobre a plataforma MORA.

Na versão elétrica, o modelo utiliza quatro motores — um em cada roda — para entregar 800 kW (1.088 cv) e 142,7 kgfm de torque, acelerando de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos.

Já a configuração com extensor de autonomia surge como alternativa mais prática. Nela, três motores elétricos trabalham em conjunto com um motor 1.5 turbo a gasolina, que atua apenas como gerador. O conjunto entrega 600 kW (816 cv) e 107 kgfm de torque, com aceleração até 100 km/h em cerca de 6 segundos.

O sistema EREV se destaca pela autonomia. Com bateria de 65,8 kWh, o modelo roda cerca de 200 km no modo elétrico, enquanto o alcance combinado supera 1.000 km no ciclo CLTC.

Na versão 100% elétrica, a bateria de 142,7 kWh permite autonomia de até 505 km no ciclo CLTC (cerca de 450 km no padrão WLTP), números competitivos para um SUV que ultrapassa as 3 toneladas.

Com quase 5 metros de comprimento (4.987 mm), mais de 2 metros de largura e entre-eixos de 2.950 mm, o Mhero 01 aposta em porte robusto e proposta off-road.

O modelo conta com direção nas quatro rodas, incluindo o modo “caranguejo”, além de suspensão pneumática ajustável, que pode elevar a altura livre do solo para até 335 mm. A capacidade de travessia de água chega a aproximadamente 920 mm, enquanto os ângulos de ataque e saída alcançam até 31°.

No fim, o Dongfeng Mhero 01 reforça uma tendência: o futuro dos SUVs extremos pode passar por soluções híbridas inteligentes, que conciliam desempenho elevado com maior autonomia e usabilidade.

Já o Mhero 02 se diferencia principalmente pelas dimensões menores e posicionamento abaixo do 01, ampliando a atuação da marca no segmento.

Foto principal: Autos Segredos

Peugeot apresenta conceitos inéditos em Pequim e reforça aposta global na eletrificação

Peugeot revela dois protótipos e destaca a China como peça-chave em sua estratégia de futuro

A Peugeot marcou presença no Salão Internacional do Automóvel de Pequim 2026 com um discurso claro: acelerar sua transformação rumo à mobilidade elétrica e inteligente. O evento é tratado como estratégico pela marca, especialmente por reforçar a importância da China em seus planos globais.

Segundo Alain Favey, CEO da fabricante, o salão vai além de uma simples vitrine de novidades. Trata-se de consolidar a ambição da Peugeot em um dos mercados mais relevantes do mundo, com foco em eletrificação, inovação e fortalecimento da marca. Nesse contexto, dois novos carros-conceito foram apresentados como síntese dessa visão.

A proposta da marca combina design francês, emoção ao dirigir e tecnologias avançadas. Fiel ao conceito de valorizar o prazer ao volante, a Peugeot busca posicionar seus futuros produtos como desejáveis e alinhados às expectativas de uma nova geração de consumidores.

Peugeot/Divulgação

Os protagonistas da apresentação foram o Peugeot Concept 6 e o Peugeot Concept 8. O primeiro antecipa uma nova geração de sedãs grandes, com proporções elegantes e linhas que misturam a fluidez de um shooting brake com a tradição dos grand tourers da marca. Já o Concept 8 aponta para o futuro dos SUVs de grande porte, com design limpo, foco em eficiência aerodinâmica e uma proposta que combina robustez e dinamismo.

Mais do que exercícios de estilo, os dois conceitos funcionam como um indicativo concreto da direção que a Peugeot pretende seguir. A ideia é ampliar os limites do design e da mobilidade inteligente, mantendo valores como esportividade, agilidade e identidade marcante.

A participação no evento também reforça o papel da China como pilar central da estratégia global da marca. Os futuros modelos derivados desses conceitos devem ser produzidos localmente, em parceria com a Dongfeng, com foco tanto no mercado chinês quanto na exportação para outras regiões.

Com isso, a Peugeot sinaliza que pretende não apenas acompanhar as transformações da indústria, mas também participar ativamente da construção do futuro da mobilidade.

Foto principal: Peugeot/Divulgação

Honda Civic e:HEV RS estreia no Japão com itens de Prelude e proposta esportiva

Honda/Divulgação

Nova versão híbrida do hatch, Civic e:HEV RS aposta em condução mais envolvente e começa a ser vendida em junho de 2026

A Honda apresentou no Japão a nova versão do Civic: a e:HEV RS, que será incorporada à linha do hatch médio a partir de junho de 2026. O modelo também já teve suas pré-encomendas iniciadas nas concessionárias da marca no país.

O Civic é um dos modelos globais mais bem-sucedidos da fabricante, com cerca de 27,6 milhões de unidades vendidas desde seu lançamento, em 1972. No Brasil, o modelo foi produzido na carroceria sedã entre 1998 e 2021.

A atual 11ª geração, lançada em 2021, foi desenvolvida com foco em oferecer uma experiência de condução mais envolvente, reforçando a filosofia da marca de colocar o motorista no centro do desenvolvimento. Desde 2022, a versão híbrida e:HEV vem sendo bem recebida justamente por esse comportamento dinâmico, e a nova configuração RS surge para ampliar esse apelo esportivo.

Inspirado no Prelude, o Civic e:HEV RS incorpora a tecnologia Honda S+ Shift, que simula trocas de marcha mais precisas e entrega respostas mais diretas, mesmo sendo um modelo eletrificado. A proposta é criar uma sensação próxima à de um carro com transmissão manual, aumentando o envolvimento ao dirigir.

Outro diferencial está na suspensão exclusiva da versão RS, que privilegia uma condução mais direta e leve, reforçando a sensação de controle. Essa configuração é oferecida apenas na carroceria hatchback.

No conjunto mecânico, o modelo combina um motor 2.0 aspirado de 143 cv com um propulsor elétrico de 184 cv, sempre com transmissão eCVT. A proposta difere da versão RS a gasolina, que utiliza motor 1.5 turbo de 182 cv com câmbio manual.

A Honda também recalibrou o controle e o som do motor especificamente para essa versão, com o objetivo de reforçar a conexão entre motorista e veículo, tornando a experiência mais emocional e intuitiva. No Japão, o Civic e:HEV RS tem preço sugerido de 4.660.000 ienes, o equivalente a cerca de R$ 146,8 mil em conversão direta.

Foto principal: Honda/Divulgação

Jeep Renegade ganha 18 novos itens de personalização Mopar

Jeep/Divulgação

SUV da Jeep passa a contar com 18 itens originais que reforçam estilo, proteção e versatilidade no uso urbano e off-road

O Jeep Renegade agora oferece uma nova linha de acessórios originais desenvolvidos pela Mopar, ampliando as possibilidades de personalização no mercado nacional. Ao todo, são 18 itens que combinam apelo visual, funcionalidade e proteção.

Entre os principais destaques estão componentes voltados à versatilidade no uso diário e em viagens, como barras transversais de teto, estribos laterais, engate para reboque e suportes para bicicletas. Esses itens permitem expandir a capacidade de carga e adaptar o SUV a diferentes perfis de uso, do urbano ao off-road leve.

Mopar/Divulgação

A linha também inclui soluções voltadas à proteção do veículo, como tapetes com bordas elevadas, protetor de cárter, para-barros e tapete de porta-malas. Esses acessórios ajudam a preservar a carroceria e o interior em condições mais severas, como estradas de terra ou uso frequente em ambientes externos.

No campo estético, há opções que valorizam o acabamento e reforçam a identidade do modelo, como soleiras iluminadas, projetores de logo nas portas e frisos pintados na cor da carroceria. Já em termos de conveniência, itens como sensor de ré podem ser adicionados a versões que não contam com o recurso de fábrica, ampliando a praticidade nas manobras.

Mopar/Divulgação

Além da nova linha, a Jeep também apresentou o conceito Renegade Mopar XT. Baseado na versão Willys, o protótipo explora ao máximo o potencial de customização, com suspensão elevada em duas polegadas, pneus off-road, guincho elétrico e visual exclusivo, reforçando a vocação 4×4 da marca.

Foto principal: Mopar/Divulgação

Ford Mustang GTD derruba recorde em Nürburgring com volta abaixo de 6min41

Foto | Ford/Divulgação

Superesportivo americano evolui em potência, aerodinâmica e peso para cravar novo tempo no “Inferno Verde” e reforçar domínio da Ford entre as marcas dos EUA

O Ford Mustang celebra seu 62º aniversário em grande estilo — e com cronômetro na mão. A versão mais extrema já criada do modelo, o Ford Mustang GTD, acaba de baixar ainda mais seu próprio recorde no lendário Nürburgring Nordschleife, registrando impressionantes 6 minutos e 40,835 segundos.

VEJA TAMBÉM:

O novo tempo coloca o modelo como um dos carros mais rápidos já testados na pista alemã, conhecida como “Inferno Verde”. Mais do que isso: consolida a Ford Motor Company como a marca dos Estados Unidos com os dois melhores tempos no circuito, ao lado do radical Ford GT Mk IV, que cravou 6:15,977 no início de abril.

Evolução técnica para ganhar segundos preciosos

Para reduzir mais de 11 segundos em relação à marca anterior, a equipe da Ford Performance atacou quatro pilares: potência, aerodinâmica, aderência e redução de peso.

O V8 5.2 supercharged recebeu recalibração e melhorias de hardware, elevando a potência para além dos 815 cv já declarados anteriormente. O conjunto aerodinâmico também evoluiu: o sistema DRS foi refinado, enquanto a asa traseira e os apêndices dianteiros passaram por ajustes para aumentar a downforce sem penalizar o arrasto.

Além disso, o GTD Competition ganhou rodas de magnésio, bancos concha em fibra de carbono e um sistema de amortecimento mais leve. O pacote inclui ainda pneus de alto desempenho, fundamentais para extrair o máximo da aderência no traçado técnico de Nürburgring.

Ford Mustang GTD Competition quebra recorde em Nurburgring
Foto | Ford/Divulgação – Homologado para as ruas, o Mustang GTD Competition será oferecido futuramente em edição especial, com quantidades estritamente limitadas e numeradas

Dois pilotos, dois tempos impressionantes

O recorde principal foi novamente estabelecido por Dirk Müller, piloto de fábrica da Ford e da Multimatic. Já Steve Thompson também impressionou ao registrar 6:49,337 — um tempo melhor que o recorde anterior, mesmo com experiência limitada na pista alemã.

Produção limitada e desejo global

Para marcar a data histórica, a Ford reabriu as inscrições para interessados no Mustang GTD na América do Norte. O modelo será vendido como uma edição especial homologada para as ruas, com produção limitada e unidades numeradas.

No Brasil, a comemoração veio em formato digital, com um vídeo especial publicado nas redes sociais da marca.

Foto principal | Ford/Divulgação

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Confira nosso primeiro contato com a Ford Ranger Chassi-cabine XL 2026:

MG confirma chegada da IM Motors ao Brasil e amplia ofensiva no segmento de luxo elétrico

IM Motors/Divulgação

Divisão premium da SAIC, IM Motors estreia no país para competir com marcas chinesas de alto padrão focadas em veículos eletrificados

A MG Motor confirmou que trará ao Brasil a IM Motors, sua divisão de luxo voltada a carros eletrificados. Ambas fazem parte do grupo SAIC Motor, maior fabricante estatal de automóveis da China, que acelera sua expansão global em mercados estratégicos.

Criada em 2020, a IM Motors iniciou sua trajetória com o sedã IM L7, lançado em 2022. Desde então, a marca estruturou uma gama composta por dois sedãs e quatro SUVs, todos com propulsão elétrica, incluindo versões com extensor de autonomia, que utilizam um motor a combustão apenas para recarregar as baterias.

A expansão internacional da divisão já está em curso, com presença planejada para regiões como América do Sul, Oriente Médio e Sudeste Asiático. Em alguns mercados, os modelos são comercializados dentro da própria rede da MG, estratégia que pode se repetir no Brasil.

O principal produto da marca é o L7, desenvolvido para rivalizar diretamente com o Tesla Model S. O modelo contou com participação da Williams Advanced Engineering no acerto de chassi e oferece versões com potência entre 340 cv e 605 cv. A configuração mais extrema, chamada Snake Performance, chegou a registrar recorde de volta no circuito de Zhejiang, na China.

Outro destaque recente é o SUV grande IM LS8, com cerca de 5 metros de comprimento e proposta voltada ao conforto e tecnologia. Ele integra o grupo de modelos com extensor de autonomia, ao lado do ainda maior LS9, ampliando a versatilidade da linha para diferentes perfis de uso.

No mercado brasileiro, a IM Motors deve disputar espaço com outras marcas chinesas que também apostam no segmento premium eletrificado, como Avatr, Zeekr e Denza. Todas vêm reforçando a presença no país com produtos de alto conteúdo tecnológico e posicionamento mais sofisticado.

A estratégia reforça a movimentação das fabricantes chinesas em direção ao topo do mercado, com foco em veículos elétricos de maior valor agregado e forte apelo tecnológico.

Foto principal: IM Motors/Divulgação

Mitsubishi Triton 2027 ganha versão Tarmac fixa e amplia gama para oito opções no Brasil

Mitsubishi/Divulgação

Picape média da Mitsubishi mantém conjunto mecânico, adota novas rodas de 20” e reforça oferta com versões para diferentes perfis de uso

A Mitsubishi apresentou a linha 2027 da picape média Triton com atualizações pontuais, mas estratégicas. A principal novidade é a oficialização da versão Tarmac como integrante permanente da gama, antes limitada, ampliando o leque de configurações da picape no Brasil.

A Tarmac surge como uma alternativa mais voltada ao uso urbano, com tração 4×2 e proposta semelhante à de versões como a Ranger Black. A ideia é atender quem busca uma picape média para rodar majoritariamente no asfalto, sem necessidade de tração integral. Para a linha 2027, ela passa a adotar rodas inéditas de 20 polegadas, item que também chega à topo de linha Katana.

Mitsubishi/Divulgação

Com a inclusão da Tarmac e da já conhecida Savana, a gama da Triton passa a contar com oito versões distintas, cobrindo desde configurações de trabalho até opções mais sofisticadas e voltadas ao lazer. Confira os preços:

  • Triton GL MT 4×4: R$ 249.990
  • Triton GL AT 4×4: R$ 259.990
  • Triton Tarmac 4×2: R$ 264.990
  • Triton GLS 4×4: R$ 271.590
  • Triton HPE 4×4: R$ 303.890
  • Triton HPE-S 4×4: R$ 330.790
  • Triton Katana 4×4: R$ 349.890
  • Triton Savana 4×4: R$ 354.990

Apesar das novidades visuais e de posicionamento, o conjunto mecânico segue inalterado. Todas as versões continuam equipadas com o motor 2.4 biturbo diesel de 204 cv e 47,9 kgfm. A transmissão manual permanece exclusiva da versão GL MT, enquanto a Tarmac é a única com tração 4×2.

Mitsubishi/Divulgação

Um destaque interessante é justamente a eficiência da Tarmac. Segundo dados do Inmetro, ela se posiciona como a picape diesel mais econômica do país, com médias de 10,2 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada — um ponto relevante para quem prioriza uso urbano.

Em termos de equipamentos, toda a linha traz direção elétrica, sete airbags, sensores de chuva e luz, câmera de ré, faróis de neblina, central multimídia e controle de cruzeiro. As versões mais completas adicionam itens como ar-condicionado digital de duas zonas, tração 4×4 Super Select II, pacote ADAS, câmera 360° e acabamento mais refinado.

No topo, a Katana concentra o pacote mais completo, enquanto a Savana aposta em um perfil off-road mais extremo, com pneus todo-terreno, snorkel e proteções adicionais. Já a Tarmac equilibra custo e equipamentos, incorporando itens como faróis em LED, sistema de som JBL e acabamento interno mais sofisticado.

Foto principal: Mitsubishi/Divulgação

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