Marca norte-americana domina a terceira etapa da prova mais difícil do off-road mundial, feito inédito desde 2007
O Rally Dakar, considerado a competição off-road mais difícil do mundo, encerrou a terceira etapa nesta terça-feira (6) com um feito histórico da Ford. A marca norte-americana colocou cinco veículos na liderança geral da competição, um domínio que não era visto desde 2007, quando a Volkswagen liderou a etapa inicial da prova em Lisboa.
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Os protagonistas desse desempenho são os Ford Raptor T1+, desenvolvidos pela Ford Performance em parceria com a M-Sport. Na liderança geral aparece Mitch Guthrie, que se tornou o primeiro piloto norte-americano a assumir a ponta do Dakar nesta edição. Logo atrás vem Martin Prokop, em segundo lugar, competindo com uma Raptor T1+ por uma equipe privada.
A sequência do top 5 reforça o domínio da Ford, com Mattias Ekström, Carlos Sainz e Nani Roma, todos integrantes do time oficial Ford M-Sport, ocupando as posições seguintes da classificação geral.
Dakar 2026 percorre 8.000 km na Arábia Saudita
A 48ª edição do Rally Dakar teve largada no dia 3 de janeiro e segue até 17 de janeiro, com um percurso total de aproximadamente 8.000 quilômetros pelos terrenos extremos da Arábia Saudita. O trajeto inclui dunas gigantescas, trechos rochosos e condições climáticas severas, exigindo o máximo de pilotos, navegadores e máquinas.
O evento reúne competidores de 70 nacionalidades diferentes e conta com ampla cobertura internacional, com mais de 600 profissionais de mídia de 56 países, além de 130 fotógrafos, equipes embarcadas em 80 veículos de apoio e cinco helicópteros de transmissão de TV. A prova pode ser acompanhada pelo site oficial do World Rally-Raid Championship.





Desafio extremo e disputa apertada
A Ford já havia mostrado competitividade no Dakar do ano passado, quando estreou a Raptor T1+. Na ocasião, conquistou o terceiro lugar com Mattias Ekström e a quinta posição com Mitch Guthrie. Ícones do rali, Carlos Sainz e Nani Roma, que juntos somam cinco títulos do Rally Dakar, reforçam o time e sabem como poucos lidar com os imprevistos da prova.
“Lembro-me de quando era o detentor do título em 2015 e tive que abandonar após apenas três quilômetros da primeira especial devido à quebra do motor, o que nunca deveria ter acontecido. Essa experiência me ajuda a encarar a corrida com tranquilidade e ser cauteloso com qualquer previsão”, diz Nani Roma.
A edição de 2026 também chama atenção pelo alto nível de equilíbrio. A diferença entre o primeiro e o décimo colocado é de pouco mais de 11 minutos, um intervalo significativamente menor do que o registrado nos últimos anos. Considerando os 20 primeiros, a diferença é de cerca de 30 minutos, a menor das últimas seis edições do Rally Dakar.
Foto principal | Ford/Divulgação
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