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Tiggo 9 deverá ser um dos destaques da CAOA Chery no Salão de SP

Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Há pelo menos dois anos se fala no lançamento do SUV da família Tiggo no Brasil, estreia será em 2026

Em agosto de 2024, o presidente do Grupo CAOA, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, confirmou que venderia o Tiggo 9 no mercado brasileiro. Em abril, durante o Salão do Automóvel de Xangai 2025 tivemos um contato mais próximo com o SUV que ampliará a família Tiggo no Brasil. 

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Há pouco mais de um ano, a promessa do executivo era que o CAOA Chery Tiggo 9 seria montado na fábrica do grupo em Anápolis (GO). Agora, flagramos o SUV em processo de homologação para ser lançado no Brasil. 

O SUV de sete lugares será o maior da gama da Caoa Chery, posicionado acima do Tiggo 8 Pro. Em dimensões, o Tiggo 9 supera o irmão menor em todos os aspectos, exceto na altura. Mede 4,82 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,69 m de altura e tem entre-eixos de 2,82 m.

A versão híbrida virá inicialmente da China. Já o modelo nacional, produzido em Anápolis (GO), contará com motor 2.0 turbo de 260 cv e 40,7 kgfm de torque, acoplado a uma transmissão automática de oito marchas.

O Tiggo 9 PHEV (híbrido plug-in) também será oferecido, importado da China ao menos no início. Ele combina motores para entregar 366 cv de potência total e autonomia de até 1.400 km no ciclo WLTP. A transmissão é a mesma automática de oito velocidades usada na configuração nacional.

Visualmente, o novo topo de linha da Caoa Chery no Brasil mantém semelhanças com o Tiggo 8, mas se destaca pela grande grade dianteira com elementos verticais, faróis estreitos e capô elevado. As rodas são de 20 polegadas e as maçanetas retráteis.

No interior, o CAOA Chery Tiggo 9 traz quadro de instrumentos e central multimídia com telas de 12,3 polegadas, posicionadas sob uma mesma moldura, formando um painel com aparência de grande tablet.

Entre os principais equipamentos, o SUV oferece faróis com tecnologia de matriz de LED, head-up display, bancos com função de massagem e controle de cruzeiro adaptativo com reconhecimento de placas de trânsito.

Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

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Confira nosso primeiro contato com o Fiat Grande Panda (Novo Argo):

Jeep Compass BlackHawk 2.0 Flex estará no Salão de São Paulo 2025

Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

SUV médio atualmente é vendido somente na versão BlackHawk com moto Hurricane 4 movido a gasolina

A Jeep finaliza os testes com o Jeep Compass BlackHawk com motor 2.0 Turbo Hurricane 4 Flex. A estreia será no Salão do Automóvel de São Paulo de 2025. Flagramos alguns protótipos do SUV com a motorização que bebe o derivado da cana. A estreia no mercado deverá ocorrer logo no começo de 2026.

Atualmente, o motor 2.0 Turbo Hurricane 4 movido a gasolina entrega 272 cv de potência e 40,7 kgfm de torque. Nossa aposta é que com o sistema flex, o motor ganha cavalos extras com o etanol, mas mantendo o torque de 40,7 kgfm para os dois combustíveis.

O motor seguirá ligado ao câmbio automático de nove marchas e a tração seguirá a 4×4 Auto.

Nossos amigos da Auto Esporte já tinham cantado a pedra do motor 2.0 Hurricane flex em 16 de abril de 2024.

Os protótipos da Jeep Compass BlackHawk 2.0 Turbo Flex não ostentavam mudanças visuais. Com a a motorização flex, a marca poderá retornar com a versão Overland.

Compass Hybrid MHEV 48 Volts

Além do motor 2.0 Turbo Flex, o Jeep Compass terá em 2026 sua versão híbrida leve de 48 Volts como antecipamos no dia 12 de setembro, a Stellantis optou por manter a caixa automática de seis marchas em vez de usar a automatizada e-DCT.

O sistema híbrido de 48 Volts dos Jeep Compass trabalhará em conjunto com o motor 1.3 Turbo 270 Flex.

O motor elétrico adicional gera 28 cv de potência e torque de 5,6 kgfm. No entanto, o sistema MHEV de 48 Volts permite dois caminhos, agregar potência e torque ou economia de combustível. Seguindo a lógica do sistema de 12 Volts, o de 48 Volts deverá ser batizado de T270 Hybrid.

A bateria de 48 Volts com 0,9 kWh de capacidade dá suporte ao sistema, sendo alimentada também pelos dois motores. Assim como no sistema 12 Volts dos Pulse e Fastback, a bateria fica alojada sob o banco do motorista. Uma gestão eletrônica controla a operação entre os modos térmico, elétrico ou híbrido, otimizando eficiência e economia. 

Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

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Confira nosso primeiro contato com o Citroën Aircross XTR 2026:

Citroën retorna ao automobilismo e estreia na Fórmula E

Citroën retorna ao automobilismo e estreia na Fórmula E
Foto | Citroën/Divulgação

Marca francesa entra oficialmente no Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E e apresenta o monoposto GEN3 Evo, símbolo de tecnologia e paixão elétrica

A Citroën está de volta às pistas. A marca francesa confirmou oficialmente sua entrada no Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E, marcando o retorno ao automobilismo depois de mais de uma década de ausência. A estreia acontece com o monoposto GEN3 Evo, desenvolvido pela Stellantis Motorsport, que combina alta performance e eficiência elétrica em um formato de competição urbana e sustentável.

“Estamos muito orgulhosos em estar oficialmente no Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E. Trazemos a mesma cultura vencedora que permitiu à Citroën ter sucesso sempre que entrou em um novo campeonato (…). Ao ingressar em uma competição 100% elétrica, responsável e comprometida, estamos compartilhando valores fortes e voltados para o futuro”, afirmou Xavier Chardon, CEO da Citroën.

Um carro elétrico de pura performance

O Citroën GEN3 Evo é o monoposto elétrico mais rápido já homologado pela FIA. Equipado com um trem de força que entrega 350 kW (470 cv), ele acelera de 0 a 100 km/h em apenas 1,86 segundo e atinge 320 km/h de velocidade máxima. O modelo pesa 859 kg (incluindo o piloto) e possui uma estrutura monocoque de fibra de carbono desenvolvida para oferecer o máximo em rigidez e segurança.

A grande inovação está no uso de dois motores elétricos — um traseiro, responsável pela propulsão, e outro dianteiro, dedicado à regeneração de energia. No modo “Attack”, ambos trabalham juntos, transformando o carro em um veículo com tração integral. O sistema é capaz de recuperar até 600 kW de energia durante as frenagens, reutilizando cerca de 50% da energia consumida em uma corrida.

O monoposto é fruto direto da experiência da Stellantis Motorsport, com base em Satory, na França. A equipe acumula 11 anos de expertise na Fórmula E, desenvolvendo motores, inversores, sistemas de regeneração e softwares de controle. “Fazemos muito mais do que projetar um monoposto: estamos reacendendo a paixão da Citroën em um dos campeonatos mais visionários do mundo”, destacou Jean Marc Finot, diretor da Stellantis Motorsport.

Design tricolor e orgulho francês

Visualmente, o carro exibe uma pintura tricolor desenvolvida pelo Centro de Design da Citroën. O vermelho domina a dianteira, simbolizando paixão e esportividade, enquanto o branco e o azul completam o conjunto, representando tecnologia e orgulho nacional. Segundo a marca, “três cores, três promessas: paixão, tecnologia, orgulho”.

Pilotos e liderança experiente

A equipe Citroën Racing contará com dois pilotos de peso. O francês Jean-Éric Vergne, bicampeão da Fórmula E e ex-piloto de Fórmula 1, retorna como principal nome. “É uma verdadeira honra representar meu país como piloto francês nesta nova equipe. Tenho grande confiança na equipe e acredito que já podemos lutar por pódios e vitórias”, disse Vergne.

Ao seu lado estará o neozelandês Nick Cassidy, vice-campeão da última temporada e considerado um dos mais completos da categoria. “Temos todas as ferramentas e as pessoas certas para construir algo realmente especial. Ajudar a construir uma nova equipe é um desafio empolgante”, declarou.

O comando técnico fica a cargo de Cyril Blais, engenheiro com ampla experiência na Fórmula E e passagens pela Maserati. “Meu objetivo é consolidar as conquistas da equipe e continuar evoluindo no campeonato, valorizando o trabalho e o comprometimento de cada membro”, afirmou o novo chefe de equipe.

Um novo capítulo na história da Citroën

A entrada na Fórmula E é parte da estratégia de reposicionamento da Citroën, que renovou toda sua linha em apenas dois anos e agora busca reconectar-se com sua tradição esportiva. O retorno reforça os valores de inovação, sustentabilidade e acessibilidade que definem a nova fase da marca.

A Fórmula E, único campeonato mundial 100% elétrico da FIA, combina competição e responsabilidade ambiental. Desde sua criação, mantém pegada de carbono neutra e aplica práticas sustentáveis, como reciclagem de baterias e pneus com 35% de material reciclado. Aproximadamente metade da energia usada nas corridas vem da recuperação.

Com 18 etapas em 12 países, a competição serve também como plataforma internacional de visibilidade e transferência tecnológica para os veículos de produção da marca. A Citroën vê no campeonato uma oportunidade de aproximar-se de um público jovem, conectado e engajado, exatamente o perfil que a marca busca conquistar nesta nova era elétrica.

Tradição e ambição renovada

Com um histórico de sucesso que inclui 5 títulos no Rally Raid, 8 no WRC e 3 no WTCC, a Citroën traz de volta o DNA competitivo que sempre caracterizou sua trajetória. Agora, o desafio é brilhar nas pistas elétricas com a mesma ambição que a levou ao topo em outras categorias.

“A Citroën está se reconectando com o automobilismo, um universo que moldou sua história e seu legado. Sempre que entrou em um campeonato, conquistou títulos. É com esse espírito que chegamos à Fórmula E — explorando uma nova competição com a mesma paixão e vontade de vencer”, finalizou Chardon.

Foto principal | Citroën/Divulgação

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Confira nosso primeiro contato com o Citroën Aircross XTR 2026:

Flagra: BYD segue em testes com sua picape média compacta para encarar a Toro

Foto | Anônimo

Inédito modelo da marca chinesa fará sua estreia no Salão do Automóvel de São Paulo 2025, mas vendas somente em 2026

Um amigo e leitor que prefere não se identificar flagrou a picape média compacta da BYD que chegará ao mercado para tentar desbancar a líder Fiat Toro. Tarefa que até agora marcas tradicionais não conseguiram fazer. Levando-se em conta o fiasco de vendas da picape média Shark, o fabricante chinês terá muito trabalho pela frente. 

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A picape média compacta da BYD estreará com sistema híbrido plug-in flex já apresentado pela marca no Song Pro Hybrid Plug-in que será usado no COP 30. 

A BYD não  revelou os números do sistema híbrido Flex. Em números atuais, a tecnologia DM-i associa um motor 1.5 movido a gasolina com 98 cv de potência e torque de 12,4 kgfm, mas com o sistema flex, os números devem ter pequeno ganho. O motor a combustão interna trabalha em conjunto com um elétrico de 197 cv de 30,6 kgfm de torque. A potência combinada fica em 223 cv e 235 cv, mas também devem variar para cima por conta do sistema híbrido flex. 

Visual da picape média compacta da BYD não será harmônico 

Na semana passada, imagens de patentes registradas na China confirmaram que a picape média compacta da BYD terá a frente do Song Plus, mas a frente velha, não o da linha Premium.  

De lado, as porta dianteiras são as mesmas do BYD Song Plus, assim como no SUV, as imagens das patentes revelam que a marca manteve molduras plásticas nas caixas de roda que se estendem para a parte inferior das portas da picape média compacta da BYD.

Na traseira, a picape tem linhas que remetem a Shark, com lanternas verticais como com uma faixa de LED na tampa da caçamba. 

Por dentro, a picape média compacta da BYD deve seguir o mesmo painel da linha Song Plus, ou seja, console central elevado, multimídia flutuante e quadro de instrumentos no estilo tablet. 

Foto principal | Anônimo

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Confira nosso primeiro contato com o Honda WR-V EXL 2026:

Fiat faz recall para a Toro 2026 para verificar para-choque

Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Marca orienta que clientes façam seu agendamento prévio para a correção da falha

A Fiat faz recall para a Toro 2026 para a verificação e, se necessário, a instalação do absorvedor de impacto no para-choque dianteiro. Os agendamentos podem ser realizados a partir de amanhã (27/10). 

Chassis da Fiat Toro 2026 afetadas pelo recall

Confira a numeração de chassis não sequenciais da picape média compacta:

CARROMODELOCHASSIS ENVOLVIDOS (NÃO SEQUENCIAIS): 
Toro2026TKG37505 a TKG58034

Falha

De acordo com comunicado oficial da Fiat, foi identificada a possibilidade de falta do absorvedor de impacto, que, em caso de colisão, poderá comprometer a dinâmica de acionamento do airbag e a redução da absorção do impacto.

Nestas condições será potencializado a ocorrência de danos físicos graves – até mesmo fatais – aos ocupantes do veículo ou a terceiros.

O tempo médio para a verificação e a instalação do absorvedor de impacto na Fiat Toro 2026 é de uma hora, mediante agendamento prévio. Para consultar os números dos chassis envolvidos e/ou obter mais informações, o cliente deve acessar www.fiat.com.br ou contatar a Central de Serviços ao Cliente Fiat pelo WhatsApp (31) 2123 6000 ou pelo telefone 0800 707 1000.

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Confira nosso primeiro contato com a Fiat Toro Ranch 2026:

BYD inicia envios comerciais a partir da fábrica de Camaçari

Foto | BYD/Divulgação

Primeiro lote com 75 unidades do Dolphin Mini segue para concessionárias em Brasília e marca o início das operações logísticas da planta baiana

A BYD deu início às operações comerciais de sua fábrica em Camaçari (BA) com o envio do primeiro carregamento de veículos montados no complexo industrial. O lote inicial é composto por 75 unidades do Dolphin Mini, todas na cor branca, destinadas às concessionárias do grupo Águia Branca, em Brasília (DF).

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Sete carretas deixaram o polo baiano na manhã de quinta-feira (23/10), cada uma transportando cerca de dez carros. O trajeto de aproximadamente 1.400 quilômetros até a capital federal deve levar entre três e quatro dias.

“Estamos muito contentes em oferecer ao mercado brasileiro este primeiro conjunto de veículos montados em Camaçari. Fizemos muito em tão pouco tempo para promover a mobilidade elétrica no Brasil e isto é um motivo de enorme satisfação para nós da BYD”, afirmou Tyler Li, presidente da BYD Auto do Brasil.

A empresa planeja novos envios ainda em outubro, ampliando o fornecimento ao mercado nacional. Atualmente, a BYD lidera o segmento de carros elétricos no país, com 80% de participação. O Dolphin Mini, que encabeça esse movimento, é o modelo elétrico mais vendido do Brasil — apenas em junho, foram 1.913 unidades emplacadas.

Foto principal | BYD/Divulgação

Honda WR-V acirra concorrência e oferece garantia de seis anos

Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Colunista Fernando Calmon analisa a chegada do Honda WR-V. Ele também avaliou o Hyundai Kona Hybrid

Coluna do Fernando Calmon

O relançamento do WR-V, no Brasil ausente desde 2022, abriu uma nova frente para a Honda no altamente disputado segmento de SUVs compactos. A estratégia da marca japonesa levou em conta sua própria oferta atual no mercado (HR-V, com motor turbo e mais caro) e de outros concorrentes entre estes o líder T-Cross e o Creta.

Novo SUV, antes derivado do Fit e agora do City sedã, aposta em estilo com linha de cintura e capô altos, além de dimensões bem próximas aos rivais: comprimento, 4.320 mm; entre-eixos, 2.650 mm; largura, 1.790 mm e altura, 1.650 mm. Porta-malas de 458 L (23% maior que o do T-Cross, mas apenas 8% em relação ao Creta). Também dispensou o modismo de barras longitudinais no teto. Há faróis e lanternas de LED, além de assinatura luminosa na traseira.

A fim de manter preço competitivo, motor é de aspiração natural e, portanto, algo limitado para acelerações e retomadas: 126 cv (E/G); 15,8 kgf·m (E)/15,5 kgf·m (G). Câmbio automático CVT de sete marchas inclui estratégia de redução automática nas frenagens e em descidas para produzir freio-motor, mas sem modos de condução para desempenho e economia. Consumo padrão Inmetro, em km/l: cidade, 8,2 (E)/12 (G); estrada, 8,9 (E)/12,8 (G). Tanque de combustível tem apenas 44 L, o que limita o alcance frente aos principais concorrentes (mais de 50 L).

Por enquanto, houve apenas um contato estático com o carro. No interior destacam-se posição ao volante e bom espaço atrás para as pernas dos ocupantes. Quadro de instrumentos é o mesmo do HR-V e tela multimídia de 10 pol. com espelhamento sem fio de Android Auto e Apple CarPlay. Para recarregar o celular só está disponível entrada USB-A bem mais lenta que a USB-C. Para o banco traseiro há uma pouco útil tomada de 12 V no extremo do console. Ao menos dispõe de saídas de ar climatizado para passageiros de trás.

Em termos de segurança o novo SUV não decepciona: seis airbags e cinco recursos adicionais com destaque para frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa de rolamento. Versão de topo EXL inclui sensores de estacionamento traseiro e dianteiro.

Preços: R$ 144.900 a 149.900. Garantia total de seis anos inédita no segmento.

Chrysler entra para o clube das marcas centenárias

Nem todas as 26 marcas que nasceram há pelo menos 100 anos produziram ininterruptamente. Houve crises financeiras, fabricação suspensa, mudanças de propriedade ou acionistas e muitas fusões. Por fim há os grandes conglomerados como a Stellantis que reúne 15 marcas (se incluídas a Fiat Profissional que produz basicamente furgões e Opel/Vauxhall marcas gêmeas na Alemanha e Inglaterra, respectivamente). Ou mesmo a VW que agrega 12 marcas, sendo três de caminhões e uma de motocicleta.

A Chrysler foi fundada por Walter P. Chrysler em 6 de junho de 1925 e, portanto, acaba de entrar neste clube. A companhia passou por bons momentos ao adquirir Jeep, Plymouth, Dodge, Desoto e criou a Ram. Depois fundiu-se com a Fiat, na FCA, e agora faz parte da Stellantis. Também enfrentou grandes dificuldades financeiras e esteve em recuperação judicial mais de uma vez.

Contudo, passou para a história por inciativas audaciosas: primeiro carro de produção projetado em túnel de vento, o Airflow, de 1934; automóveis revolucionários movidos por turbina a gás nas décadas de 1950 e 1960, com testes públicos, mas que não chegaram a ser vendidos; lançamento dos primeiros minivans modernos, Dodge Caravan e Plymouth Voyager, em 1983, uma alternativa às tradicionais station wagons e o carro esporte Dodge Viper (motor V-10 de 8 L), em 1992.

Eis relação completa do clube das centenárias e o ano de fundação: Vauxhall (1857); Peugeot (1882); Skoda (1895); Buick (1899); Fiat (1899); Opel (1899); Renault (1899); Cadillac (1902); Ford (1903); Lancia (1906); Rolls-Royce (1906); Daihatsu (1907); Audi (1909); Bugatti (1909); Suzuki (1909); Alfa Romeo (1910); Morgan (1910); Chevrolet (1911); Aston Martin (1913); Dodge (1914); BMW (1916); Mitsubishi (1917); Bentley (1919); Mazda (1920); Citroën (1920) e Chrysler (1925).

Câmeras começam a ser produzidas no Brasil pela ZF

À medida que diminuem as mortes de ocupantes dentro dos veículos, as taxas de mortalidade para aqueles que estão fora dos veículos continuam a aumentar. A proteção dos pedestres está se tornando uma prioridade global de segurança devido a esse padrão recíproco. Em razão do crescimento urbano, a evolução da mobilidade e o impulso regulatório, a indústria está repensando a forma como os veículos interagem com o ambiente. Para isso as câmeras são fundamentais. E o Brasil entrou nesta rota em razão da nacionalização que a ZF acabou de anunciar.

Foram investidos R$ 35 milhões em Limeira (SP) para dois tipos de câmeras também chamadas de sensores ópticos de alta precisão, essenciais à condução assistida e à frenagem autônoma emergência para evitar atropelamentos e colisões. O primeiro modelo permite ângulo de visão de 32°, pesa apenas150 gramas, detecta veículos a 150 m de distância e pedestres a 70 m. Em julho do próximo ano, começa a produção de outra câmera com ângulo de visão de 100° e monitora veículos até 170 m de distância. A empresa anunciou que poderá fabricar 900.000 unidades por ano.

Estas câmeras fazem parte do ADAS, sigla em inglês para Sistema Avançado de Assistência ao Motorista. Segundo estudos recentes a combinação de câmeras, radares e lidares (feixes de lasers para medir distâncias com altíssima precisão) já salvaram milhares de vidas em todos os mercados em especial onde a frota circulante é moderna. A produção em alta escala permite os preços caírem e há tendência de continuarem a diminuir.

Kona: visual futurista demais e ótimo consumo

É preciso entender que a Hyundai precisava mesmo se destacar de outros SUVs médio-compactos já no mercado. Exagerou um pouco no desenho, inclusive na colocação em posição baixa dos faróis e lanternas traseiras vulneráveis em pequenas colisões. Mas o estilo do Kona híbrido pleno não chega a comprometer o conjunto e chama atenção ao ser visto de perfil pelo desenho elaborado das rodas de 18 pol. Mesmo que as colunas traseiras tenham área envidraçada diminuta. Versão avaliada foi a de topo Signature.

Dimensões bem próximas às do Corolla Cross: comprimento, 4.350 mm; entre-eixos, 2.660 mm; largura, 1.825 mm; altura, 1.580 mm. O porta-malas de 407 L fica devendo aos seus concorrentes. Motor de aspiração natural, gasolina, 1,5 L entrega 105 cv e 14,7 kgf·m, enquanto o elétrico, 44 cv e 17,3 kgf·m. Valores combinados: 141 cv e 27 kgf·m. Para uma massa em ordem de marcha de 1.525 kg fica longe de empolgar, embora ainda dentro do aceitável. No uso urbano apenas com motorista e um acompanhante até que foi bem. Contudo, se quatro pessoas a bordo e bagagem precisarem viajar, exige mais atenção em ultrapassagens nas rodovias de pista única.

Há um ponto de destaque: consumo de combustível. Em cidade é possível passar dos 18 km/l e na estrada entre 15 e 16 km/l. Assim, o tanque de 38 L permite viajar entre São Paulo e Rio de Janeiro sem abastecer. Bom o comportamento em curvas, mesmo tendo suspensão calibrada mais para o conforto de marcha.

O interior impressiona pelo quadro de instrumentos e a tela multimídia integrados, ambos de 12,3 pol. Meio estranha a posição do seletor de marchas na coluna de direção, mas como se usa poucas vezes não atrapalha tanto. Banco do motorista oferece boa sustentação lateral e firmeza correta. Quem viaja atrás dispõe de bom espaço para pernas, ombros e cabeça, mais adequado a dois adultos e uma criança.

Preço: R$ 234.990.

Ressalva: Na coluna da semana passada, Taos foi citado por ter o maior porta-malas do seu segmento. Contudo, pouco dias depois, Boreal o desbancou: 5% a mais.

Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Mercedes-Benz e Be8 cruzam o Brasil com biocombustível rumo à COP 30

Mercedes-Benz e Be8 cruzam o Brasil com biocombustível rumo à COP 30
Foto | Mercedes-Benz/Divulgação

Ação percorre mais de 4 mil km para comparar emissões entre o diesel comum e o Be8 BeVant, combustível 100% renovável que será destaque na COP 30, no Pará

A Mercedes-Benz do Brasil e a Be8 iniciaram uma jornada sustentável que atravessa o país com destino à COP 30, no Pará. A expedição, batizada de “Rota Sustentável COP 30”, partiu no dia 21 de outubro da fábrica da Be8 em Passo Fundo (RS) e passará pela matriz da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo (SP), e por Brasília (DF), antes de chegar a Santo Antônio do Tauá (PA). Serão mais de 4 mil quilômetros percorridos por estradas brasileiras.

A iniciativa está diretamente ligada à 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), o maior fórum global dedicado às discussões sobre mudanças climáticas.

Dois caminhões Mercedes-Benz Actros Evolution 2553 6×2 com motor BlueTec 6 OM 471 de 550 cv participam do teste comparativo de emissões de CO₂ equivalente (CO₂e). Um deles utiliza o biocombustível Be8 BeVant e o outro roda com diesel B15 comercial. O mesmo teste é repetido com dois ônibus rodoviários O 500 RSD 6×2, equipados com motores BlueTec 6 OM 460 de 380 cv.

“Com esta ação, queremos demonstrar as vantagens ambientais do biocombustível 100% em caminhões e ônibus, realizando essa experiência com modelos top de linha equipados com motores BlueTec 6 da nossa marca num percurso longo pelas estradas brasileiras”, afirma Luiz Carlos Moraes, diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil.

Segundo o executivo, os biocombustíveis são uma solução imediata e viável para reduzir emissões no transporte pesado, sobretudo onde a eletrificação ainda enfrenta limitações de infraestrutura.

Biocombustível nacional e sustentável

O Be8 BeVant é um biocombustível renovável que pode ser usado puro em motores a diesel. Além de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE), oferece vantagens técnicas como baixo índice de acidez, ausência de contaminantes, maior lubricidade e melhor combustão.

“A Rota Sustentável COP 30 conecta inovação, ciência e sustentabilidade em um projeto inédito de alcance nacional. Esta caminhada mostra ao mundo que o Brasil está preparado para ser protagonista da transição energética com soluções reais e acessíveis”, destaca Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8.

Instituto Mauá mede emissões

As medições das emissões de CO₂e durante o trajeto ficam a cargo do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), referência nacional em pesquisa científica e tecnológica.

A metodologia seguirá padrões reconhecidos internacionalmente, como o GHG Protocol e a ISO 14064, com dados certificados pelos programas RenovaBio e ISCC (International Sustainability and Carbon Certification). Os parâmetros garantirão rastreabilidade e transparência nos resultados.

Ação social integrada

Os caminhões participantes transportam 20 toneladas de alimentos que serão doados a comunidades em situação de vulnerabilidade no Pará. “Além do componente ambiental, a ação também agrega o componente social, reforçando os princípios de sustentabilidade”, ressalta Luiz Carlos Moraes.

Mercedes-Benz aposta em multissoluções

A Mercedes-Benz reforça sua estratégia de descarbonização com múltiplas soluções. Além da parceria com a Be8, a marca acumula iniciativas como o ônibus elétrico urbano eO500U, desenvolvido e produzido no Brasil, com 400 unidades já vendidas para São Paulo, e o chassi articulado elétrico eO500UA, em testes e com previsão de vendas para 2026.

A montadora também realiza testes com caminhões elétricos das famílias eActros e FUSO eCanter, importados e integrantes do portfólio global da Daimler Truck.

Foto principal | Mercedes-Benz/Divulgação

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Confira nosso primeiro contato com o VW Taos 2026:

Flagra: Chevrolet Captiva chinês terá versão PHEV no Brasil

Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

SUV será lançado inicialmente em sua versão elétrica, mas a opção híbrida já está em avaliação no país

Além da versão elétrica, a Chevrolet lançará o Captiva com sistema híbrido PHEV no Brasil. Em parceria com o portal AutoPapo, o Autos Segredos flagrou uma unidade em processo de homologação no país. Em dezembro de 2024, quando ainda era conhecido como Wuling Starlight S, nossa reportagem já havia adiantado que ele teria a versão híbrida plug-in no mercado brasileiro.

A unidade flagrada estava com a dianteira camuflada, mas sua carroceria entrega que se trata do Chevrolet Captiva PHEV. E as entradas de recarga/reabastecimento dos lados esquerdo e direito confirmam a versão híbrida plug-in. A estreia caberá à versão EV, mas a opção com sistema híbrido chegará ao Brasil em 2026.

Qual é o conjunto híbrido do Chevrolet Captiva PHEV chinês?

O sistema híbrido do Chevrolet Captiva PHEV chinês associa um motor 1.5 aspirado a combustão, de 102 cv e 13,2 kgfm de torque, a um motor elétrico de 203 cv e 31,6 kgfm de torque. No entanto, não foram revelados os números de potência e torque combinados.

A versão híbrida plug-in pode ter baterias de 9,5 kWh ou 20,5 kWh de capacidade, que oferecem autonomias de 60 ou 130 quilômetros, respectivamente, pelo ciclo CLTC. No padrão brasileiro PBEV, a autonomia com a bateria menor é de 42 quilômetros, enquanto a maior pode rodar até 91 quilômetros.

Para se distanciar do Wuling Starlight S, o Captiva chinês com a gravata da Chevrolet recebeu novos faróis e para-choque, além de uma grade com formato geométrico. De lado, nenhuma mudança, com exceção das novas rodas de liga leve.

Na traseira, o Chevrolet Captiva PHEV (híbrido plug-in) mantém as mesmas lanternas do Starlight S, mas com novos elementos internos e lentes translúcidas, além de para-choque com novo acabamento e a gravatinha da marca.

Por dentro, o Captiva EV Premier será idêntico ao Starlight S, recebendo apenas a gravatinha da Chevrolet no volante. O quadro de instrumentos no estilo tablet tem tela de 8,8 polegadas, e a central multimídia flutuante possui 15,6″, com comandos de voz e atualizações pela nuvem.

O Chevrolet Captiva chinês PHEV tem 4,75 metros de comprimento, 1,89 m de largura, 1,69 m de altura e 2,80 m de distância entre eixos. O porta-malas é generoso, podendo levar até 610 litros de bagagens.

A versão híbrida plug-in deve repetir a lista de itens de série do Captiva EV, sendo equipada com um pacote de assistência ADAS, chamado Chevrolet Intelligent Driving, que inclui piloto automático adaptativo (ACC), assistente de permanência em faixa de rodagem (LKAS), aviso de afastamento de faixa (LDWS) e sistema de frenagem automática de emergência, com reconhecimento para ciclistas, pedestres e obstáculos fixos ou móveis.

A lista de segurança do Chevrolet Captiva chinês PHEV se completa com seis airbags, controles de tração e estabilidade, freios ABS com EBD, assistente de partida em rampa, sistema ISOFIX para fixação de cadeirinhas infantis, cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos os ocupantes.

Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

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Confira nosso primeiro contato com o Chevrolet Spark EV: 

Stellantis reforça presença no Congresso Brasileiro do Mecânico 

Stellantis reforça presença no Congresso Brasileiro do Mecânico 
Foto | Paulo Bareta Stellantis/Divulgação

Grupo participa pelo quarto ano consecutivo do evento, levando as marcas Mopar, bproauto e Circular Autopeças para destacar soluções em todo o ciclo de vida do veículo

A Stellantis participa pelo quarto ano consecutivo do Congresso Brasileiro do Mecânico, um dos principais eventos do mercado de reposição de peças no país. A 8ª edição acontece nesta sexta-feira (25), das 8h às 19h, no Expo Center Norte, em São Paulo, com expectativa de receber mais de 9 mil participantes em dez horas de programação.

O evento reúne os principais nomes e marcas do setor e serve como espaço para troca de conhecimento e fortalecimento da relação com reparadores independentes. A programação inclui 57 palestras, 40 estandes, seis boxes técnicos e cinco boxes práticos.

“Participar do Congresso Brasileiro do Mecânico é uma oportunidade única para reforçar nossa proximidade com os reparadores e reafirmar o compromisso da Stellantis com a qualidade, a inovação e a sustentabilidade no mercado de reposição”, afirma Paulo Solti, vice-presidente de Peças e Serviços da Stellantis para a América do Sul.

Ecossistema Aftermarket Stellantis

A fabricante leva ao evento as marcas Mopar, bproauto e Circular Autopeças, que juntas compõem o ecossistema de aftermarket da companhia. Sob o conceito “Quem entende de carro confia em quem oferece todas as soluções”, a Stellantis reforça sua presença com conteúdos técnicos, ativações e a exposição de modelos recém-lançados como Citroën Aircross XTR 7 lugares, Peugeot 2008 Hybrid, Fiat Pulse Impetus Hybrid, Fiat Titano Ranch e Jeep Commander Blackhawk.

O espaço também contará com demonstrações voltadas à capacitação de profissionais e apresentações sobre novas soluções de manutenção e reparo.

Destaques das marcas

A Mopar, marca global de peças e acessórios genuínos da Stellantis, patrocina a nova temporada da “Batalha do Mecânico”, competição inspirada em reality shows automotivos, que será destaque no perfil oficial da marca no Instagram: @mopardobrasil.

A bproauto, por sua vez, participa pelo terceiro ano seguido com seu portfólio multimarcas e apresenta a palestra “A ciência da lubrificação: como escolher o óleo certo para cada motor”, às 15h10, no box Stellantis.

Já a Circular Autopeças destaca seu novo posicionamento e o Centro de Desmontagem Veicular (CDV) — o primeiro projeto de desmonte legal de veículos promovido por uma montadora na América Latina. A marca exibirá peças recicladas, reforçando o compromisso da Stellantis com a economia circular e o reaproveitamento responsável de componentes.

Sustentabilidade em foco

O tema também será abordado pelo vice-presidente de Economia Circular da Stellantis, Alexandre Aquino, no painel “Economia circular nas autopeças – reaproveitamento, descarte correto e novas oportunidades de receita”, às 11h20. O executivo detalhará as ações da empresa na América do Sul para reduzir impactos ambientais por meio da remanufatura e do reaproveitamento de componentes.

Com a presença no 8º Congresso Brasileiro do Mecânico, a Stellantis reforça seu papel de liderança em inovação, sustentabilidade e parceria com reparadores independentes — oferecendo soluções completas para todas as etapas do ciclo de vida do veículo.

Foto principal | Paulo Bareta Stellantis/Divulgação

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