Camaro deve manter tração traseira e base Alpha; versão com quatro portas entra no radar
Há momentos em que o silêncio das montadoras esconde movimentos importantes. É nesse contexto que surgem informações sobre o possível retorno do Chevrolet Camaro, que saiu de linha em 2023, mas pode voltar com uma proposta diferente.
De acordo com apurações da imprensa internacional, a General Motors teria aprovado o desenvolvimento de uma nova geração, com produção prevista para começar no fim de 2027, na fábrica de Lansing Grand River, nos Estados Unidos.
Foto | Chevrolet/Divulgação
A ideia seria reposicionar o modelo para enfrentar novamente o Ford Mustang, mantendo características tradicionais como tração traseira e a plataforma Alpha, a mesma utilizada na geração anterior e também em modelos da Cadillac, como o CT4 e o CT5.
O projeto também prevê compartilhamento de base com um futuro sedã da Buick, o que pode indicar uma estratégia de redução de custos e ampliação de escala. Ainda assim, a GM busca preservar o DNA esportivo do Camaro, evitando transformá-lo em um crossover.
No campo mecânico, ainda não há confirmações oficiais, mas a arquitetura permite desde motores quatro cilindros turbo até opções mais robustas. Há expectativa inclusive de versões com V8, possivelmente derivadas do conjunto utilizado no Chevrolet Corvette Grand Sport, o que manteria a tradição de alto desempenho.
Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos
Uma das maiores mudanças pode estar no formato da carroceria. Segundo rumores, o novo Camaro poderia ganhar uma configuração de quatro portas, algo inédito na história do modelo e que deve dividir opiniões entre os entusiastas.
Essa possível mudança acompanha movimentos do mercado, como o Dodge Charger, que já explora novas abordagens dentro do segmento, além de estudos da própria Ford para expandir a linha Mustang.
Por enquanto, a GM não confirma oficialmente os detalhes. Mas, se as informações se concretizarem, o Camaro não estaria sendo aposentado, apenas passando por uma transformação que pode redefinir seu papel no mercado.
Foto | Fiat/Divulgação - Connect Fiat está disponível para as versões Ranch e Ultra da Strada
Colunista Fernando Calmon analisa os números de vendas de carro zero em março. Ele também avaliou o Honda WR-V 2026 e o Renegade 2027
Notícias não poderiam ser tão encorajadoras. Março foi um mês com mais dias úteis este ano e, portanto, favorável para as referências tradicionais de vendas, produção e exportações. Basta constatar: emplacaram-se 269,5 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, as melhores vendas desde março de 2013, ano marcado pelo segundo melhor resultado da história da indústria automobilística nacional.
Até os importadores têm o que comemorar: crescimento de 40% de fevereiro para março. Entretanto no primeiro trimestre, o avanço foi modesto: 5,6%. As exportações tiveram um bom e um mau resultado: março sobre fevereiro cresceram 21%; mas no primeiro trimestre caíram 18,5% em relação a 2025.
Igor Calvet, presidente da Anfavea, mantém cautela em razão dos conflitos no Oriente Médio e adiou uma revisão dos números do ano de 2026 até os cenários externos e internos se consolidarem. Arcélio dos Santos Junior, presidente da Fenabrave, informou que o crescimento deste ano de veículos (sem computar motocicletas e tratores) giram em torno dos 3%. Percentual previsto semelhante ao da Anfavea.
O programa Carro Sustentável continua sendo, perdão do trocadilho, o sustentáculo das vendas até agora. Com o IPI zerado para apenas sete modelos compactos, a comercialização disparou 30% desde julho do ano passado. Há exigências de eficiência energética, sustentabilidade e adensamento industrial, mas os incentivos se enceram em 31 de dezembro próximo.
As expectativas para os próximos anos estão focadas na reforma tributária que entrará em vigor, por etapas, a partir de janeiro de 2027. Automóveis continuarão a ser altamente taxados pelo imposto seletivo, apelidado de imposto do pecado por incidir sobre bebidas alcóolicas e outros produtos nocivos à saúde, que se soma ao IVA (Imposto sobre Valor Agregado), no lugar do IPI e do ICMS. Não tem mais jeito. Automóveis no Brasil mantêm-se condenados à supertaxação, inédita no mundo civilizado, por se constituírem em bens de alto valor agregado e muito fácil de serem alcançados pelos fiscos federal, estadual e municipal.
Em nenhum momento os governos, em todos os níveis, querem arriscar a perder, em linguagem descontraída, a arrecadação proporcionada por uma autêntica “galinha dos ovos de ouro”. Esta metáfora, segundo I.A., vem de Esopo, lendário fabulista da Grécia Antiga.
Renegade 2027 atualiza linhas e interior
Lançado em 2015, o SUV compacto da Jeep precisava mesmo de atualizações visuais. Foram discretas, na realidade, para manter a aura de um fora-de-estrada. Versão de topo Willys é a única no segmento com apelo raiz e tração 4×4. A grade do radiador teve as tradicionais sete fendas fechadas, o que diminuiu seu apelo visual. Em compensação o para-choque dianteiro ficou menos vulnerável às duras condições de fora de estrada, embora um pouco embrutecido. Atrás, novo para-choque e retoques nas lanternas. Rodas de liga leve usinadas de 17 e 18 pol. marcam o ano-modelo.
Dimensões, praticamente, as mesmas (mm): comprimento, 4.270; entre-eixos, 2.566; largura, 1.805 (2.018 contando os espelhos); altura, 1.706. Volumes (L): porta-malas, 320 (um ponto fraco); tanque, 55. Motor 4 cilindros, 1,3 L turbo flex: 176 cv (E/G); 27,5 kgf·m (E/G). Consumo (km/L, Inmetro): cidade, 11,9 (G); 8,3 (E); estrada, 11,8 (G); 8,6 (E). Alcance (km): cidade, 665 (G) e 457 (E); estrada, 649 (G) e 473 (E). Tração dianteira e 4×4. Câmbio automático epicíclico, seis marchas (nove marchas, no Willys).
Interior recebeu nova tela multimídia de 10,1 pol. com as conexões de praxe e o mesmo console do Compass que inclui agora saída de ar climatizado para o banco traseiro. Materiais de acabamento mais caros de antes mudaram, embora a nova combinação de texturas e cores agrade. Foi retirada a alça de apoio no painel para o acompanhante do motorista, mas este conta com ajustes elétricos no banco (versões Sahara e Willys).
Maior novidade mecânica é o sistema semi-híbrido, desta vez de 48 V, 15,5 cv e 6,6 kgf·m. A marca, acertadamente, a identifica agora com uma plaqueta MHEV e não mais Hybrid (12 V) como em outros modelos da Stellantis. Diferença no desempenho difícil de perceber, mas no modo Sport deu para sentir uma pequena melhora nas respostas ao acelerar durante as primeiras impressões em asfalto e fora de estrada. Aceleração indicada de 0 a 100 km/h em 8,6 s.
Concorrência acirrada levou a Honda a dispor de dois SUVs no segmento dos compactos. Apesar da nomenclatura poder confundir, o WR-V tem proposta diferenciada do HR-V. Um pouco mais espaçoso internamente, porta-malas 29% maior (458 L, entre os maiores do segmento), massa em ordem de marcha 25 kg menor e apenas disponível com motor de aspiração natural (potência 51 cv menor em relação ao motor turbo). Em compensação, oferece preço mais atraente.
Estilo com linha de cintura e capô altos e dimensões próxima aos rivais: comprimento, 4.325 mm; entre-eixos, 2.650 mm, largura; 1.790 mm e altura, 1.650 mm. Dispensou “indefectíveis” barras longitudinais no teto. Faróis e lanternas em LED completam a nova identidade visual.
A fim de manter preço competitivo, o motor é de 1,5 L, aspiração natural, o que limita acelerações e retomadas: 126 cv (E/G) e torque de 15,8 kgf·m (E) e 15,5 kgf·m (G). Câmbio automático CVT de sete marchas inclui estratégia de redução automática nas frenagens e descidas para criar efeito de freio-motor, porém sem modos de condução definidos para desempenho ou economia. Consumo, padrão Inmetro: 8,2 km/l (E)/12 km/l (G), na cidade e 8,9 km/l (E)/12,8 km/l (G), na estrada. Tanque de combustível de somente 44 L restringe o alcance frente a concorrentes que têm mais de 50 L.
No teste, destacaram-se posição ao volante e espaço traseiro. Tela multimídia de 10 pol. oferece espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Recarga do celular apenas através de portas USB-A, mais lenta que a USB-C. Banco traseiro conta com uma tomada de 12 V e saídas de ar climatizado.
Em segurança, WR-V não decepciona: seis airbags e cinco recursos adicionais, destacando-se frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência na faixa sem ser muito invasiva. Versão de topo EXL dispõe de sensores de estacionamento traseiro e dianteiro.
Nova transmissão 9G-TRONIC estreia na van e promete reduzir custos operacionais e fadiga do motorista
A Mercedes-Benz finalmente atende a uma das maiores demandas do transporte profissional: a chegada da Mercedes-Benz Sprinter com câmbio automático ao mercado mineiro. A novidade desembarca pelas mãos da Minasmáquinas equipada com a transmissão 9G-TRONIC e mira diretamente frotistas e autônomos que buscam mais eficiência no dia a dia.
Com preço inicial de R$ 274.300, a nova Sprinter automática chega para elevar o padrão de conforto e dirigibilidade no segmento de vans. A expectativa da Minasmáquinas é ambiciosa: crescer 20% nas vendas com a introdução da tecnologia, após comercializar 621 unidades do modelo em 2025 e manter uma fatia de 38% no mercado regional.
A estratégia é clara: atender setores que dependem diretamente de produtividade, como logística, serviços e transporte de passageiros. Produzida no complexo industrial de Buenos Aires, na Argentina, a Sprinter mantém sua reputação de robustez, agora aliada a um pacote que inclui dois anos de garantia e as duas primeiras revisões gratuitas — pontos-chave para reduzir o custo total de operação.
Segundo Bruno Volpini, CEO da Minasmáquinas, a novidade chega para preencher uma lacuna importante no segmento. “A chegada do câmbio automático era o item mais aguardado pelos nossos clientes. Conseguimos unir a robustez tradicional da Sprinter a um nível de tecnologia que facilita o dia a dia e aumenta a produtividade. É um investimento que se paga na ponta, tanto pelo conforto quanto pela preservação do valor do ativo”, afirma.
Debaixo do capô, o motor OM654 trabalha em conjunto com a transmissão 9G-TRONIC — tecnologia já consagrada nos carros de luxo da marca alemã. O conjunto prioriza trocas suaves e mantém o motor na faixa ideal de rotação, reduzindo desgastes e evitando condução ineficiente. Em grandes centros como Belo Horizonte, o ganho é evidente: menos fadiga para o motorista e melhor consumo em trajetos urbanos com trânsito intenso.
A transmissão automática de nove marchas, introduzida nos automóveis da marca em 2013 e adaptada para comerciais em 2019, chega agora ao Mercosul como diferencial competitivo. Na prática, a Sprinter automática oferece uma condução mais confortável em longas jornadas sem abrir mão da segurança — um dos pilares da linha.
As unidades já estão disponíveis para pronta-entrega na rede Minasmáquinas, que também aposta em condições comerciais atrativas neste lançamento. Outro ponto relevante é que o custo de manutenção segue próximo ao da versão manual, o que reforça o apelo da novidade em um mercado cada vez mais exigente.
No fim das contas, a Sprinter automática não é apenas uma evolução técnica: é uma resposta direta ao transportador brasileiro, que busca mais eficiência sem abrir mão de confiabilidade. E, nesse cenário, a Mercedes-Benz dá um passo importante para manter sua liderança no segmento.
Programa TOM’s Heritage renova totalmente o ícone do drift japonês; “Hachiroku” pode ultrapassar R$ 500 mil dependendo do pacote
Para os fãs do lendário Toyota Corolla Levin AE86, o “Hachiroku”, a TOM’S Racing lançou um programa especial de restauração dedicado ao modelo. A iniciativa faz parte da divisão Heritage da empresa e propõe uma reconstrução completa do modelo, indo muito além de uma simples reforma estética.
O projeto Heritage envolve uma revisão total do veículo, incluindo carroceria, interior e conjunto mecânico. A proposta é entregar um carro praticamente novo, mantendo a essência do original, mas com melhorias estruturais e tecnológicas que aumentam durabilidade e confiabilidade.
Um dos principais focos está no motor 4A-G, que recebe atualização com componentes modernos e técnicas atuais de preparação. Inspirado em versões de competição, o conjunto passa a entregar 192 cv e 19,5 kgfm, superando com folga os 167 cv do modelo original, com funcionamento em rotações elevadas próximas dos 8.000 rpm.
O visual também acompanha essa evolução. O modelo recebe rodas inéditas com design clássico da TOM’S, agora em construção de duas peças, além de acabamento refinado que preserva o estilo original, mas com aparência mais agressiva.
A relevância do projeto é reforçada pelo histórico da TOM’S Racing, que mantém uma longa relação com a Toyota desde a década de 1970, atuando de forma semelhante a preparadoras oficiais como AMG e Alpina em suas respectivas marcas.
Como esperado, o nível de exclusividade se reflete no preço. O programa parte de cerca de R$ 440 mil (¥13.200.000) para quem já possui o veículo, podendo chegar a aproximadamente R$ 550 mil (¥16.500.000) com o carro incluso. Os valores são iniciais e podem variar conforme o nível de personalização escolhido.
Campanha usou humor e música para engajar consumidores; estratégia focou no test drive do Nissan Kicks
A Nissan lançou uma campanha promocional diferente no mercado brasileiro ao apostar em uma estratégia pouco convencional para atrair consumidores. Batizada de “Teste de Fidelidade”, a ação ficou válida até o dia 2 de abril e teve como destaque a participação da cantora Naiara Azevedo, em uma paródia inspirada no hit “50 Reais”.
A proposta era simples: incentivar o público a conhecer de perto o Nissan Kicks e, caso o cliente optasse por adquirir um modelo concorrente após o test drive, ainda assim receberia uma recompensa em dinheiro.
Foto | Carbel/Divulgação – arbel Japão apresenta a nova geração do SUV compacto, com motor turbo,
design renovado, recursos semiautônomos e nota máxima em segurança
Para participar, era necessário realizar o teste em uma concessionária até o dia 5 de maio. Após essa etapa, o consumidor tinha até 20 dias para efetivar a compra de um SUV equivalente de outra marca. Nessas condições, a Nissan se comprometia a pagar R$ 500, valor que subia para R$ 700 no caso de clientes já proprietários de veículos da marca.
O pagamento era feito por meio de um cartão virtual pré-pago, com limitação de uma participação por CPF. A definição de “concorrente” seguia critérios específicos: veículos zero-quilômetro, não eletrificados, produzidos no Brasil e posicionados dentro de uma faixa de preço pré-determinada.
Além da ação promocional, a marca também ofereceu condições comerciais especiais durante o período, com foco no Kicks. Entre elas, estavam planos de financiamento com taxas reduzidas, bônus na troca do usado e diferentes configurações com preços competitivos.
Problema em bancos elétricos do SUV Hyundai motivou suspensão das vendas; recall envolveu cerca de 130 mil unidades do Palisade
A Hyundai retomou as vendas do SUV grande Palisade 2026 na América do Norte após resolver um problema de segurança que levou à suspensão temporária do modelo. A falha, relacionada ao sistema dos bancos elétricos, motivou um recall de cerca de 130 mil veículos.
O defeito afetava principalmente as versões mais completas do SUV, além de atingir também o Kia Telluride, modelo desenvolvido sobre a mesma base. O sistema de rebatimento automático dos bancos traseiros apresentava inconsistências na detecção de obstáculos, permitindo o fechamento com força excessiva mesmo quando havia pessoas ou objetos no trajeto.
Diante da gravidade do caso, a NHTSA determinou a interrupção das vendas em março de 2026. A falha esteve associada a incidentes sérios, incluindo vítimas, o que acelerou a resposta das fabricantes.
Hyundai/Divulgação
Para corrigir o problema, a engenharia da Hyundai revisou completamente a lógica de funcionamento do sistema. A nova configuração elimina automatismos críticos e passa a exigir ação contínua do usuário durante o acionamento dos bancos.
Com a atualização, o rebatimento pelo porta-malas só ocorre enquanto o botão estiver pressionado. O comando remoto via central multimídia foi desativado, reduzindo o risco de acionamento involuntário. Além disso, o sistema agora exige que ao menos uma porta traseira esteja aberta, garantindo que o operador tenha visão direta da área antes de iniciar o movimento.
Hyundai/Divulgação
As concessionárias já estão autorizadas a liberar veículos após a atualização do software. Proprietários de unidades 2025 e 2026 devem realizar o reparo gratuitamente para garantir o funcionamento correto dos sensores e do novo sistema de segurança.
Câmbio manual ainda tem muitos adeptos e custa menos do que essa versão com o automático. A diferença é de 11 mil reais. Está equipada com itens de conforto e conveniência. Leia o teste
Por Paulo Eduardo
O que é amolação para alguns, significa prazer para outros. Assim parece ser a continuidade de fabricação de automóveis com câmbio manual depois da preferência pelo automático. A maioria dos brasileiros resistiu à automação, mas se rendeu à comodidade.
Os automáticos evoluíram até conquistar a maioria pela comodidade, conforto e tudo que significa menor esforço. Porém, a maioria nunca é absoluta e o câmbio manual ainda tem muitos adeptos.
Muitos câmbios automáticos permitem troca manual por meio de aletas no volante ou movimentando-se a alavanca. A diferença do câmbio totalmente manual é a maior percepção de engate da marcha.
Os engates do câmbio manual do Renault Kardian evolution 2026 são precisos sem serem macios. O curso da alavanca não é curto e nem longo. Agrada muito.
As três primeiras relações de transmissão marchas são mais curtas, principalmente a da primeira marcha com a finalidade de o carro sair da inércia com menos esforço em aclive. São quase quatro ciclos do motor para uma volta completa da roda.
A sexta marcha privilegia o consumo com uma volta completa da roda para metade do ciclo do motor. Na quinta marcha, o motor também não completa um ciclo com uma volta da roda. O assistente de partida em rampa inibe recuo ao arrancar em aclive.
O indicador de troca aparece no quadro digital de instrumentos no momento ideal de engatar a marcha mais longa para diminuir consumo de combustível. As rotações do motor sobem rapidamente e a indicação de engatar a quarta marcha ocorre antes de 60 km/l no plano.
Outro atrativo do câmbio manual é consumir menos combustível. Com toda a evolução do automático, o manual leva vantagem na condução sem exageros. Há quem não se importe com gasto de combustível e acelera sem dó. O consumo médio de gasolina registrado no computador de bordo foi de 8,5 km/l na cidade e de 14 km/l na estrada.
De qualquer maneira, trocar as marchas e sentir os engates é prazeroso para os adeptos do câmbio manual. O do Renault Kardian evolution 2026 está bem escalonado. O motor 1.0 de três cilindros turbo é suficiente para o bom desempenho. Usa corrente de distribuição que dispensa manutenção.
O carro é rápido na aceleração e ultrapassa com segurança. Direção bem calibrada em baixa e em velocidade mais alta. Diâmetro de giro de 10,5 metros facilita manobra em espaço de garagem em carro de pouco mais de 4,10 metros de comprimento.
Volante rugoso evita deslize das mãos, tem boa pega e coluna de direção é regulável em altura e distância. Correto em ergonomia, mas contraria pelos comandos nele. Atualmente, é raro volante sem comandos. Os de áudio ficam em comando satélite na coluna de direção.
Bancos dianteiros do Renault Kardian evolution 2026 são confortáveis com apoios laterais no assento e no encosto. O espaço no banco traseiro também é bom para pernas devido à grande distância (2,60 m) entre-eixos em carro de comprimento curto.
A caída do teto no sentido da traseira obriga abaixar para entrar no banco traseiro. Falha em ergonomia por causa do estilo. Encosto fracionado do banco traseiro facilita levar bagagem mais comprida juntamente com um ou dois ocupantes.
O porta-malas de boa capacidade (358 litros) tem assoalho fundo em relação à extremidade da tampa traseira e provoca desconforto ao colocar e retirar bagagem pesada. Falha em ergonomia. Por outro lado, a tampa com pegas de fechamento nos lados direito e esquerdo facilitam para destro e canhoto. Ponto em ergonomia.
O interior tem bom acabamento com montagem e encaixes benfeitos. Bom acabamento também sob o forro do porta-malas e no compartimento do motor com pintura igual à da carroceria. Fabricantes de carros de segmento superior costumam deixar no prime para economizar. Ponto para a Renault.
O painel central tem visual agradável com quadro de instrumentos digital de sete polegadas e informações do computador de bordo. Comandos têm boa iluminação e estão posicionados corretamente. Porta-luvas tem luz. Abrir e fechar vidro com um toque somente o do motorista.
A tela tátil de 8 polegadas do sistema multimídia é compatível com Android e Apple sem fio. Há controle e limitador de velocidade. São duas portas USB e uma tomada de 12 volts. Limpadores de para-brisa são eficientes e lavadores cumprem bem a função.
Faróis com luz de LED iluminam muito bem, mas facho baixo deveria ter alcance maior. Há regulagem elétrica de altura de facho. Ar-condicionado é digital.
O rodar do Renault Kardian evolution 2026 é mais duro e, às vezes, desconfortável em piso irregular para os ocupantes do banco traseiro. A Renault calibra muito bem a suspensão, mas poderia rever a do Kardian nessa versão, que usa pneu de perfil mais alto (60). Se o perfil fosse baixo…
A calibragem recomendada é alta (35 libras na frente e 33 atrás), talvez visando menor consumo, mas tem que preservar o conforto. O comportamento dinâmico é excelente. Contorna curvas de baixa e de alta com segurança. Freios muito bons. Há seis airbags.
O preço sugerido do Renault Kardian Evolution 2026 manual é de R$ 113.690. Pintura metálica custa R$ 1.900, e o sistema multimídia com tela tátil e câmera de ré, com imagem bem definida, tem preço de R$ 1.200. Garantia é de três anos ou 100 mil quilômetros, o que ocorrer primeiro.
Motor De três cilindros em linha, transversal, turbo, injeção direta, 999 cm³ de cilindrada, 12 válvulas, 125 cv (etanol) e 120 cv (gasolina) de potências máximas a 5.000 rpm e torques máximos de 22,4 kgfm (e) a 2.250 rpm e 20,4 kgfm (g) a 2.000 rpm
Transmissão Tração dianteira e câmbio manual de seis marchas
Direção Tipo pinhão e cremalheira com assistência elétrica; diâmetro de giro, 10,5 metros
Freios Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira; ESP (controle de estabilidade) e HSA (assistente de partida em rampa)
Suspensão Dianteira, independente, do tipo McPherson com barra estabilizadora; traseira, eixo de torção e barra estabilizadora; altura do solo, 20,9 centímetros
Rodas/pneus 6×16”de liga leve /205/60R16
Peso 1.163 kg
Carga útil (passageiros + bagagem) 443 kg
Dimensões (metro) Comprimento, 4,119; largura, 1,747; altura, 1,596 (com barras no teto) e 1,544 (sem barras); distância entre-eixos, 2,604
Desempenho Velocidade máxima, 180 km/h (e/g) limitada eletronicamente; aceleração até 100 km/h, 11 segundos (etanol) e 11,4 segundos (gasolina)
Batizada de “Performance”, versão mais potente da BYD Shark traz motor 2.0 turbo, dois elétricos e até 475 cv
A BYD acaba de lançar na Austrália a versão mais potente da picape Shark, dando um passo importante na estratégia da marca para o segmento de picapes médias.
A nova configuração, chamada de Performance em alguns mercados, estreia com mudanças relevantes no conjunto mecânico. Ela passa a entregar cerca de 475 cv e mais de 71 kgfm de torque, colocando o modelo em confronto direto com versões esportivas como a Ford Ranger Raptor, por exemplo.
A principal evolução está no motor a combustão, que deixa de ser o 1.5 turbo e passa a ser um 2.0 turbo de aproximadamente 245 cv. Ele atua em conjunto com dois motores elétricos, um em cada eixo, formando um sistema híbrido plug-in com tração integral. Na prática, o modelo mantém a proposta de rodar prioritariamente em modo elétrico, mas agora com muito mais fôlego em acelerações e retomadas.
Com o novo conjunto, o desempenho melhora de forma significativa. A aceleração de 0 a 100 km/h, por exemplo, deve ficar na casa dos 5 segundos, número competitivo até mesmo frente a picapes esportivas a combustão. Ao mesmo tempo, a Shark mantém uma pegada eficiente no uso urbano, graças à bateria de cerca de 30 kWh, que permite rodar próximo de 100 km no modo totalmente elétrico.
Outro avanço importante está na capacidade de reboque, que agora chega a 3.500 kg. O número corrige uma das principais limitações da versão anterior e coloca a picape no mesmo nível das rivais médias a diesel, ampliando seu apelo para uso profissional e off-road.
No conjunto estrutural, a picape segue utilizando chassi dedicado e suspensão traseira independente, solução diferente do eixo rígido comum entre concorrentes, o que tende a favorecer conforto e estabilidade. O pacote ainda inclui recursos avançados de assistência à condução e um interior com forte presença de tecnologia, alinhado ao padrão dos modelos mais recentes da marca.
Autonomia elevada e arquitetura de 800V são destaques; SUV elétrico da Nissan já roda camuflado em testes no Brasil
A Nissan apresentou na China o inédito SUV NX8, um utilitário esportivo que chega com opções totalmente elétricas e também com extensor de autonomia. No mercado chinês, os preços variam entre 149,8 mil e 199,9 mil yuans, o que corresponde a aproximadamente R$ 103 mil a R$ 137,5 mil em conversão direta.
Na configuração com extensor de autonomia (EREV), o modelo combina um motor 1.5 turbo com propulsão elétrica para atingir até 1.450 km de alcance total. Já as versões 100% elétricas utilizam arquitetura de 800 volts e prometem recargas ultrarrápidas, capazes de adicionar cerca de 300 km de autonomia em apenas 6 minutos, com alcance total entre 565 km e 650 km no ciclo chinês.
Nissan/Divulgação
O NX8 oferece diferentes níveis de potência. As variantes elétricas entregam até 292 cv e 340 cv, enquanto a versão com extensor mantém 340 cv, utilizando o motor a combustão apenas como gerador de energia.
Em dimensões, o SUV se posiciona acima de muitos modelos médios, com 4,87 metros de comprimento e entre-eixos de 2,91 metros, reforçando sua proposta familiar e de maior porte. A cabine aposta em alto nível de digitalização e arquitetura moderna para enfrentar a forte concorrência local.
Nissan/Divulgação
Embora ainda não confirmado oficialmente, o modelo já foi visto em testes no Brasil, rodando camuflado em diferentes regiões. Os flagras indicam que a Nissan avalia a introdução do NX8 no país, acompanhando a crescente demanda por veículos eletrificados.
Ministério da Indústria e Teconologia da China/Reprodução
Versão REEV ganha mais potência e maior alcance no modo elétrico; SUV da Leapmotor vendido no Brasil terá produção nacional em breve
O Leapmotor C10 teve sua atualização revelada na China por meio de documentos do órgão regulador local. O SUV, que já é comercializado no Brasil e está nos planos para produção nacional, surge com ajustes no visual e melhorias importantes na parte mecânica, especialmente na configuração com extensor de autonomia.
As alterações estéticas são discretas, mas perceptíveis. A dianteira adota um novo conjunto de iluminação dividido, com luzes diurnas em LED na parte superior e faróis principais posicionados verticalmente nas extremidades do para-choque. O restante do modelo mantém proporções conhecidas, com cerca de 4,75 metros de comprimento e entre-eixos de 2,82 m, reforçando sua proposta de SUV médio.
Os avanços mais significativos estão na motorização. Na versão com extensor de autonomia (REEV), o motor elétrico passa a entregar 200 kW (272 cv), enquanto o propulsor 1.5 segue atuando como gerador. O ganho mais relevante está na autonomia elétrica, que sobe para até 190 km no ciclo WLTC, ampliando a possibilidade de uso diário sem recorrer ao motor a combustão.
Já a variante 100% elétrica (BEV) também evolui e passa a oferecer até 230 kW (312 cv), mantendo a tração traseira e o uso de baterias de fosfato de ferro-lítio.
No Brasil, o modelo já é oferecido nas duas configurações, com preços partindo de R$ 204.990 na versão elétrica e R$ 219.990 na opção com extensor. O próximo passo da Leapmotor será a produção local em Goiana (PE), dentro da parceria com a Stellantis, que também desenvolve soluções específicas para o mercado nacional.
Foto principal: Ministério da Indústria e Tecnologia da China/Reprodução
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