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VW Delivery celebra 220 mil unidades produzidas em 20 anos 

O e-Delivery é o primeiro caminhão elétrico a ser entregue pela Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) na Argentina. O modelo foi adquirido pela Express Logística, operadora logística da Cervecería y Maltería Quilmes.
Foto | Volkswagen/Divulgação - Volkswagen Caminhões e Ônibus entrega o primeiro caminhão elétrico da Argentina para Cervecería y Maltería Quilmes

Linha de caminhões leves e médios se destaca no mercado nacional e internacional; nova geração elétrica amplia performance e rentabilidade 

A Volkswagen Caminhões e Ônibus celebra, em 2025, os 20 anos da linha VW Delivery, uma das mais bem-sucedidas do segmento de caminhões leves e médios no Brasil. Lançada em 2005, a família já ultrapassou a marca de 220 mil unidades produzidas, sendo cerca de 200 mil emplacadas no país, com forte concentração nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

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Segundo a marca, um em cada dois caminhões médios vendidos no Brasil pertence à família Delivery, o que demonstra sua ampla aceitação em aplicações diversas — de floriculturas e açougues ao transporte de bebidas. “Sempre existe um Delivery em operação”, reforça Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

Voltada para operações em centros urbanos, a gama de modelos é diversificada. As versões a diesel vão do compacto Delivery Express até o robusto 13.180 6×2, passando por opções como 6.170, 9.180, 11.180 e a configuração 11.180 4×4, para aplicações fora-de-estrada. Já a linha e-Delivery, 100% elétrica, conta com os modelos 11 e 14 toneladas, desenvolvidos para aliar sustentabilidade e desempenho.

Com cerca de 20 mil unidades exportadas, a linha também reforça a presença da VWCO no exterior. Os principais destinos são México, Argentina e Chile.

A segunda geração dos caminhões Delivery chegou em 2017, após um investimento superior a R$ 1 bilhão, e foi responsável por revolucionar a linha. Com veículos entre 3,5 e 13 toneladas de PBT, os modelos ganharam novo design e equipamentos inéditos, como banco pneumático com revestimento lavável, volante multifuncional e coluna de direção com multirregulagem — itens que melhoraram sensivelmente o conforto e a ergonomia.

O pacote Prime inclui ar-condicionado, travas e vidros elétricos, entradas USB e USB-C, suporte para celular no painel e para-choque na cor da carroceria. Já o opcional Highline adiciona painel digital de 10” e central multimídia de 7″, elevando a conectividade e a experiência a bordo.

Entre as novidades mais recentes está o novo e-Delivery 11, lançado em 2024. O modelo 100% elétrico é equipado com um motor de 280 kW e 2.300 Nm de torque, já disponíveis desde a partida. O veículo entrega 6.300 kg de carga útil — 16% a mais que o modelo anterior — e conta com PBT de 11.400 kg e capacidade de reboque de 3.600 kg, a maior da categoria.

O novo sistema e-PTO de fábrica, com capacidade de até 30 kW, amplia a versatilidade do modelo para aplicações que vão além da carga seca, como veículos de manutenção de redes elétricas.

Com painel digital completo e central multimídia, o e-Delivery oferece ainda monitoramento da recarga das baterias, consumo energético e regeneração, otimizando a operação para o frotista e proporcionando uma condução mais eficiente e conectada.

Foto principal | Volkswagen/Divulgação

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Confira flagra exclusivo do Jeep Renegade 2027:

CAOA Chery atinge 200 mil SUVs produzidos em Anápolis (GO)

CAOA MONTADORA ALCANÇA O MARCO DE 200 MIL SUVs CAOA CHERY PRODUZIDOS EM ANÁPOLIS (GO)
Foto | CAOA Chery/Divulgação

Marca celebra expansão e consolidação da planta goiana com fabricação do Tiggo 8 PRO, SUV premium de sete lugares

Em meio à expansão de sua planta industrial, a CAOA Montadora comemora a produção de 200 mil SUVs da marca CAOA Chery no polo fabril de Anápolis (GO). O marco simbólico foi alcançado com a fabricação de um Tiggo 8 PRO, utilitário esportivo de sete lugares que representa o topo da linha da montadora.

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Fruto de um modelo de operação que une o know-how da CAOA e a tecnologia da chinesa Chery, a produção nacional da marca teve início em 2017. Desde então, vem ganhando robustez e reconhecimento no mercado brasileiro, sendo hoje um dos pilares do crescimento da empresa no país.

Instalada em ponto estratégico para otimizar a distribuição nacional, a unidade industrial de Anápolis ocupa 208 mil m² de área construída e emprega diretamente mais de 6.000 colaboradores. A fábrica produz atualmente os principais modelos da marca, com destaque para os SUVs da família Tiggo.

Segundo Jan Telecki, diretor de Marketing da CAOA, o desempenho da montadora está diretamente ligado ao alinhamento com o mercado local. “A contínua expansão da CAOA Chery é resultado da aceitação crescente do nosso portfólio pelo consumidor brasileiro. Nossa estratégia se apoia em uma rede de concessionárias em expansão, atendimento premium, produção local, e um portfólio de modelos alinhado com as demandas do público nacional”, afirma o executivo.

A conquista dos 200 mil veículos reforça o compromisso da CAOA com o desenvolvimento industrial e tecnológico do Brasil, sustentado por mais de quatro décadas de atuação no setor automotivo.

Foto principal | CAOA Chery/Divulgação

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Confira flagra exclusivo do Jeep Renegade 2027:

Ram 1200 2026, irmã da Fiat Titano, é flagrada em MG

Foto | Cecília Clemência

Picape média será a segunda da marca do carneiro montanhês a ser produzida na América do Sul

Antecipada pelo Autos Segredos em maio de 2024, a Ram 1200 2026 fará sua estreia no mercado brasileiro no último trimestre deste ano. A picape já roda em testes no Brasil desde o começo deste ano, agora nossa amiga Cecília Clemência, flagrou um protótipo da picape numa caminhão cegonha no interior de Minas Gerais. 

A Ram 1200 é basicamente uma Fiat Titano 2026, mas a Ram 1200 2026 terá frente exclusiva na versão mais cara, provavelmente a Laramie. A picape também terá interior exclusivo, o mesmo da Changan Hunter que conhecemos no Salão de Xangai 2025

No entanto, a frente da Ram 1200 não será a mesma da Changan Hunter. Os para-lamas dianteiros serão os mesmos da Fiat Titano, já o capô será exclusivo, assim como os faróis têma formato diferente para compor com a grade no estilo Ram. O conjunto de luzes terá duplo projetor para os faróis alto e baixo em LED. A grade será filetada com o nome Ram em destaque centralizado entre as luzes. A característica moldura das grades da marca estará presente na Ram 1200 2026. Nas extremidades do para-choque, a picape terá luzes auxiliares de LED num abrigo verticalizado. Na parte inferior, um skid plate emoldura a entrada de ar inferior com elementos em malha de colmeia.  

De lado, portas tem a mesma estampagem e as mesmas maçanetas. Mas os para-lamas recebem molduras para deixar a picape mais larga e robusta.

Na traseira, as lanternas terão o mesmo formato da Fiat Titano, mas devem receber novas disposições de luzes. Para-choque e tampa traseira também são os mesmos da irmã. Mas a tampa terá auxílio de uma mola a gás para que a tampa fique mais leve. 

O acabamento da Changan Hunter deixará a Ram 1200 2026 bem mais refinada que suas irmãs, já que a versão chinesa cederá o painel, forrações de porta e bancos. O painel é exclusivo, abrigando duas telas, sendo uma para o quadro de instrumentos e outra para central multimídia. 

O painel da Ram 1200 receberá revestimentos em material sintético na parte central e sua cobertura será com plástico emborrachado.

As saídas de ar são exclusivas bem horizontalizadas na parte central do painel. O console central da Ram 1200 será bem elevado e largo, abrigando o pomo giratório para seleção de marchas, carregador por indução e um apoio de braço que abriga um enorme porta-objetos.

As forrações de porta também serão as mesmas da Hunter chinesa, com boa parte revestida em material sintético acolchoado.

Foto | Cecília Clemência

A Ram 1200 2026 receberá bancos com desenho exclusivo para ficar mais refinada que a Titano e Landtrek. O encosto recebe abas laterais mais largas divididas em duas seções, deixando o banco com visual mais esportivo.

A picape média da Ram também contará com os serviços conectados Ram Connect.

Motor da Ram 1200 2026

Já a mecânica será a mesma da Fiat Titano 2026, assim, a Ram 1200 2026 será equipada com o motor 2.2 Turbodiesel que fornece 200 cv de potência e torque de 45,9 kgfm. Ele será ligado ao câmbio automático de oito marchas. A picape terá sistema de tração 4×2, 4×4 e 4×4 reduzida. 

Foto principal | Cecília Clemência

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Flagramos o Jeep Renegade 2027 que será reestilizado e híbrido:

Ram faz recall para a Rampage 2025 para atualização de software

Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Unidades da picape média compacta afetadas pelo chamado são equipadas com sistema ADAS

A Ram realiza recall para a Rampage 2025 para atualização do software da central HALF (Câmera frontal). Os clientes já podem realizar os reparos junto aos concessionários da marca. O tempo médio é de um hora para a atualização. 

Chassis da Ram Rampage 2025 afetadas pelo recall

Confira os chassis das unidades da picape afetadas pela falha:

MODELOANOCHASSIS ENVOLVIDOS (NÃO SEQUENCIAIS):
Rampage2025SKR83929 a SKR97959

De acordo com comunicado da Ram, foi identificada a possibilidade de o freio automático de emergência (AEB) permanecer desativado caso o condutor o desative e queira reativar durante o percurso.

Nas unidades da Rampage 2025 afetadas pelo recall em que a função não reativar há riscos de acidentes com possíveis danos materiais, danos físicos ou até mesmo danos fatais aos ocupantes do veículo e/ou a terceiros.

Informações

Para mais informações, os clientes devem acessar o site https://www.ram.com.br/recall.html ou contatar a Central de Serviços ao Cliente Ram pelo WhatsApp (31) 2123 8000 ou pelo telefone 0800 730 7060.

Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

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Confira nossa avaliação com a Ram Rampage Rebel 2025:

Carro usado: VW Polo 1.0 MPI 2020 — o que oferece, onde peca e quanto custa hoje

Polo 1.0 MPI 2021
Foto | Volkswagen/Divulgação

Hatch da Volkswagen é boa opção para uso urbano, com pacote honesto de equipamentos e baixo consumo, mas acabamento simples e motor aspirado limitam o desempenho

Com visual moderno, estrutura sólida e bom pacote de segurança, o VW Polo 1.0 MPI 2020 caiu no gosto de quem busca um hatch compacto racional e confiável. Apesar de ser a versão mais simples da linha, o modelo entrega itens interessantes para o dia a dia, além de manter custos de manutenção relativamente acessíveis. Por outro lado, o desempenho modesto do motor aspirado e o acabamento interno abaixo da média do segmento são pontos que afastam quem busca mais refinamento ou vigor ao volante.

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O que o Polo 1.0 MPI 2020 oferece

  • Motor 1.0 MPI tricilíndrico flex (até 84 cv com etanol), aliado ao câmbio manual de cinco marchas
  • Direção elétrica, ar-condicionado, vidros e travas elétricas, controles de tração e estabilidade, quatro airbags e sistema de som com USB e Bluetooth
  • Boa ergonomia, interior funcional e posição de dirigir agradável
  • Estrutura moderna derivada da plataforma MQB, compartilhada com modelos de categorias superiores

Onde o Polo peca?

  • Motor 1.0 aspirado exige altas rotações para entregar performance, principalmente em rodovias
  • Acabamento interno com plásticos duros e montagem simples, gerando ruídos com o tempo
  • Defeitos recorrentes como boia de combustível com falha de leitura, embaçamento dos faróis e infiltração de água no assoalho traseiro

Quanto custa hoje

Os preços médios do VW Polo 1.0 MPI 2020 com até 80 mil km giram entre R$ 61 mil e R$ 64 mil, com unidades bem conservadas.

A Tabela Fipe indica valor de R$  63.258, servindo como referência para negociações.

Unidades abaixo dos R$ 60 mil merecem atenção redobrada quanto ao histórico de manutenção ou envolvimento em leilões.

Principais concorrentes do VW Polo 1.0 MPI 2020

  • 1. Fiat Argo 1.0 Drive 2020
    Motor Firefly 1.0 tricilíndrico, 77 cv
    Pacote de equipamentos semelhante, mas acabamento superior ao do Polo
    Direção elétrica, controles de tração/estabilidade e bom espaço interno
    Mais confortável, mas desempenho e consumo similares ao Polo
    Preços entre R$ 58 mil e R$ 63 mil
  • 2. Chevrolet Onix 1.0 aspirado 2020
    Motor 1.0 de 82 cv, câmbio manual
    Conjunto eficiente e com bom consumo
    Multimídia MyLink moderna, seis airbags, ESP de série
    Sofre com a reputação manchada pelos problemas nas primeiras unidades da nova geração
    Faixa de preço: R$ 59 mil a R$ 65 mil
  • 3. Hyundai HB20 1.0 Vision 2020
    Motor Kappa 1.0 de 80 cv
    Interior com boa montagem, mas menos refinado que o visual externo sugere
    Comportamento urbano satisfatório e bom pós-venda da marca
    Varia entre R$ 60 mil e R$ 66 mil
  • 4. Renault Sandero 1.0 Life/Zen 2020
    Motor SCe 1.0 de 79/82 cv
    Espaço interno generoso e manutenção barata
    Acabamento simples, dirigibilidade honesta, mas envelheceu frente à concorrência
    Faixa de preço: R$ 53 mil a R$ 59 mil

Foto principal | Volkswagen/Divulgação

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Confira os motivos que levaram a Fiat Strada a líder de vendas no Brasil:

(*) Texto produzido pelo ChatGPT

Honda NXR 160 Bros 2026 é lançada com preços a partir de R$ 21.320

Honda NXR 160 Bros 2026
Foto | Honda/Divulgação

Trail urbana mantém conjunto mecânico e ciclístico, com destaque para a confiabilidade e visual renovado

A Honda lança a linha 2026 da NXR 160 Bros, sua motocicleta trail de entrada que segue como uma das mais vendidas da categoria. Produzida em Manaus (AM), o modelo chega ao mercado com novidades pontuais, como uma nova opção de cor azul para a versão CBS, e preços sugeridos a partir de R$ 21.320.

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Sem alterações mecânicas, a Bros mantém o motor monocilíndrico de 162,7 cm³, arrefecido a ar, com injeção eletrônica e tecnologia flex (etanol ou gasolina). A potência máxima é de 14,3 cv com etanol (14,2 cv com gasolina), a 8.000 rpm, e o torque atinge 1,45 kgf.m a 5.500 rpm.

Disponível nas versões ABS e CBS, a NXR 160 segue com rodas de 19 polegadas na dianteira e 17 na traseira, suspensão de curso elevado e freios a disco nas duas rodas. Na versão ABS, o sistema atua apenas na roda dianteira. Já o modelo CBS reparte a frenagem entre as duas rodas (30% dianteira / 70% traseira) ao acionar o pedal de freio.

Entre os equipamentos de série, destaque para o painel digital blackout com indicador de marchas, farol e lanterna em LED, tomada USB-C e bagageiro com alças integradas. O tanque metálico com protetores plásticos e o assento redesenhado seguem como elementos que agregam praticidade e conforto.

A Bros 160 teve uma importante renovação visual em 2024, e desde então já soma mais de 180 mil unidades produzidas em 12 meses. Com a chegada da linha 2026, a proposta da nova cor azul visa atrair um público que busca uma opção mais discreta e urbana, sem abrir mão da proposta aventureira.

As versões já têm chegada confirmada para a segunda quinzena de agosto em toda a rede de concessionárias Honda, com três anos de garantia, sem limite de quilometragem.

Preços sugeridos – linha NXR 160 Bros 2026 (base São Paulo):

  • Bros 160 CBS (azul ou vermelho): R$ 21.320
  • Bros 160 ABS (cinza ou vermelho): R$ 22.260

Foto principal | Honda/Divulgação

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Confira nosso primeiro contato como Honda HR-V Touring 2026:

Embate entre Anfavea e BYD resolvido, afinal, pelo governo

Embate entre Anfavea e BYD resolvido, afinal, pelo governo
Ilustração | ChattGPT

Governo Federal atende parcialmente pedido do importador chinês BYD sobre os incentivos para montagem local de carros em SKD e CKD

O desentendimento entre fabricantes associados à Anfavea e a BYD mostrou que o mercado brasileiro tem relevância e desperta choques de interesse. Em termos de produção, a OICA (Organização Internacionais dos Fabricantes de Autoveículos) apontou o Brasil como sétimo maior produtor mundial em 2024, com 2.549.595 automóveis e veículos comerciais. Na classificação por tamanho do mercado o País aparece em sexto (atrás de China, EUA, Japão, Índia e Alemanha): 2.634.904 unidades.

Portanto, não se devem estranhar os manifestos que pontuaram os dias anteriores à reunião do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), em 30 de julho. Anfavea começou por relembrar que o setor automobilístico gera 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos e representa um dos pilares da economia nacional. Teve impacto ainda maior a carta enviada ao presidente da República pelos presidentes de quatro fabricantes: Ciro Possobom, Volkswagen; Emanuele Cappellano, Stellantis; Evandro Maggio, Toyota e Santiago Chamorro, General Motors. 

“A possível aprovação de incentivos à importação de veículos semidesmontados (SKD) ou desmontados (CKD) impacta a competitividade da produção local e reduz o valor agregado nacional, além de ameaçar empregos, inovação e a engenharia brasileira.”

BYD respondeu com a deselegância de sempre: “Porque se os dinossauros estão gritando, é sinal de que o meteoro está funcionando”. A empresa deve entender bem de dinossauros porque em pleno Século XXI foi flagrada com empregados trazidos da China e tratados com métodos análogos à escravidão, conforme o Ministério Público do Trabalho da Bahia.

A Gecex-Camex acabou por deliberar uma solução intermediária, mas se não atendeu totalmente o pleito da Anfavea, chegou perto. Quanto à BYD, ela terá que se limitar a uma cota (US$ 463 milhões/R$ 2,55 bilhões), até janeiro de 2026, de isenção do Imposto de Importação para CKD e SKD. Híbridos e elétricos CKD passam a recolher imposto de importação de 35% a partir de janeiro de 2027, não mais em julho de 2028. Portanto, 18 meses antes.  

Incertezas sobre alternativas de propulsão

A Stellantis anunciou que desistiu do hidrogênio (H2) em substituição ao diesel em furgões de carga de porte grande e médio na Europa, como já acontecido com a Renault. As justificativas são óbvias: preço elevado, rede de abastecimento mínima, custos altos de desenvolvimento e desempenho baixo. Além disso, o H2 majoritariamente obtido de fontes fósseis não resolve a necessidade de desenvolver alternativas viáveis ao petróleo. 

Honda descontinuou o Clarity a hidrogênio em 2022, porém tem planos para 2027. Resta o sedã Toyota Mirai elétrico abastecido a hidrogênio, lançado em 2012. Comenta-se que o modelo talvez seja discretamente abandonado, em algum momento. A pilha a hidrogênio (fuel cell, em inglês) em alternativa à bateria dos elétricos enfrenta previsões duvidosas, apesar de BMW, Hyundai e a própria Toyota não terem desistido.

Mesmo veículos 100% elétricos ainda se sujeitam a incógnitas. A Ferrari, por exemplo, deve lançar seu primeiro modelo desse tipo em 2026. Já programava outra opção em 2028, todavia adiou frente às incertezas. Um relatório recente da agência BloombergNEF destaca que elétricos de alcance estendido (com motor-gerador a gasolina para recarregar a bateria), conhecidos pela sigla em inglês EREV, apresentam alta taxa de crescimento impulsionadas pelo gigantesco mercado chinês, principalmente em cidades afastadas dos grandes centros urbanos.

No entanto BYD e GWM rechaçam a solução EREV. Ambas declaram que não desenvolverão soluções desse tipo, preferindo focar em elétricos e híbridos plenos ou plugáveis na estratégia de transição. Contudo a Academia Chinesa de Engenharia tem outra visão para 2030: EREV e híbridos plugáveis representariam 55% do mercado interno, elétricos convencionais, 45% e carros com motor a combustão, só 15%.

Neste cenário chama atenção a japonesa Mazda. Bateu recorde de vendas nos EUA apenas oferecendo automóveis e SUVs com MCI. Abraçou a I.A. em seus projetos e ainda vai decidir, aparentemente sem pressa, quando partirá para o primeiro elétrico. Toyota e Honda também acabam de desenvolver motores a combustão mais eficientes que os atuais.

Já o chanceler (presidente, na prática) alemão Friedrich Merz critica um projeto da União Europeia que obrigaria locadoras e grandes empresas a comprarem só modelos elétricos, a partir de 2030. Para ele contribuiria para destruir a importante indústria automobilística do bloco europeu.

Geely estreia elétrico EX5 de pegada futurista

A Geely Auto, dona da Volvo, Polestar, Lotus e Zeekr (entre outras), segue estratégia típica de marcas chinesas: SUV elétrico de porte médio e preços competitivos para as duas versões: EX5 Pro, R$ 205.800 e EX5 Max, R$ 225.800. Marca está de volta ao Brasil depois de nove anos, agora em parceria com a Renault e outro patamar tecnológico. 

Seu estilo é discreto na traseira e visto de frente faz falta um pouco de audácia. As rodas de 18 ou 19 pol. têm desenho atraente. Dimensões próximas às de SUVs grandes: comprimento, 4.615 mm; entre-eixos, 2.750 mm; largura, 1.901 mm; altura, 1.670 mm. Porta-malas de 461 L, dentro da média do segmento; massa em ordem de marcha compatível com outros elétricos: 1.715 (Pro) e 1.765 kg (Max).

No interior, destaque para a grande tela multimídia de 15,4 pol. com conexão AppleCarPlay (AndroidAuto, só mais adiante). Versão de topo inclui projeção de dados no para-brisa (13,8 pol.), encostos dos bancos dianteiros podem inclinar completamente para trás e incluem massagem, ventilação, aquecimento e memória. O encosto bipartido do banco traseiro também é reclinável

Tração apenas na dianteira, motor com 218 cv e 32,6 kgf·m. Aceleração de 0 a 100 km/h em 7,1 s (Max) e 6,9 s (Pro, 50 kg mais leve). Bateria LFP de 60,2 kW·h suporta recarga rápida e pode fornecer energia para eletrodomésticos, outros veículos ou funcionar como gerador portátil. Alcance, padrão Inmetro (mais rigoroso para não surpreender ninguém), de 413 km (Pro) e 349 km (Max).

Em primeiro contato, de São Paulo ao Autódromo Capuava em Indaiatuba (SP), destacaram-se espaço interno, atmosfera a bordo e respostas imediatas e silêncio de rodagem (típicos de elétricos). Há quatro níveis de regeneração de energia. Suspensão oferece bom equilíbrio entre conforto e estabilidade, além de freios bem dimensionados.

O Geely EX5 vem com seis airbags e traz pacote de segurança ativa completo: alerta de colisão, assistente de faixa, controle de cruzeiro adaptativo e câmeras 360º, entre outros (13, no total).

Avaliação dinâmica: BMW M235 xDrive

Após apresentação estática nos boxes de Interlagos, a BMW levou para a pista de testes da Goodyear, em Americana (SP), para uma breve avaliação o sedã-cupê de quatro portas M235 xDrive. Não se trata de ambiente ideal: autódromo ou autoestradas e subida/descida de serras. Mas havia trechos de asfalto seco e molhado artificialmente.

No segundo caso, foi possível avaliar o comportamento em condições específicas no limiar da tração. O controle de tração do sistema XDrive funcionou muito bem. Manteve o carro no skid pad (círculo de derrapagem na pista molhada) sem sair do traçado, uma característica que só a eletrônica de bordo é capaz de garantir. Contudo, sempre há um limite e assim não dispensa atenção ao volante e ao acelerador para evitar abusos na utilização cotidiana.

O carro é bem projetado, agrada quem aprecia dirigir de forma esportiva (quando possível), acelera forte, freia impecavelmente e demonstra comportamento muito seguro em curvas. Tem motor transversal, de quatro cilindros, turbo, 2-L, 317 cv e 40,8 kgf·m, câmbio robotizado de sete marchas e dupla embreagem. Tração é integral e acelera de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 s. Diferencia-se pelas quatro saídas de escapamento e um defletor bem pronunciado na tampa do porta-malas.

Preço: R$ 479.950

Ilustração | ChatGPT

Stellantis cresce em produção e exportações no Brasil 

Jeep Compass Série S 2026 de frente na cor cinza
Foto | Jeep/Divulgação

Com mais de 403 mil veículos produzidos e quase 88 mil exportados, grupo reforça protagonismo industrial na América do Sul

A Stellantis ampliou no primeiro semestre de 2025 sua liderança em vendas e registrou números expressivos em produção e exportações no Brasil, consolidando sua estratégia de oferecer veículos com qualidade, inovação e segurança aos consumidores da região.

Entre janeiro e junho, foram produzidos 403.711 veículos em território nacional, crescimento de 18% sobre o mesmo período de 2024. O destaque foi o Polo Automotivo de Betim (MG), com 248.935 unidades fabricadas — avanço de 16% em relação ao ano anterior. Já em Goiana (PE), foram 119.131 veículos, alta de 12%, enquanto Porto Real (RJ) registrou um salto de 60%, alcançando 35.645 unidades produzidas no semestre.

Segundo Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis América do Sul e responsável global pela divisão Pro One, os resultados reforçam a força da engenharia e da operação local:

“Os avanços em produção e exportação reafirmam a competitividade dos nossos produtos e a excelência das operações industriais no Brasil. Nossos modelos são resultado de um processo contínuo de pesquisa e desenvolvimento local.”

Nas exportações, o desempenho foi ainda mais impressionante. A Stellantis embarcou 87.732 veículos produzidos no Brasil entre janeiro e junho, volume 93% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2024. Betim liderou em volume absoluto, com 43.357 unidades exportadas (+107%). Goiana exportou 28.656 veículos (+65%) e Porto Real cresceu 122%, somando 15.719 veículos.

O vice-presidente de Supply Chain da Stellantis para a América do Sul, Matias Merino, destaca o papel dos mercados vizinhos e do portfólio competitivo da companhia:

“O crescimento das exportações da Stellantis no Brasil é resultado de vários fatores positivos, entre eles o aquecimento da demanda na Argentina, um dos nossos principais mercados externos.”

Entre os produtos, a Fiat Strada se destacou como o veículo mais exportado pela Stellantis no primeiro semestre de 2025, com 20.180 unidades embarcadas, crescimento de 118% sobre 2024. O modelo é produzido em Betim (MG) e também lidera as vendas no mercado interno.

Em Goiana, o campeão de exportações foi o Jeep Compass, com 8.827 unidades enviadas para o exterior. Já o Citroën Aircross, feito em Porto Real (RJ), também teve bom desempenho, com 5.647 unidades exportadas, refletindo a boa aceitação da linha C-Cubed nos mercados latino-americanos.

Foto principal | Jeep/Divulgação

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Confira nosso primeiro contato com o Geely EX5 Pro:

Flagra dos leitores: Renault Boreal e os GWM Poer P30 e Haval H9

Foto | Adriel Ramires

Três novidades que estrearão no mercado brasileiro são flagrados em testes rodando no Paraná

O Renault Boreal e os GWM Poer P30 e Haval H9 já foram apresentados oficialmente por seus fabricantes. Mas os testes para seus lançamentos ainda estão ativos. A dupla chinesa fará sua estreia até setembro, já o SUV francês só estreará no último trimestre deste ano. Agradecemos ao Adriel Ramires pelas fotos do Boreal e pelo leitor que prefere não se identificar pelas imagens dos carros da GWM.

Renault Boreal

O Renault Boreal teve suas medidas e motorização revelados, mas a marca não especificou lista de equipamentos e suas versões. Nossa aposta é que ele será comercializado nas versões Evolution, Tecno e Iconic.

 O Renault Boreal tem 4,56 metros de comprimento, 1,84 m de largura, 2,70 m de distância de entre-eixos e 1,65 m de altura. O Boreal ainda tem um vão livre de 21,3 centímetros. Os ângulos ficam em 22° de entrada e 27° de saída. 

Já o porta-malas tem 522 litros de capacidade, figurando como um dos maiores de seu segmento. 

O Renault Boreal tem câmera panorâmica de 360°, oferecendo comodidade e segurança nas manobras. Radares de ultrassons perimétricos na frente, traseira e laterais, permitem que o SUV faça manobras de estacionamento sem ação do motorista no volante, enquanto o veículo gerencia sozinho as manobras de baliza ou de ré. Ele também poderá ser equipado com até 24 sistemas de segurança ADAs.

O Renault Boreal 2026 será equipado como motor 1.3 TCe Turbo Flex que entrega potências de 163 cv com etanol e 156 cv com gasolina, já o torque é de 27,5 kgfm com etanol e 25,5 kgfm com gasolina. Ele é ligado ao câmbio EDC, automatizado de dupla embreagem e seis marchas. Para ajudar na economia de combustível, há o sistema Start & Stop. 

GWM Poer P30

A GWM Poer P30 como é chamada versão diesel será equipada com o motor 2.4 Turbodiesel. Na China, o motor entrega 184 cv e torque na casa dos 50 kgfm. No entanto, a potência será maior no Brasil. A picape tem câmbio automático de nove marchas. 

Atualmente, o motor 2.4 Turbodiesel da Poer tem potência de 184 cv e torque na casa dos 50 kgfm. O câmbio será o automático ZF de nove marchas. A picape tem sistema de tração inteligente com três modos: 4×2, 4×4 High e 4×4 Low. Futuramente, a linha de picapes Poer ganhará no Brasil uma versão híbrida plug-in.

A Poer P30 apresenta medidas superiores a concorrentes dos segmentos, com 5.416 mm de comprimento, 1.947 mm de largura e 1.886 mm de altura, oferecendo ampla caçamba e uma cabine mais espaçosa que a média da categoria.

GWM Haval H9

O mesmo conjunto mecânico composto pelo motor 2.4 Turbodiesel será usado no SUV de sete lugares Haval H9 montagem sobre chassi. O Haval H9 tem 4.950 mm de comprimento, 1.976 mm de largura e 1.930 de altura. 

Diferentemente da versão apresentada na China, o Haval H9 não terá o estepe pendurado na tampa do porta-malas, ele ficará instalado sob o assoalho do porta-malas.

Entre os destaque da GWM Poer P30 e o GWM Haval H9 estão faróis em  Full-LED, bancos revestidos em couro e climatizados, tela central de 14,6 polegadas, câmera 360°, controle remoto via aplicativo, carregador de celular por indução de 50W e condução semiautônoma Nível 2+.

A marca também produzirá em sua fábrica de Iracemápolis todas as versões do Haval H6, vendidas atualmente como modelos importados. 

Foto principal | Adriel Ramires

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Honda faz recall para a NC 750X 2025 por falha em pneu

Honda NC 750X 2024
Foto | Honda/Divulgação

Unidades da moto afetadas pelo chamado são para as versões com câmbio manual e o automatizada DCT

A Honda realiza recall para 2.241 unidades da moto NC 750X MT e DCT 2025 para inspeção e, se necessário, a troca do pneu dianteiro. Os clientes já podem realizar o agendamento junto aos concessionários da marca, os atendimentos começam no dia 4 de agosto. 

Chassis da Honda NC 750X 2025 afetadas pelo recall

Confira os chassis e a data de fabricação das unidades envolvidas no chamado:

MODELOANOCHASSIS NÃO SEQUENCIAISDATA DE PRODUÇÃO
NC 750X MT2025De 9C2RC9100SR000151 a 9C2RC9100SR001650De 24/7/2024 a 17/3/2025
NC 750X DCT2025De 9C2RC9110SR000121 a 9C2RC9110SR000870De 2/8/2024 a 14/3/2025

De acordo com comunicado da Honda, algumas unidades podem estar equipadas com um pneu dianteiro com a durabilidade comprometida. A marca japonesa afirma que eles não apresentam risco imediato à segurança, mas caso o pneu seja utilizado além de sua indicação de desgaste TWI (Indicador de desgaste da banda de rodagem), deformações poderão surgir, provocando desconforto durante a pilotagem.

Os clientes podem realizar os agendamentos para o reparo pelo site www.honda.com.br/recall ou pela Central de Atendimento no 0800-701-3432 (de segunda a sexta-feira, das 08h às 17h – horário de Brasília).

Foto principal | Honda/Divulgação

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