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Sete de uma vez: Foton Motor amplia linha elétrica de comerciais no Brasil

Foton/Divulgação

Marca chinesa Foton apresenta vans e caminhões com foco em logística urbana e promete custos operacionais menores que modelos a diesel

A chinesa Foton Motor decidiu chegar com força total ao mercado brasileiro de veículos comerciais elétricos. Em vez de apresentar apenas um ou dois modelos, a fabricante lançou sete novidades de uma só vez em março, ampliando rapidamente sua presença no país com opções voltadas principalmente ao transporte urbano de cargas.

A nova gama inclui os modelos Foton eWonder (R$ 236 mil), eView Connect (R$ 260 mil), eView Grand (R$ 300 mil), eToano Pro (R$ 450 mil) e o caminhão eAumark, que terá versões de 6, 9 e 12 toneladas de PBT, com valores ainda não divulgados. Todos foram desenvolvidos para o transporte de mercadorias, mas atendem a diferentes categorias dentro do segmento de veículos comerciais.

Foton traz sete modelos de uma só vez ao mercado nacional

O foco principal da estratégia está nas operações chamadas de “last mile”, que envolvem entregas e serviços em trajetos curtos, geralmente dentro das cidades. Nesse cenário, os veículos elétricos podem oferecer vantagens relevantes. Segundo a marca, o custo por quilômetro rodado pode ser até 70% menor em comparação com modelos a diesel, além de proporcionar economia de até 55% no gasto com energia quando comparada ao combustível fóssil. A empresa também afirma que seus modelos têm custos competitivos de manutenção e operação dentro de cada categoria.

Entre os lançamentos, o eWonder é o modelo mais compacto. Trata-se de um pequeno caminhão elétrico vendido na configuração chassi, que pode receber diferentes implementos, como baú de carga, caçamba, ambulância ou até food truck. O veículo utiliza motor elétrico traseiro de cerca de 100 cv e 23 mkgf, com capacidade de carga próxima de 1.300 kg. Suas baterias de 42 kWh garantem autonomia de 189 km segundo o Inmetro, e podem recuperar cerca de 80% da carga em aproximadamente 1h10 em carregadores rápidos. Entre os equipamentos estão faróis de LED, central multimídia com Bluetooth, ar-condicionado, câmera de ré e vidros elétricos.

Já a van eView Connect aposta em um visual mais moderno e futurista e chega apenas na configuração furgão. Ela utiliza tração dianteira e motor elétrico de 170 cv, com torque imediato de cerca de 25 mkgf. O compartimento de carga oferece 7,2 m³ de volume e capacidade superior a 1.150 kg, com acesso por três portas. As baterias de 50,2 kWh garantem autonomia estimada de 245 km pelo ciclo europeu WLTP.

Acima dela está a eView Grand, furgão de porte semelhante ao de utilitários médios do mercado. O modelo pode ser configurado com teto baixo ou médio, oferecendo volumes de carga entre 6,8 e 7,9 m³ e capacidade de até 1.200 kg. Seu motor elétrico entrega 184 cv e 34 mkgf, enquanto as baterias de 77,3 kWh permitem autonomia de até 303 km no ciclo WLTP.

No topo da linha de vans está a eToano Pro, desenvolvida para disputar espaço com utilitários grandes elétricos. O modelo pode ter teto médio ou alto, com compartimento de carga de até 12,2 m³ e aproximadamente 1 tonelada de capacidade útil. O conjunto mecânico inclui motor traseiro de 176 cv e 34 mkgf, alimentado por baterias de 77,3 kWh, que proporcionam autonomia estimada de 252 km (WLTP). O pacote tecnológico inclui diversos recursos de segurança, como frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão frontal, assistente de permanência em faixa e piloto automático adaptativo.

Caminhão Foton eAumark não teve o preço divulgado

Fechando a linha está o eAumark, caminhão elétrico disponível nas configurações de 6, 9 e 12 toneladas de PBT. O modelo utiliza cabine curta e chassi tipo escada. A versão de 6 toneladas traz motor de 227 cv e 42 mkgf, com baterias de 100 kWh e capacidade de carga próxima de 3,3 toneladas. A opção de 9 toneladas transporta até 5,4 toneladas e usa motor de 177 cv e 56,7 mkgf. Já a variante de 12 toneladas pode levar cerca de 7,2 toneladas e recebe baterias maiores, de 162 kWh.

Todos os novos veículos elétricos da marca contam com garantia de três anos ou 100 mil quilômetros para o conjunto geral. A cobertura das baterias varia conforme o modelo e a geração tecnológica, podendo chegar a até oito anos ou 400 mil quilômetros em algumas versões.

Foto principal: Foton/Divulgação

Strada e Fiorino podem ser financiados em até 10 anos pelo BNDES Finame

Fiat Strada Endurance Cabine Plus 2024
Foto | Fiat/Divulgação -

Picape nas versões Endurance e Freedom e o furgão da Fiat entram no programa com prazos longos, juros competitivos e carência de até dois anos

A Fiat habilitou a Strada Cabine Plus nas versões Endurance e Freedom e o Fiorino Endurance no programa BNDES Finame. Com isso, empresas e profissionais podem adquirir os modelos com prazos estendidos de financiamento, taxas de juros reduzidas e carência de até dois anos para início do pagamento.

Tanto a picape quanto o furgão podem ser financiados pelo programa BNDES Finame BK Aquisição e Comercialização, voltado à compra de bens de capital produzidos no Brasil.

Taxas de financiamento

As empresas que desejarem financiar o Fiat Fiorino ou a Fiat Strada por meio do programa BNDES Finame poderão escolher entre diferentes modalidades de taxas: TFB, TFBD, TLP, Taxa LCD (*) e Taxa Fixa Composta ou Taxa Fixa Composta MPME.

A escolha depende do perfil da empresa, do prazo de financiamento e da estratégia financeira do comprador.

TFB

A Taxa Fixa do BNDES (TFB) é uma opção de juros oferecida em algumas linhas de crédito do banco. Nesse modelo, a taxa corresponde à parcela do custo financeiro da operação e permanece fixa até a quitação do financiamento.

Vale lembrar que a taxa final do financiamento ainda inclui as remunerações (spreads) do BNDES e do agente financeiro credenciado responsável pela operação.

A TFB pode ser utilizada por empresas de todos os portes que realizem operações indiretas automáticas por intermédio de instituições financeiras credenciadas ao BNDES.

Essa taxa é aplicada em produtos como:

BNDES Finame, destinado à aquisição de máquinas, equipamentos, ônibus e caminhões

BNDES Automático, voltado ao financiamento de projetos de investimento, capital de giro e inovação, além do crédito caminhoneiro

A TFB aplicada em cada operação respeita os prazos de pagamento e carência definidos em contrato, com limite de até 120 meses de financiamento e 12 meses de carência.

A taxa TFB.120.90 varia diariamente. Na cotação atualizada desta segunda-feira (16), o índice anual para financiamentos em 120 meses é de 16,40% ao ano.

TFBD

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também disponibiliza a chamada Taxa Fixa BNDES em Dólar (TFBD), aplicada a determinadas linhas de crédito conforme definição periódica da diretoria da instituição.

Nesse modelo, o financiamento utiliza recursos captados pelo banco em moeda estrangeira. A taxa corresponde ao custo médio projetado dessas captações externas realizadas pelo BNDES.

No cálculo são considerados diversos componentes, entre eles:

  • juros e encargos das captações externas
  • Imposto de Renda incidente sobre remessas a credores internacionais
  • custos de proteção cambial

O BNDES também estabelece que operações de crédito com prazo superior a dez anos só podem receber apoio mediante consulta prévia à instituição.

Nas operações contratadas na modalidade de apoio direto, os financiamentos são formalizados em reais, mas com atualização pela variação do dólar norte-americano.

Além disso, incidem encargos financeiros compostos pela soma de:

Taxa Fixa

  • remuneração básica do BNDES
  • taxa de risco de crédito

A taxa fixa é aplicada a cada parcela liberada do financiamento, considerando o prazo médio de amortização definido no momento da liberação dos recursos.

Na cotação desta segunda-feira (16), a taxa anual para financiamentos em 120 meses é de 4,91% ao ano.

TLP

A taxa final dos contratos do BNDES também pode ser composta pela Taxa de Longo Prazo (TLP), acrescida das remunerações do banco e do agente financeiro credenciado — no caso das operações indiretas — além da taxa de risco de crédito.

A TLP não é diretamente comparável à taxa Selic, pois a taxa básica de juros da economia tem variação diária ao longo de todo o período de financiamento.

Por isso, a comparação mais adequada é feita com as taxas reais de mercado dos títulos públicos de prazo semelhante aos financiamentos do BNDES.

Outro mecanismo relevante é o chamado TLP CAP. Ao longo do contrato, a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — parcela variável da TLP — é capitalizada e incorporada ao saldo principal da dívida.

O objetivo é proporcionar maior estabilidade ao fluxo de caixa das parcelas pagas pelo tomador do financiamento.

O BNDES também disponibiliza uma planilha de simulação para estimar os valores das parcelas ao longo do contrato. No entanto, como a ferramenta utiliza uma projeção única de inflação, os valores finais podem variar em relação ao cálculo real, já que o IPCA é atualizado mensalmente.

Em março, a taxa TLP é de 7,72% ao ano, acrescida da variação do IPCA.

Taxa do BNDES

Além do custo financeiro, as operações incluem a remuneração básica do BNDES.

Atualmente, a taxa anual do banco é de:

  • 0,95% ao ano para estados das regiões Norte e Nordeste
  • 1,25% ao ano para as demais regiões do Brasil

Também há a taxa do agente financeiro, que deve ser negociada diretamente entre o cliente e a instituição responsável pelo financiamento.

Prazos e condições

As empresas podem financiar até 100% do valor do veículo, desde que se enquadrem nas categorias de micro, pequenas, médias ou grandes empresas, além do setor público.

O prazo total do financiamento pode chegar a 10 anos, com carência de até dois anos para início do pagamento.

Nos financiamentos com TFB, a carência é limitada a 12 meses.

Já nas operações com Taxa LCD, o prazo total não pode ultrapassar 120 meses, com carência máxima de 24 meses.

Foto principal | Fiat/Divulgação

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Confira nossa avaliação com o Leapmotor C10 Reev:

Leapmotor lança atendimento com IA no WhatsApp para orientar clientes no Brasil

Rodrigo Tavares/Autos Segredos

IA generativa ajuda consumidores da Leapmotor a conhecer veículos, esclarecer dúvidas e marcar test drives sem sair do app

A Leapmotor, fabricante de carros eletrificados do grupo Stellantis, passou a adotar no Brasil um recurso inédito para atender consumidores interessados em seus veículos. A empresa implementou um sistema de inteligência artificial generativa integrado ao WhatsApp, transformando o aplicativo de mensagens em um canal direto para orientar o público durante o processo de compra.

A solução entrou em funcionamento em março de 2026 e atua como um assistente digital que conversa com os usuários em linguagem natural. A partir do chat, o cliente pode esclarecer dúvidas, conhecer detalhes dos modelos da marca e até marcar um test drive sem sair do aplicativo. O atendimento é automatizado e funciona continuamente, durante 24 horas por dia.

Leapmotor/Divulgação

Além de responder perguntas gerais, o sistema fornece dados completos sobre os veículos, como especificações técnicas, valores, autonomia das baterias, localização de pontos de recarga e alternativas de financiamento. A ideia é simplificar o contato inicial com a marca e tornar a jornada de compra mais rápida e prática, por exemplo. O serviço tem acesso pelo aplicativo Leap+ ou pelo número oficial da montadora no WhatsApp.

A ferramenta atende aos modelos comercializados pela marca no país desde a chegada da empresa ao mercado brasileiro, em novembro de 2025. Atualmente, a linha local inclui o SUV Leapmotor C10, disponível nas versões totalmente elétrica (BEV) e ultra-híbrida de autonomia estendida (REEV), além do Leapmotor B10, oferecido exclusivamente com propulsão elétrica. Já o Leapmotor T03, citado em comunicações iniciais da empresa, não integra o portfólio vendido no Brasil.

Foto principal: Rodrigo Tavares/Autos Segredos

BYD anuncia centro de testes de R$ 300 milhões no Rio de Janeiro

BYD anuncia centro de testes de R$ 300 milhões no Rio de Janeiro
Foto | BYD/Divulgação - BYD anuncia centro de testes de R$ 300 milhões no Rio de Janeiro

Instalação será construída no Aeroporto do Galeão e funcionará como plataforma de testes, experiência e pesquisa e desenvolvimento da marca chinesa no país

A chinesa BYD anunciou um novo investimento no Brasil e escolheu o Rio de Janeiro como base para instalar seu primeiro Centro de Testes e Avaliação Automotiva no país. O projeto prevê um aporte de R$ 300 milhões e a criação de uma plataforma de experiência e pesquisa e desenvolvimento (P&D) voltada à validação de veículos e tecnologias da marca.

O complexo será construído na área do Aeroporto Internacional do Galeão, também conhecido como Aeroporto Antônio Carlos Jobim, na Ilha do Governador. O espaço terá 183.861 m² e funcionará como um hub estratégico para testes, demonstrações tecnológicas e desenvolvimento de soluções voltadas ao mercado brasileiro e latino-americano.

A iniciativa reforça o peso do Brasil dentro da estratégia global da empresa. Atualmente, o país já é o maior mercado da BYD fora da China, o que tem impulsionado a ampliação dos investimentos da fabricante no território nacional.

Estrutura para testes e validação de veículos

Inspirado em centros semelhantes que a companhia mantém na China, como o de Zhengzhou, o novo complexo brasileiro contará com uma infraestrutura completa para validação de veículos em condições reais de uso.

Entre as estruturas previstas estão:

  • pistas para testes de velocidade e potência
  • áreas de durabilidade e resistência
  • circuitos para avaliação de performance dinâmica
  • pista off-road para diferentes tipos de terreno
  • espaço para testes tecnológicos, incluindo simulações específicas de uso

Uma das atrações previstas será a piscina para testes de flutuação do SUV Yangwang U8, modelo que ganhou destaque internacional por sua capacidade de se mover na água em situações emergenciais.

Evento contou com autoridades

O anúncio do projeto contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia realizada no Terceiro Comando Aéreo Regional do Rio de Janeiro.

Também participaram do evento o prefeito do Rio, Eduardo Paes, além de executivos da montadora.

“É uma alegria ver a BYD ampliando seus investimentos no Brasil e agora também no Rio de Janeiro. Nosso compromisso é continuar criando um ambiente favorável para atrair empresas, com segurança jurídica e um ambiente econômico que permita novos investimentos. A chegada desse projeto de pesquisa e desenvolvimento mostra a confiança da BYD no potencial do país e no papel do Rio como centro de inovação”, afirmou o prefeito.

Brasil ganha peso na estratégia global da BYD

Executivos da empresa destacaram que o novo centro permitirá gerar dados em condições tropicais, algo considerado essencial para adaptar tecnologias ao mercado brasileiro.

Segundo Stella Li, vice-presidente executiva global da BYD, o investimento representa uma nova etapa na presença da marca no país.

“A BYD vive hoje um momento muito especial no Brasil. Temos visto um crescimento consistente da nossa marca e uma conexão cada vez mais forte dos brasileiros com os nossos veículos. Esse novo centro P&D no Rio de Janeiro representa mais um passo importante nessa trajetória e reforça o papel estratégico que o Brasil passou a ocupar para nós e para o futuro da mobilidade elétrica”, afirmou.

O espaço também deverá concentrar pesquisas relacionadas a tecnologias de direção autônoma e novas soluções de mobilidade elétrica.

Inauguração prevista para 2028

As obras do novo complexo devem começar no fim de 2026, com inauguração prevista para 2028.

Para a empresa, o centro no Rio de Janeiro deverá se tornar uma base de desenvolvimento importante para a América Latina, reforçando a estratégia da montadora de ampliar sua presença regional.

“O Brasil assumiu um papel de enorme relevância na estratégia global da BYD e hoje é o maior mercado da companhia fora da China. O novo Centro de Testes e Avaliação marca uma nova fase da nossa atuação local, com mais capacidade de desenvolver soluções conectadas à realidade da região”, destacou Tyler Li.

Com o novo investimento, a BYD amplia sua presença no país em um momento de forte crescimento da marca, que vem expandindo rapidamente sua linha de veículos eletrificados e sua rede de concessionárias no mercado brasileiro.

Foto principal | BYD/Divulgação

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Confira como será o visual da nova geração do Fiat Fastback 2028:

Fiat Toro e Ducato passam por recall por falha em tubo de combustível

Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Unidades da picape média compacta afetadas pela convocação são ano modelo 2025 e 2026 e da van são ano 2026

A Fiat faz convocação de recall para Toro ano modelo 2025 e 2026 e para o Ducato 2026 para verificação e, se necessário, a substituição do tubo de retorno de combustível. O atendimento começará no dia 16 de março.

Chassis da Fiat Toro e do Ducato afetadas pelo recall do tubo de combustível:

CARROMODELOCHASSIS NÃO SEQUENCIAIS
Toro2025 e 2026SKG44816 a TKG48533
Ducato2026TMB46363 a TMB73806

Falha

De acordo com comunicado oficial da Fiat, foi identificada a possibilidade de falha na conexão da tubulação de retorno de combustível (Diesel), que poderá em casos extremos ocasionar vazamento. 

Nas unidades em que a falha ocorrer, o combustível pode entrar em contato com as partes quentes do motor podendo causar um princípio de incêndio, potencializando a ocorrência de danos materiais, físicos graves ou, até mesmo, fatais aos ocupantes do veículo e/ou a terceiros.

Reparo

A Fiat informa que o tempo de reparo é de duas horas, podendo variar de acordo com o fluxo das concessionárias. Para consultar os chassis envolvidos no recall, os donos da Fiat Toro e da Ducato devem acessar o site www.fiat.com.br ou contatar a Central de Serviços ao Cliente Fiat pelo WhatsApp (31) 2123 6000 ou pelo telefone 0800 707 1000.

Foto principal | Fiat/Divulgação

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Confira nossa avaliação com o Leapmotor C10 Reev:

Flagra: Jeep Commander 2027 segue em testes do sistema híbrido de 48 Volts

Foto | Eduardo Rodrigues/AutoPapo

SUV terá sistema híbrido associado ao motor 1.3 Turbo Flex 270 e câmbio automático de seis marchas

Nas próximas semanas a Jeep lançará o Renegade 2027 com sistema híbrido leve de 48 Volts, mas na sequência, o Commander 2027 também contará com a tecnologia. Nosso amigo Eduardo Rodrigues, do AutoPapo, flagrou um protótipo do SUV em testes comparativos com o SUV na versão Turbo 270.

Conforme antecipamos em 13 de janeiro, o SUV terá o sistema de 48 Volts em três versões de acabamento: Longitude HybridLimited Hybrid e Overland Hybrid.

Apesar da camuflagem, o Jeep Commander 2027 não terá mudanças visuais, o disfarce acaba sendo uma marcação para evitar furtos/assaltos.

Como antecipamos em setembro do ano passado, a Stellantis optou por manter o câmbio automático de seis marchas da Aisin, em vez de usar o sistema E-DCT. A estreia, entretanto, deve ocorrer somente no começo do segundo semestre.

O motor elétrico adicional entrega 28 cv de potência e 5,6 kgfm de torque. O sistema MHEV de 48 Volts, no entanto, pode atuar de duas formas distintas: reforçando potência e torque nos modelos Jeep Commander 2027, ou priorizando a redução no consumo de combustível. Seguindo a nomenclatura adotada no sistema de 12 Volts, a solução de 48 Volts deverá receber a denominação T270 Hybrid.

Para alimentar o conjunto, a bateria de 48 Volts tem capacidade de 0,9 kWh e é carregada tanto pelo motor térmico quanto pelo elétrico. Assim como ocorre nos sistemas de 12 Volts dos Pulse e Fastback, a bateria fica posicionada sob o banco do motorista. A operação entre os modos térmico, elétrico ou híbrido é gerenciada por um sistema eletrônico, que atua de forma automática para maximizar a eficiência energética e a economia de combustível, por exemplo.

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Stellantis aposta na economia circular e dá nova vida a veículos e motores:

Wayve, Uber e Nissan anunciam intenção de desenvolver robotáxis

Novo Nissan Leaf robotáxi
Foto | Nissan/Divulgação

Empresas querem implementar projeto piloto em Tóquio até o fim deste ano

A saga dos robotáxis ganhou um novo capítulo, as empresas Wayve, Uber e Nissan anunciaram a assinatura de um memorando de entendimento para colaborar no desenvolvimento e iniciar as atividades para a implantação de serviços de táxis autônomos. 

Em comunicado oficial, as empresas afirmam a implantação piloto em Tóquio ocorrerá até o final de 2026, introduzindo o Nissan LEAF alimentado pelo Wayve AI Driver, que estará disponível para os passageiros através do aplicativo da Uber.

É a primeira parceria de veículos autônomos da Uber no Japão e o próximo marco no lançamento global de robotáxis da Wayve e da Uber, que inclui serviços planejados para mais de dez cidades em todo o mundo, incluindo Londres.

De acordo com as empresa, a parceria tem como objetivo integrar o sistema de direção autônoma por IA de ponta a ponta da Wayve no veículo base da Nissan, que pode acomodar o Wayve AI Driver e se conectar à plataforma de viagens da Uber, unindo os robotáxis às pessoas que buscam transporte. 

Na fase inicial, os carros atuarão na rede da Uber com um operador de segurança treinado dentro do carro, permitindo que os passageiros experimentem um serviço de robotáxi como parte de suas viagens cotidianas. A Wayve, a Uber e a Nissan têm como objetivo implantar seu serviço de robotáxis seguro, confiável e de última geração em Tóquio, um dos mercados mais desafiadores do mundo com seus padrões de tráfego intenso, traçados complexos de vias e altos padrões de segurança.

O Wayve AI Driver foi projetado para aprender com dados do mundo real e aplicar esse conhecimento (generalizar) em novas estradas e cidades sem o uso de mapas em alta definição (HD). Isso permite uma rápida expansão para os mercados globais e apoiar a implantação em ambientes urbanos dinâmicos como Tóquio.

Foto principal | Nissan/Divulgação

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Confira nosso primeiro contato com a Ford Ranger Chassi Cabine:

Nissan cria assistente com IA no WhatsApp para tirar dúvidas do novo Kicks

Foto | Nissan/Divulgação

Recurso digital responde dúvidas sobre o SUV da Nissan diretamente pelo WhatsApp

A Nissan apresentou uma nova solução digital para facilitar a vida dos donos do SUV Kicks. A marca passou a oferecer um assistente virtual baseado em inteligência artificial, integrado ao WhatsApp, que ajuda os motoristas a consultar informações do manual do veículo de maneira rápida e prática.

Com a novidade, os proprietários do SUV não precisam mais recorrer ao manual impresso para esclarecer dúvidas. A ferramenta responde perguntas sobre funções do carro, funcionamento de sistemas e características do modelo diretamente no celular.

O diferencial do sistema está na forma de interação. A tecnologia consegue interpretar mensagens de texto, áudios e até imagens, tornando o atendimento mais intuitivo. Assim, caso uma luz de advertência apareça no painel, por exemplo, o motorista pode simplesmente tirar uma foto do alerta e enviá-la para receber uma explicação imediata sobre o significado do aviso.

Como utilizar o assistente do Nissan Kicks

Nissan/Divulgação

Para acessar o recurso, basta iniciar uma conversa com o canal oficial da Nissan no WhatsApp. Dentro do menu principal, o usuário deve entrar na seção “Meu Nissan” ou “Modelos”, selecionar “Novo Nissan Kicks” e escolher a opção referente ao manual do proprietário.

Depois disso, o motorista pode enviar sua dúvida digitando uma mensagem, gravando um áudio ou compartilhando uma imagem relacionada ao carro. Em poucos segundos, a inteligência artificial analisa o conteúdo e responde com base nas informações oficiais do manual do veículo.

Marca promove “Teste de Fidelidade” com seus SUVs

Nissan apresentou na última quarta-feira (11) a campanha “Teste de Fidelidade”, uma ação promocional que incentiva consumidores a realizarem um test drive comparativo com utilitários esportivos da marca. A iniciativa prevê o pagamento de até R$ 700 para quem concluir todas as etapas da avaliação.

Válida até 4 de abril, a campanha permite experimentar os SUVs Nissan Kicks e Nissan Kait em concessionárias participantes. O funcionamento é simples: o interessado se cadastra, realiza o test drive em um dos modelos e, depois da experiência ao volante, responde a um questionário detalhado com suas impressões sobre itens como conforto, desempenho, tecnologia e comportamento dinâmico.

Nissan/Divulgação

Caso o participante finalize a avaliação e, ainda assim, decida comprar um SUV de outra marca durante o período da promoção, a montadora paga R$ 500 como recompensa pela participação. A expectativa da fabricante japonesa é que, após experimentar o Kicks ou o Kait em uma concessionária autorizada, muitos consumidores reconheçam os diferenciais dos modelos.

A campanha também contempla quem já possui um veículo da marca. Proprietários de carros da Nissan que visitarem uma concessionária para trocar seu automóvel por um Kicks ou Kait poderão receber um cartão virtual pré-pago de R$ 700.

Foto principal: Nissan/Divulgação

Proposta prevê CNH mais barata para idosos, PCDs e inscritos no CadÚnico

Motoristas com CNH vencida em 1° de janeiro de 2023 devem renovar sua habilitação em 30 dias. Novo prazo será válido para todas as renovações
Foto | Reprodução/Contran - A CNH tem validade de 10 anos para condutores com menos de 50 anos

Medida pretende reduzir o custo da habilitação para idosos, pessoas com deficiência e população de baixa renda

Uma proposta que pretende reduzir os custos da habilitação para parte da população avançou no Congresso Nacional do Brasil. O texto foi aprovado na última sexta-feira (13) pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e prevê abatimentos nas taxas de emissão e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O projeto em análise é o Projeto de Lei 2635/2024, que estabelece condições especiais para determinados grupos de motoristas. Caso seja transformado em lei, o desconto poderá ser aplicado para pessoas com deficiência (PCD), idosos e também para cidadãos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

Um dos principais pontos levantados pelos autores da proposta envolve a situação dos condutores mais velhos. Pelas regras atuais do Código de Trânsito Brasileiro, motoristas com idade entre 50 e 69 anos precisam renovar o documento a cada cinco anos, enquanto aqueles com 70 anos ou mais devem fazer o processo a cada três anos. Apesar da frequência maior, as taxas cobradas são equivalentes às pagas por quem renova a habilitação apenas a cada dez anos.

Por esse motivo, defensores do projeto argumentam que o benefício ajudaria a tornar o sistema mais equilibrado, reduzindo o custo acumulado para quem precisa renovar o documento com maior frequência.

No caso das pessoas com deficiência, o desconto é visto como uma medida de incentivo à mobilidade e autonomia. Já para famílias de baixa renda, a proposta busca tornar o acesso à habilitação menos oneroso e, consequentemente, diminuir o número de motoristas que circulam sem o documento regularizado.

Próximas etapas da proposta da CNH

Depois da aprovação inicial, o texto ainda terá de passar por outras fases dentro da Câmara. Entre elas estão as análises da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se receber parecer favorável nesses colegiados, o projeto seguirá para votação no plenário da Câmara. Caso seja aprovado pelos deputados, o texto será enviado ao Senado Federal do Brasil, onde também passará por comissões e votação em plenário. Somente depois disso a proposta poderá seguir para sanção ou veto do presidente da República.

Foto principal: Contran/Reprodução

Nova picape Tukan aumentará competitividade da Volkswagen

VW/Divulgação

Colunista Fernando Calmon comenta em sua coluna o lançamento da Volkswagen Tukan e também da chegada da Ford Ranger Cabine Simples e Chassi Cabine

Coluna do Fernando Calmon

A informação chega em conta-gotas. De acordo com a fabricante alemã, trata-se do primeiro modelo híbrido flex básico produzido no Brasil com a marca VW. Contudo, nada adiantou se utilizará bateria de 12 V ou 48 V. Muito menos o porte da picape, embora tenha confirmado que o índice de conteúdo local será de 76%. Chegará às concessionárias apenas em 2027 e tudo indica no primeiro trimestre. Lançamento está previsto para o último trimestre deste ano. Terá a companhia da nova Amarok produzida na Argentina. Tukan, fabricada em São José dos Pinhais (PR), trará de volta o amarelo que esteve na paleta de cores de vários produtos da marca desde o Fusca, na década de 1970.

Claro, que isso provoca investigações, especulações e já se sabe pelo menos o seu porte, pois terá a mesma arquitetura do T-Cross. Haverá versão de entrada, cabine simples, voltado ao uso comercial preponderante, sucessora da Saveiro e suspensão traseira por molas semielípticas, como a Strada (ainda desconhecido o tipo de mola, se em feixe ou parabólica). Tukan também terá cabine dupla e tamanho muito próximo (algumas fontes informam dimensões praticamente iguais) da Toro, inclusive com molas helicoidais na suspensão traseira. Neste porte outras concorrentes seriam Maverick, Rampage e futura Niagara, da Renault. Montana é menor na distância entre eixos, apesar de volume razoável na caçamba.

Tukan será um produto inteiramente desenvolvido pela engenharia brasileira da marca de Wolfsburg. Versões de topo receberão rodas de liga leve, no mínimo de aro de 18 pol. e interior com materiais de melhor aspecto. Além do conhecido três-cilindros, turbo de 1 L e 128 cv com etanol, caberá aos modelos de maior preço a estreia do híbrido flex de quatro-cilindros, turbo, 1,4 L e provável potência maior que os atuais 150 cv (etanol) com bateria de 48 V. Consumo de combustível menor está garantido. Distância entre eixos deverá chegar, segundo especulações, aos três metros, ou seja, apenas 1 cm superior à Toro.

Queda de exportações afeta produção no bimestre

Embora o mercado interno de veículos leves e pesados tenha registrado, no mês passado, a segunda melhor média diária de vendas dos últimos 10 anos, a produção nos dois primeiros meses de 2026 recuou 8,9% para 368.000 unidades. Este resultado foi reflexo da queda de 28% nas exportações, especialmente para a Argentina.

Vendas no primeiro bimestre (nacionais e importados) tiveram leve recuo de 0,1%. Nível de estoques na soma dos pátios de fabricantes e concessionárias de todo o Brasil caiu de 57 dias em janeiro para 50 dias em fevereiro, um pouco acima do considerado normal. Nas estatísticas da Anfavea, os estoques de produtos nacionais no mês passado eram de apenas 26 dias e os importados representavam 182 dias de vendas.

Por trás destes 182 dias muito acima do razoável, está a estratégia da BYD que importou milhares de carros a fim de aproveitar a janela de imposto de importação (I.I.) mais baixo para incentivar a comercialização de elétricos e híbridos. Nenhum outro importador pôde bancar financeiramente esta ação clara de dumping (tática comercial desleal). A partir de julho próximo, o I.I. subirá para a alíquota histórica de 35%, mas a marca chinesa ainda terá milhares de modelos estocados com alíquotas menores.

Igor Calvet, presidente da Anfavea, chamou atenção para possíveis impactos logísticos e econômicos (leia-se preço do petróleo) como reflexo da guerra (mais uma…) no Oriente Médio. “São desafios para manter crescimento de produção, vendas e exportações observados nos últimos anos”, acrescentou. A comercialização tem subido de forma muito discreta e ainda está longe do recorde de 2013, quando se venderam 3,767 milhões de unidades com incentivos fiscais, deve-se ressaltar. Para 2026 o crescimento previsto é de apenas 2,7% para 2,762 milhões de veículos leves e pesados ou 26,7% e um milhão de unidades abaixo do recorde de 13 anos atrás.

Distribuição das vendas de automóveis e comerciais leves no primeiro bimestre de 2026 (%): gasolina, 3,6; híbrido, 6,5; híbrido plugável, 4,8; diesel, 10,5; flex, 69,6; elétricos, 5. Elétricos representam apenas 5% das vendas totais, um nicho portanto. De fato, ainda muito longe dos comentários exageradamente otimistas. Haverá crescimento, porém em ritmo difícil de prever. Badalação excessiva não vai melhorar este cenário.

GAC Hyptec HT: grande, porém bem ágil

Imponência do SUV elétrico grande, topo de linha, da chinesa GAC chama logo a atenção. Mais ainda as portas traseiras elétricas no estilo asa-de-gaivota, um opcional que custa R$ 50.000. Estas permitem os passageiros entrar e sair em vagas tão apertadas que nem o motorista e seu eventual acompanhante conseguem. Isso se dá pela largura do veículo, de quase dois metros.

O interior espaçoso, inclusive para os três passageiros do banco de trás, é um dos destaques. Motorista e seu acompanhante dispõem de ajustes elétricos nos bancos. Central multimídia de 14,6 pol. só permite integração com Apple CarPlay, mas em breve também Android Auto. Regulagem dos espelhos externos exige comando pela tela e dois botões no aro central do volante, nada prático.

Dimensões (mm): comprimento, 4.395; entre-eixos, 2.935; largura, 1.920; altura, 1.700; Volumes (L): porta-malas, 432; Massa: 2.140 kg. Motor traseiro, 245 cv; 31,5 kgf·m; Alcance (padrão Inmetro, km): 362.

Essas referências, ao longo da avaliação em cidade e estrada, mostraram que o desempenho, apesar da massa muito elevada (mais de duas toneladas), ainda proporciona agilidade que chega a surpreender. Ultrapassagens rápidas em estradas e respostas ao acelerador bastante diretas em ambientes urbanos passam confiança. Incomoda, na mudança de faixa, uma certa resistência da direção mesmo ao ligar a seta.

Com carga máxima, no entanto, é preciso diminuir o entusiasmo. Em rodovias de pista única, por exemplo, deve-se ficar ainda mais atento nas ultrapassagens. Agilidade precisa ser relativizada porque se torna comum a sensação de superioridade. Também há seguidos avisos (em inglês) de que carros adentram na estrada pela pista direita.

Preço: R$ 359.990.

Ranger XL foca em picapes de trabalho

Proposta é cobrir todas as opções: cabine simples, chassi-cabine e cabine dupla, além de câmbio manual ou automático de seis marchas. Motor turbodiesel 2-L, quatro cilindros, 170 cv e 41,3 kgf·m, calibrado para entregar força em rotações mais baixas e trabalho pesado, além de menor custo operacional. Consumo médio de 10,7 km/l (padrão Inmetro) e tanque de 80 litros. Assim, a Ranger XL pode superar 860 km de alcance.

A Ford passa a disputar com mais força segmento que representa fatia importante das picapes médias de trabalho. Capacidade de carga de 1.223 kg, na versão manual, a 1.170 kg, na automática. Além de versatilidade, a exemplo de ambulância ou baú. Chassi recebeu longarinas e travessas de aço especial, 30% mais resistente a torções em comparação à geração anterior. Suspensões também aprimoradas, de maior curso e amortecedores externos à longarina. Solução rara no segmento, a fim de melhorar estabilidade e comportamento dinâmico.

Oferece sete airbags, assistente de partida em rampas, controle automático em descidas, limitador de velocidade, direção de assistência elétrica ativa, controles automáticos de velocidade e estabilidade, central multimídia de 10 pol., conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, ajustes de altura e profundidade do volante e faróis de acendimento automático.

Preços: R$ 248.600 a R$ 282.600.

Foto principal | Volkswagen/Divulgação

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