Marca sobe no ranking nacional e consolida maior participação de mercado dos últimos oito anos
A CAOA Chery encerrou outubro em ritmo acelerado e com novos recordes históricos no mercado automotivo brasileiro. Foram mais de 7.600 unidades produzidas e 8.083 veículos emplacados no mês. No segmento de varejo — foco principal da marca — a participação chegou a 7,66%, o que garantiu à fabricante a 6ª posição no ranking mensal, uma colocação acima do mês anterior.
No acumulado de janeiro a outubro de 2025, a CAOA Chery soma 57.175 unidades vendidas, o equivalente a 94% do volume total de 2024 (60.835 veículos). A marca alcançou market share geral de 4,19% em outubro (varejo + vendas diretas) e 3,56% no acumulado do ano, um crescimento expressivo de 33% em relação ao desempenho de 2024.
Os números refletem uma estratégia de expansão sustentada por um portfólio tecnológico e competitivo, com forte adaptação ao perfil do consumidor brasileiro. A marca também tem apostado em tecnologias eletrificadas acessíveis e em uma rede de concessionárias em constante evolução.
O destaque do mês ficou por conta do CAOA Day, evento realizado em 18 de outubro, quando a fabricante superou a marca de 3 mil veículos vendidos em um único dia, consolidando a ação como o maior evento de varejo automotivo do país. A mobilização envolveu cerca de 400 pontos de atendimento em todo o Brasil, com condições exclusivas e atendimento premium.
Com crescimento industrial e comercial consistente, a CAOA Chery mantém sua trajetória ascendente e se firma como uma das montadoras que mais crescem no Brasil em 2025.
Marca italiana amplia vantagem e fecha o mês com mais de 50 mil unidades vendidas; Strada e Argo seguem entre os veículos mais emplacados do país
A Fiat segue firme na liderança do mercado automotivo brasileiro. Em outubro, a marca registrou 50.651 unidades emplacadas, superando a segunda colocada por 8.600 veículos. O destaque do mês foi novamente a Strada, que liderou o ranking geral — entre carros e picapes — com 14.040 unidades comercializadas, o melhor desempenho de 2025 até agora.
Outro modelo da marca que se destacou foi o Argo, terceiro veículo mais vendido do mês com 9.981 unidades e 4% de participação de mercado. No segmento de hatches de entrada (A-Hatch), o Mobi manteve a liderança com 6.279 unidades.
Entre as picapes, a Fiat domina todas as frentes: além da Strada (B-Picape), a Toro garantiu a liderança na categoria C-Picape, com 5.915 unidades vendidas. Já nas vans, a marca segue à frente com a Fiorino (1.952 unidades e 66,5% do segmento) e o Scudo (471 unidades e 34,6% de market share).
No mercado de SUVs híbridos, o desempenho também foi expressivo. Somando Pulse e Fastback, a Fiat registrou 3.938 unidades vendidas e 22,7% de participação no segmento.
Desempenho acumulado de 2025
No acumulado entre janeiro e outubro, a Fiat mantém a liderança absoluta com 435.293 unidades vendidas, abrindo mais de 85 mil unidades de vantagem sobre a segunda colocada. Três modelos da marca estão entre os dez mais vendidos do ano: Strada (1º, 115.346 unidades), Argo (3º, 83.994) e Mobi (8º, 59.393).
Nos SUVs híbridos, a Fiat também lidera o acumulado anual, com 26,7% de participação e 36.197 unidades emplacadas de Pulse e Fastback.
Marca mantém liderança no segmento de híbridos e cresce 34% no acumulado do ano, superando o ritmo do mercado nacional
A GWM Brasil registrou em outubro o melhor resultado desde sua chegada ao país, com 5.228 veículos vendidos, alcançando o quarto recorde mensal consecutivo de 2025. Foi a primeira vez que a marca ultrapassou a marca de 5 mil unidades comercializadas em um único mês, reforçando a confiança do público e o crescimento consistente da empresa no mercado brasileiro.
O desempenho foi impulsionado pelo Haval H6, que somou 3.374 unidades emplacadas e se manteve como o modelo híbrido mais vendido do Brasil. Com isso, a GWM consolidou a liderança no segmento de híbridos, ampliando sua presença em diferentes categorias.
De janeiro a outubro, a montadora registrou crescimento de 34% nas vendas em comparação com o mesmo período de 2024, enquanto o mercado automotivo nacional avançou apenas 1%. O resultado reflete o portfólio competitivo, os lançamentos recentes e a expansão da rede de concessionárias da marca.
Tera liderou entre os automóveis e a Strada na classificação geral e entre os comerciais leves. Confira quais foram os carros mais vendidos em outubro de 2025
De acordo com números consolidados pela Fenabrave, o mercado de automóveis e comerciais registrou alta de 247.877 exemplares, crescendo 7,14% em relação ao mês anterior.
Separando por segmentos, as vendas de automóveis cresceram 7,96% com 192.752 emplacamentos em relação ao mês de setembro. Já os comerciais leves apresentaram alta de 4,38% em outubro, com 55.1125 unidades vendidas.
Entre os hatches, o Fiat Argo liderou em outubro com 9.981 exemplares vendidos. Em segundo lugar, entre os carros hatches mais vendidos de outubro, o Hyundai HB20 registrou 9.687 unidades emplacadas. Já o VW Polo caiu para o terceiro lugar com 9.150 emplacamentos. O Chevrolet Onix emplacou 7.439 exemplares, ocupando o quarto lugar. Por fim, o Fiat Mobi emplacou 6.277 unidades, ficando na quinta posição.
Entre os sedãs compactos, o Chevrolet Onix Plus emplacou 5.853 unidades, liderando entre os carros sedãs mais vendidos em outubro. Com 5.517 emplacamentos, o Hyundai HB20 ocupou o segundo lugar. O VW Virtus emplacou 3.615 exemplares, ficando em terceiro entre os sedãs compactos. O Fiat Cronos emplacou 1.846 exemplares, ocupando o quarto lugar. Por fim, o Honda City emplacou 1.644 unidades, ficando na quinta posição.
O Toyota Corolla emplacou 2.287 em outubro, liderando entre os carros sedãs médios mais vendidos em outubro. O segundo lugar ficou com o BYD King com 1.291 unidades. O Nissan Sentra emplacou 761 exemplares, ocupando a terceira posição. O BYD Seal ficou em quarto lugar com 308 exemplares comercializados. Por fim, em quinto lugar, o CAOA Chery Arrizo 6 emplacou 69 exemplares.
O VW Tera liderou entre os SUVs de entrada em outubro com 10.162 unidades emplacadas. Emplacando 5.666 exemplares, o Fiat Fastback levou a segunda posição em seu segmento. Já o VW Nivus registrou 4.257 unidades, ocupando o terceiro lugar. Já o Fiat Pulse emplacou 3.965 exemplares, ficando na quarta posição. Em quinto lugar, o Renault Kardian emplacou 1.533 exemplares.
O Hyundai Creta emplacou 8.679 exemplares, liderando entre os SUVs compactos mais vendidos em outubro de 2025. O VW T-Cross ficou em segundo lugar com 7.113 emplacamentos. Já o terceiro lugar, ficou com o Honda HR-V com 6.711 unidades comercializadas. Em quarto lugar, o Nissan Kicks registrou 5.721 unidades emplacadas. Já o Chevrolet Tracker emplacou 5.290 exemplares, ficando em quinto lugar.
O Jeep Compass liderou entre os SUVs médios em outubro com 6.257 carros vendidos. Na segunda posição, o CAOA Chery Tiggo 7 registrou 4.228 unidades comercializadas. O Toyota Corolla Cross emplacou 3.609 exemplares, ficando em terceiro lugar. O BYD Song levou o quarto lugar com 3.444 emplacamentos. Já o Haval H6 emplacou 3.375 unidades, levando o quinto lugar entre os SUVs médios mais vendidos de outubro.
O Jeep Commander liderou entre os SUVs e sete lugares, emplacando 2.162 unidades em outubro. O CAOA Chery Tiggo 8 registrou 1.772 unidades, ficando em segundo lugar. O Toyota Hilux SW4 emplacou 1.421 exemplares, ocupando o terceiro lugar. Emplacando 229 unidades, o VW Tiguan Allspace levou o quarto lugar. Já o Chevrolet Trailblazer emplacou 214 unidades, ocupando a quinta posição.
50 mais
Confira quais foram os 50 carros mais vendidos em outubro de 2025:
Líder na classificação geral, entre os comerciais leves, a Fiat Strada emplacou 14.041 exemplares ocupando também o posto de picape compacta mais vendida do mercado. A VW Saveiro emplacou 6.437 unidades, ficando em segundo lugar.
A Fiat Toro liderou entre as picapes médias compactas com 5.915 emplacamentos. A Ram Rampage registrou 3.052 exemplares, ficando em segundo lugar. Na terceira posição, a Chevrolet Montana emplacou 1.848 unidades. Já a Renault Oroch emplacou 929 unidades, ocupando o quarto lugar. Por fim, a Ford Maverick registrou 424 emplacamentos, ficando na quinta posição.
A Toyota Hilux emplacou 5.204 exemplares, liderando entre as picapes médias. O segundo lugar ficou com a Chevrolet S10 com 3.312 unidades vendidas. Já a Ford Ranger emplacou 3.310 unidades, ficando na terceira posição em outubro. A Mitsubishi Triton emplacou 1.312 exemplares, ocupando o quarto lugar. A estreante GWM Poer P30 emplacou 431 unidades, ficando em quinto lugar.
50 mais
Confira quais foram os 50 carros mais vendidos em outubro de 2025:
SUV compacto da marca coreana terá o motor flex nas versões Ultimate e N Line
O Hyundai Creta 1.6 TGDI Flex fará sua estreia no mercado brasileiro em fevereiro conforme apurações do Autos Segredos. Como antecipamos em setembro, o SUV terá o motor com sistema Flex nas versões Ultimate e N Line.
Mesmo estando confirmada para o Salão do Automóvel de São Paulo de 2025, a marca coreana não apresentará o Creta 1.6 TGDI Flex na mostra. No entanto, nossa reportagem apurou que a versão N Line com motor 1.6 TGDI a gasolina deverá ser apresentada no Salão. Se de fato isso se confirmar, qual o sentido de mostrar um carro que em três, quatro meses estará com moto defasado?
Hyundai Creta 1.6 TGDI Flex terá ganho de potência e torque
Bebendo somente gasolina, o motor 1.6 Turbo GDI entrega potência de 193 cv a 6.000 rpm e torque de 27 kgfm a 1.700 rpm. No entanto, com o sistema Flex, potência e torque devem subir um pouco com o combustível derivado da cana.
O que não mudará é o câmbio, que permanecerá o automatizado de dupla embreagem (DCT) com engrenagens banhadas à óleo, mas com as embreagens secas. Ele conta com sete marchas.
Versões do Hyundai Creta 1.6 TGDi Flex
Baseada na versão Platinum, a N Line entrega todos os equipamentos já presentes nas versões Comfort, Limited e Platinum. Isso inclui ar-condicionado digital de duas zonas, carregador de celular por indução, câmera de ponto cego, sensores de estacionamento dianteiros, freio de estacionamento eletrônico com auto hold, faróis com projetor, retrovisores externos com rebatimento elétrico automático e rodas de liga leve de 17 polegadas.
No pacote de segurança, a N Line já traz seis airbags, controles de tração e estabilidade, frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas, alerta de fadiga, assistente de permanência e centralização em faixa, farol alto adaptativo e monitoramento de pressão dos pneus.
O grande diferencial está no visual exclusivo, com grade dianteira própria, detalhes em grafite no volante, painel e console, volante revestido em couro com costuras vermelhas, pedais metálicos, câmbio com acabamento em vermelho e teto interno preto. Os bancos são revestidos em material sintético na cor preta, com costuras vermelhas e o emblema N Line. Os faróis são iluminados por LED.
Acima dela, a versão Ultimate reúne todos os equipamentos das demais configurações e adiciona um pacote extra de conforto e tecnologia. O modelo recebe banco do motorista com ajuste elétrico, rodas de liga leve de 18 polegadas, volante revestido em couro cinza com costura combinando, além de bancos em couro sintético bicolor (cinza claro e escuro) e painel com acabamento nas mesmas tonalidades.
No quesito segurança, o Ultimate agrega recursos mais sofisticados como o assistente de ponto cego (BCA), o alerta de tráfego cruzado traseiro (RCCA) e o alerta de saída segura (SEW), ampliando a proteção dos ocupantes em manobras urbanas e rodoviárias.
Foto principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos (Imagem meramente ilustrativa)
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Versões com motor V6 da Ranger têm destaque em vendas
Picape registrou melhor mês de vendas do ano e SUV mantém sequência positiva, elevando o desempenho da marca em outubro
A Ford encerrou outubro com resultados expressivos no mercado brasileiro. A picape Ranger registrou o melhor mês de vendas de 2025, com 3.310 unidades emplacadas, e foi decisiva para o desempenho da marca, que cresceu acima da média da indústria. No acumulado do ano, o modelo alcançou 28.315 unidades, alta de 13% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o segmento avançou 5%.
O destaque da Ranger permanece nas versões de topo, impulsionadas pelo motor V6 com maior torque da categoria e pelo melhor valor de revenda entre as picapes médias, segundo a fabricante.
Outro modelo em evidência é o Ford Territory, que manteve a sequência de bons resultados com 1.138 unidades vendidas em outubro, superando a marca de mil unidades por três meses consecutivos. O SUV acumula crescimento de 50% nas vendas do ano, ritmo bem superior ao avanço de 28% do segmento, favorecido pelas recentes atualizações no design, tecnologia e equipamentos.
Com o bom desempenho da dupla, a Ford somou 5.526 unidades emplacadas em outubro, o segundo melhor resultado de 2025. No acumulado do ano, a marca atingiu 44.480 unidades, o que representa crescimento de 15% sobre 2024, enquanto o mercado automotivo nacional evoluiu apenas 2%.
Dirigimos o modelo da marca chinesa da Stellantis que tem custo benefício agressivo e versão range extended
Por Fernando Miragaya
Tem mais uma chinesa nova no pedaço. Mas que chega com diferenciais que as outras não tiveram. Pois é, a Leapmotor finalmente estreia no Brasil com o SUV grande C10 com direito a uma versão com autonomia de mais de 900 km e a infraestrutura do maior grupo automotivo do país.
Em outras palavras, para vender o C10 – e, a partir de janeiro, o SUV médio B10 -, a Leapmotor vai se valer de uma rede de 36 concessionárias de grupos que estão entre os melhores em vendas com outras marcas da Stellantis. Só que o SUV elétrico tem outros atributos que podem se tornar um combo de sucesso para a marca no país.
Autos Segredos foi até Campinas (SP) para o lançamento oficial da Leapmotor e do C10 no país e ter o primeiro contato com o SUV.
Como é o Leapmotor C10 por fora
O Leapmotor C10 chega em duas versões. A 100% elétrica, por R$ 189.990. E a chamada Ultra Híbrida, que na verdade é um modelo de autonomia estendida que se vale de um motor de combustão para alimentar as baterias e garantir aquele alcance que a gente já citou aqui.
Essa custa R$ 199.990, o que evidencia o custo-benefício para encarar outros elétricos e híbridos chineses. Se formos comparar, um BYD Yuan Plus – que ostenta nível de equipamentos similar com o C10 – custa R$ 235.800. Mesmo um híbrido como o Haval H6 PHEV 19 chega a R$ 241 mil.
Vamos falar primeiro do design e conteúdo do Leapmotor C10, ou apenas Leap C10. O SUV tem 4,73 metros de comprimento e 1,90 metro de largura, porte parecido com o de um Jeep Commander.
Essa percepção de carro grande é reforçada pela dianteira com capô abaulado e conjunto óptico full LED horizontalizado. A barra luminosa mais baixa que liga os dois faróis está lá, recurso já manjado na indústria.
Outra manha: para-choque parrudo e integrado, com luzes auxiliares nas extremidades para fazer o carro parecer mais largo. No geral, este visual dianteiro lembra o de tantos outros SUVs chineses do mercado.
Mas atente-se aos vincos do capô e do para-choque. São um dos poucos que você vai encontrar no Leapmotor C10, já que o jipão elétrico abusa das linhas limpas. Nas laterais, linha de cintura reta e carroceria sem saliências – até as maçanetas são embutidas.
Uma curiosidade é que essas rodas que você vê nas fotos são aro 20”. Isso mesmo. Só que o bicho é tão grande e a caixa de roda é meio alta, que à primeira vista as rodas até parecem menores.
Na traseira, a carroceria se alarga abaixo da linha do vidro traseiro, dando aquele aspecto de “culote”. Na tampa, novamente elementos retilíneos e lanternas interligadas, com a barra luminosa com “animação” própria. O spoiler esconde a palheta do limpador.
A única coisa que difere as duas versões do C10 é a tampa “extra”, do reservatório de combustível, do lado direito do SUV com autonomia estendida. No 100% elétrico só tem a portinhola para a tomada de carregamento, do lado esquerdo.
Bora para dentro do Leapmotor C10 e o ambiente impressiona mais uma vez. Não cansei de pressionar com as mãos o material da parte central do assento e do encosto dos bancos, extremamente macia e com ótima densidade. Em conjunto com as abas laterais, recebem o corpo muito melhor que a poltrona lá de casa.
A cabine impressiona pela qualidade dos materiais. Superfícies acolchoadas e emborrachadas estão por toda parte, e os revestimentos, discretos, agradam tanto ao olhar quanto ao toque.
Tem ainda a funcionalidade a bordo (com 20 porta-objetos e 8 porta-copos) e a questão do espaço. Motorista tem folgas (muitas folgas) para pernas, joelhos e ombros. Uma rápida olhada no painel e, ops, cadê as saídas de ar?
Elas estão em duas barras de frestas quase escamoteadas pelo tablier: uma na mesma linha do painel e outra mais abaixo e para cima, justamente para garantir que o ar seja direcionado para os ocupantes.
Outro ponto que causa estranheza, mas que parece ter virado uma regra entre os elétricos chineses, é a quase ausência de botões físicos.
Sim, o Leapmotor C10 segue aquela chatice do minimalismo “a la Volvo”. Com exceção dos comandos dos vidros no apoio da porta, tudo tem de ser operado pela central multimídia. “Ah a geração Z está acostumada”, o que soa como uma grande balela.
Primeiro porque, no caso do Leap C10, fica difícil que o público majoritário do SUV tenha menos de 35 anos. Segundo, porque a operação, por mais que você seja dono do veículo e esteja acostumado, não é tão rápida para ajustar simples funções como retrovisores externos ou modos de condução. Terceiro: sim, eu sou da geração X e sinto falta dos botões.
No banco traseiro, o espaço surpreende ainda mais. São 2,82 metros de entre-eixos e fizemos um teste com um colega jornalista de 1,83 m de altura. Recuamos todo o banco do motorista para trás e ainda sobrou um bom espaço para joelhos e pés.
O vão para cabeças é ótimo também, lembrando que o C10 traz o belíssimo teto panorâmico Sky View que se estende até a coluna C. Lá atrás, o porta-malas do Ultra Híbrido tem 435 litros e o do 100% elétrico, 465 litros.
SUV chinês tem pacote robusto de ADAS
Em equipamentos, começamos pela oferta de itens de assistência à condução Nível 2. O Leapmotor C10 se vale de 4 câmeras de visão periférica, 1 câmera dianteira monocular, 4 radares ultra sônicos e 2 radares de ondas milimétricas. Além da câmera de monitoramento de fadiga do motorista.
Com isso, o SUV oferece controle de cruzeiro adaptativo, detecção de colisão com frenagem autônoma, alerta de colisão traseira, alerta de tráfego cruzado com frenagem, sensor de ponto cego, assistente ativo de centralização e correção de faixa, detecção de mão ao volante, alerta de abertura de porta e alerta de fadiga do condutor.
Além disso, central multimídia com tela de 14” e conexão sem fio com smartphones, carregador de celular por indução, bancos dianteiros com ajustes elétricos, ventilação e aquecimento e quadro de instrumentos eletrônico fazem parte do pacote básico do SUV grande importado da China.
Enfim, ao volante do Leapmotor C10
Mas vamos ao que interessa: como o Leap C10 se comporta ao volante? Durante o lançamento, testamos a versão Ultra Híbrida, também chamada de REEV (Range Extended Electric Vehicle), que, como mencionado, combina motor elétrico com um gerador a combustão.
Ou seja, o motor dianteiro de ciclo Atkinson, 1.5 a gasolina de 85 cv e quatro cilindros não traciona as rodas. Ele gera energia para a bateria mover o propulsor elétrico, esse sim responsável por movimentar o Leap C10.
Bom lembrar que não é uma tecnologia inédita. A BMW já havia adotado conceito semelhante com o i3 em 2013 e antes disso a GM, com o Chevrolet Volt.
Dentro deste sistema, o Leap C10 oferece quatro modos de condução:
EV+: prioriza o uso do motor elétrico, acionando o motor de combustão apenas quando a bateria estiver baixa
EV: permite o uso combinado, ideal para viagens que mesclam trechos que urbanos e rodovias
Combustível: ativa o motor a gasolina automaticamente, recomendado para viagens longas
Power+: aciona o motor de combustão desde a partida, mantendo-o em funcionamento contínuo
O test-drive percorreu 200 km entre Campinas e Leme (SP), com ida em modo elétrico e retorno em modo combustão. Na saída, o computador de bordo indicava mais de 800 km de autonomia.
Ressaltando que, segundo a marca, o alcance total com tanque e bateria cheios é de 950 km. Só que pelo otimista ciclo chinês WLTP. No Inmetro, isso tende a cair para pouco mais de 660 km.
Na estrada, o Leap C10 2026 mostrou bom desempenho. Com 215 cv (a versão 100% elétrica entrega 218 cv), acelera de 0 a 100 km/h em 8,2 segundos no modo Conforto, com respostas suaves e excelente isolamento acústico.
Após alguma dificuldade para navegar pela central multimídia, ativamos o modo Esportivo. O carro ficou mais responsivo, com acelerador e freios mais sensíveis, mas sem comprometer a principal proposta do Leap C10: o conforto ao rodar.
Apesar do porte avantajado e da tração traseira, o SUV é fácil de conduzir. A direção elétrica não varia muito com a velocidade, mas mantém boa estabilidade. Apenas a 110 km/h notamos uma leve trepidação no volante – o que pode ser problema de alinhamento da unidade avaliada.
Ao mesmo tempo, em retas e altas velocidades, o Leap C10 demonstrou uma construção sólida. Contribui para isso o sistema de bateria integrada à plataforma, o que aprimora o centro de gravidade, e o fato de 70% da carroceria utilizar aços de alta e de ultra resistência.
Chegando à cidade de Leme, ainda restavam mais de 750 km de autonomia. Na volta, ativamos o modo Power+, ou seja, com o motor de combustão alimentando as baterias.
O funcionamento do motor a gasolina é bem discreto. Sente-se uma vibração mínima na cabine. E o isolamento acústico continua um primor durante a viagem, com vedação eficiente de ruídos de vento e de rodagem, mesmo acima dos 100 km/h permitidos.
A central multimídia permite acompanhar em tempo real o uso das baterias e do motor de combustão. Foi aí que percebemos que o consumo médio registrado no sistema era de 7 litros a cada 100 km.
O test drive da Stellantis previa uma parada no nosso destino de retorno em Campinas para abastecer. Surpresa! O tanque (de 50 litros ao todo) aceitou apenas 6 litros, mesmo após 100 km rodados.
Como é a recarga do Leapmotor C10 2026
No caso do Leapmotor C10 Ultra Híbrido, a bateria tem menor capacidade, de 28,4 kWh, e, por isso mesmo, o tempo de recarga é menor. Veja os dados de cada versão:
Leapmotor C10 BEV – 100% elétrico
Capacidade da bateria: 69,9 kWh
Potência: 160 kW (218 cv)
Tempo de recarga AC (11 kW): 3,9h (30% a 80%) ou 7,8h (5% a 100%)
Tempo de recarga DC (84 kW): 30 minutos (30% a 80%)
Leapmotor C10 REEV – Autonomia estendida
Capacidade da bateria: 28,4 kWh
Potência: 158 kW (215 cv)
Tempo de recarga AC (6,6 kW): 3h (30% a 80%) 6h (5% a 100%)
Tempo de recarga DC (65 kW): 18 minutos (30% a 80%)
Associação registra avanço nas vendas e prevê fechar o ano com mais de 130 mil unidades comercializadas
As dez marcas filiadas à Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) registraram aumento de 2,8% nas vendas de outubro, com 12.511 unidades licenciadas contra 12.167 em setembro. Em relação a outubro de 2024, o avanço foi de 26,6%, quando foram comercializados 9.880 veículos.
No acumulado de 2025, o total de veículos importados e nacionais das associadas chegou a 108.255 unidades, crescimento de 32% na comparação com o mesmo período do ano passado (81.988 unidades).
Os modelos eletrificados seguem em destaque. Entre janeiro e outubro, foram 100.749 unidades emplacadas pelas marcas ligadas à Abeifa, o que representa 46% do total de 219.032 veículos eletrificados registrados no país.
A projeção da entidade é encerrar 2025 com mais de 130 mil unidades comercializadas, o que representará crescimento de aproximadamente 24% sobre as 104,7 mil registradas em 2024.
Em outubro, a participação das marcas associadas à Abeifa foi de 5% no mercado total de automóveis e comerciais leves, que somou 247.877 unidades. No acumulado de dez meses, as 108.255 unidades emplacadas garantiram participação de 5,3% no mercado interno, que totalizou 2.054.956 veículos.
Campanha “Férias dos Sonhos” dá números da sorte para clientes que adquirirem veículos novos por meio das soluções financeiras da marca; WR-V garante chances extras
A Honda Serviços Financeiros inicia promoção “Férias dos Sonhos”, que sorteará viagens de até R$ 50 mil para qualquer destino. A ação contempla clientes que adquirirem um automóvel 0 km da marca por meio do Consórcio Honda, do Banco Honda ou dos Seguros Honda.
Cada compra dá direito a um número da sorte para concorrer aos prêmios. O recém-lançado WR-V oferece uma vantagem exclusiva: quem adquirir o modelo recebe três números da sorte, ampliando as chances de ser contemplado.
Após a compra, é necessário fazer o cadastro no aplicativo da Honda Serviços Financeiros para emitir o número da sorte.
A promoção é válida até 31 de março de 2026, com sorteios mensais que premiará quatro ganhadores por edição, totalizando 20 contemplados ao final da campanha.
O regulamento completo e mais informações estão disponíveis no site da marca.
Com apenas cinco meses de mercado, SUV compacto ultrapassa concorrentes e consolida avanço da Volkswagen no país
A Volkswagen do Brasil encerrou outubro com um novo líder entre os carros de passeio: o Tera, que alcançou 10.161 unidades emplacadas, assumindo a primeira colocação nas vendas nacionais. Em apenas cinco meses desde o lançamento, o modelo registrou crescimento de 33% em relação a setembro e já soma mais de 27 mil unidades vendidas.
Com o bom desempenho do Tera e de outros modelos em vendas no Brasil, a Volkswagen atingiu 16,8% de participação de mercado, totalizando 41.769 veículos entregues no mês. Além do novo SUV, outros três modelos da marca figuraram entre os dez mais vendidos: Polo, T-Cross e Saveiro.
Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos
No segmento de SUVs, a montadora segue dominante. A família SUVW — composta por T-Cross, Tera, Nivus, Taos e Tiguan — já acumula 156.088 unidades emplacadas entre janeiro e outubro. Mesmo com a ascensão do Tera, o T-Cross permanece como o SUV mais vendido do Brasil em 2025, com 73.102 unidades no acumulado do ano.
Entre os hatches, o Polo mantém a liderança absoluta, com 102.860 unidades entregues até outubro, confirmando-se como o carro de passeio mais vendido do País. Já a VW Saveiro, que completa 44 anos de mercado, ocupa o décimo lugar geral e o segundo posto entre as picapes, com 6.437 unidades em outubro e mais de 54 mil vendas em 2025.
Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos
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