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Direção autônoma está mais longe de se tornar realidade

Direção autônoma está mais longe de se tornar realidade
Foto | Bosch/Divulgação

Colunista Fernando Calmon analisa que a direção autônoma está longe de ser realidade. Ele também comenta sobre a chegada do CAOA Chery Tiggo 5X 2027

Esforço começou há cerca de 20 anos. Vários fabricantes têm-se dedicado a aperfeiçoar novos recursos para aumentar a segurança ativa dos veículos. Hoje a sigla ADAS (Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista, em tradução do inglês) desperta interesse crescente. Afinal, evitar acidentes está no cerne das preocupações da indústria, autoridades de trânsito e também seguradoras.

“Permitir que os motoristas se dediquem a outras atividades enquanto dirigem pode ser um próximo passo para ajudar os fabricantes a enfrentar os consideráveis ​​investimentos em condução autônoma”, destacou a agência noticiosa britânica Reuters, em artigo no último dia 23. Os motoristas poderiam retirar os olhos da estrada para um bate-papo pelo celular e até usar um laptop desde que o carro os alerte para retomar o controle do veículo. Trata-se da automação condicional, Nível 3.

A Ford pretende oferecer este recurso a partir de 2028. GM e Honda também se empenham. A Tesla já proporciona um sistema semiautônomo que batizou de forma totalmente inadequada de Full Self-Driving (Autocondução Total, em tradução livre) e já causou acidentes nos EUA. Mercedes-Benz chegou a disponibilizar Nível 3 nos EUA. Porém, interrompeu recentemente em razão da velocidade limitada e condições restritas. Mas não desistiu do programa, ao contrário da Stellantis que apontou altos custos, desafios tecnológicos de difícil superação e expectativas de real demanda do consumidor.

Outros executivos argumentam que alternar o controle entre o carro e o motorista humano é inviável ou inseguro, além de questões complexas de responsabilidade. “Não sabemos se o Nível 3 algum dia fará sentido financeiramente”, afirmou Paul Thomas, da Bosch América do Norte. Este nível de automação é intermediário em escala até 5.

O desenvolvimento pode chegar a US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões), quase o dobro do Nível 2. Nem dá ainda para imaginar quanto custaria alcançar o Nível 4 e o Nível 5 (neste caso nem volante e pedais os carros teriam).

“O grande desafio tecnológico do Nível 3 é projetar um sistema capaz o suficiente para detectar a necessidade de intervenção humana, fornecer um aviso e continuar em ação até que o motorista assuma o controle”, disse Bryant Smith, especialista em regulamentação de condução autônoma.

Caoa Chery Tiggo 5x 2027: impressões iniciais

Nova identidade frontal, faróis e DRL Full LED, grade redesenhada e assinatura luminosa marcante. Rodas diamantadas de 18 pol. e traseira com lanternas interligadas por barra em LED reforçam a proposta de sofisticação do Tiggo 5x 2027. No interior, painel de 20,5 pol. integra quadro de instrumentos digital e central multimídia com conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Há carregador de celular por indução de 50 W, banco do motorista com ajustes elétricos e apoio lombar, sensor frontal de estacionamento e teto solar panorâmico.

Oferece de série sete bolsas infláveis, inclusive uma central entre motorista e passageiro. Pacote Adas 2 abrange frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão frontal, assistente de permanência na faixa, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego traseiro transversal, comutação automática do farol alto e câmera 360°.

Na avaliação dinâmica, entre Guarulhos e Franco da Rocha (SP), o 5X 2027 destacou-se pelo bom isolamento acústico e direção com peso adequado, sem assistência exagerada. Suspensões privilegiam o rodar macio e absorvem bem as imperfeições do asfalto. Comportamento coerente com a proposta familiar.

Apesar de a fabricante divulgar que o desempenho do Tiggo 5x está entre os melhores da categoria, na prática essa percepção não se confirma integralmente. O motor 1,5 L turbo, quatro cilindros, entrega 150 cv e 22,75 kgf·m. Câmbio CVT, nove marchas. Porém, a resposta ao acelerador é lenta. Há retardo perceptível nas arrancadas e retomadas. Isso diminui a sensação de agilidade frente à maioria dos concorrentes diretos.

Em contrapartida, os sistemas do pacote Adas 2 atuaram de forma consistente ao longo do trajeto. Destaque para o assistente de permanência na faixa que operou sem interferência incômoda. No conjunto, o modelo se destaca mais pelo conforto, tecnologia a bordo e segurança do que propriamente pelo desempenho.

Preços: R$ 119.990 a R$ 134.990 (até final de fevereiro).

Risco de incêndio em bateria afeta Volvo EX30

EUA, Brasil e Austrália, além de vários outros países, já haviam recebido instruções para limitar a recarga de baterias a 70% a fim de evitar risco de incêndio. E também estacionar longe de prédios. A sueca Volvo cultiva a tradição de priorizar a segurança de seus carros e não costuma sofrer desabono de sua imagem. No começo desta semana, finalmente, anunciou um recall (convocação para corrigir defeitos graves) de 40.323 SUVs elétricos compactos EX30. Estão no mercado desde meados de 2023.

Controlada pelo conglomerado chinês Geely, a empresa já tinha dado um passo em falso ao comprar a fábrica sueca de baterias Northvolt em 2025. Investimento não deu certo por razões financeiras e técnicas, todavia nenhuma bateria foi adquirida. Não faltou exemplo dos cuidados com fornecedores de um item extremamente sensível. A GM, em 2020, enfrentou problemas com as baterias da sul-coreana LG. Cerca de 140.000 Chevrolet Bolt foram parcialmente imobilizados e o recall custou US$ 2 bilhões (R$ 10,4 bilhões).

Por fim, a Volvo também foi prejudicada por outro problema. Novas baterias vieram da China, fabricadas por uma sociedade entre a sua controladora e uma fabricante especialista neste ramo. A empresa Shandong GeelySunwoda Power Battery Co. também produziu baterias defeituosas. Nem mesmo o nome respeitado da Geely na razão social do fornecedor evitou as dificuldades. O custo do recall não foi revelado.

Kait atrai pelo estilo, mas desempenho é limitado

Nissan precisava de um bom esforço a fim de contrabalançar o peso da idade do Kicks lançado há 10 anos. Arquitetura do Kait é a mesma do compacto veterano Kicks Play com um ganho simbólico de 10 mm na distância entre-eixos. Largura e porta-malas são exatamente iguais. Recebeu uma frente toda nova, imponente, capô alto e grade do radiador larga e baixa. Lateral, praticamente a mesma. Na traseira lanternas, para-choque e tampa do porta-malas mudaram.

Dimensões (mm): comprimento, 4.304; entre-eixos, 2.620; largura, 1.760; altura, 1.611. Volumes (L): porta-malas, 432 (muito bom em relação ao Tera ou Kardian, por exemplo); tanque, 41. Massa: 1.157 kg. Motor 4-cilindros 1,6 L flex: 110 cv (G)/113 (E); 14,9 kgf·m (G)/15,3 (E). Consumo (km/L Inmetro): cidade, 11,3 (G); 7,8 (E); estrada, 13,7 (G); 9,4 (E). Como o tanque é pequeno, alcance deixa a desejar frente aos citados concorrentes (km): cidade, 463 (G) e 320 (E); estrada, 562 (G) e 385 (E). Câmbio automático CVT, seis marchas.

Acabamento, na versão de topo (Exclusive), inclui revestimento dos bancos em couro e controle de cruzeiro adaptativo. O quadro de instrumentos agora tem velocímetro digital e a tela multimídia de 9 pol. também é nova com razoável resolução e apesar da aparência de acessório oferece Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Há bom espaço para pernas no banco traseiro, mas sem saídas de ar-condicionado.

Na avaliação dinâmica, o Kait revelou as limitações de um motor de aspiração natural aliado ao insosso comportamento dos câmbios CVT. Em uso urbano, quando menos exigido ainda pode agradar, desde que não se pise a fundo no acelerador. Nas ultrapassagens em estradas o ruído incomoda bem mais. Entretanto, oferece um comportamento em curvas que transmite confiança. Em descidas de serra os freios demonstraram baixa perda de eficiência, mesmo ao impor rigor.

Preço: R$ 152.990.

Foto principal | Bosch/Divulgação

Fiat Toro completa 10 anos como líder absoluta entre as picapes intermediárias no Brasil

Fiat Toro Volcano 2026 de frente na cor vermelha
Foto | Fiat/Divulgação

Picape da Fiat revolucionou o segmento ao unir conceito de SUV com picape monobloco e já soma mais de 600 mil unidades produzidas

Há dez anos, a Fiat Toro desembarcava no mercado brasileiro não apenas como mais um lançamento, mas como uma ruptura de conceito. Em 2016, a picape inaugurou o termo Sport Utility Pick-up (SUP), ao combinar conforto e tecnologia de SUV com robustez e versatilidade de picape. O resultado? Um divisor de águas que se consolidou como líder do segmento desde a estreia. Vale ressaltar que foi o Autos Segredos que antecipou o nome da picape oito meses antes do seu lançamento.

A Toro nasceu para quebrar paradigmas. Diferentemente das picapes compactas derivadas de automóveis e das médias tradicionais com chassi sobre longarina, a Fiat apostou em uma arquitetura monobloco. A solução permitiu adoção de suspensão traseira independente multilink, garantindo comportamento dinâmico mais próximo ao de um SUV, com superior nível de conforto e estabilidade.

Projeto brasileiro e design premiado

Desenvolvida integralmente no Brasil, a Toro chegou com proposta ousada também no design. Foi o primeiro modelo da marca no país a estrear assinatura luminosa em LED na dianteira, algo que virou identidade visual e permanece até hoje.

O reconhecimento veio rápido. A picape conquistou prêmios internacionais como o iF Design Award e o Red Dot Award, consolidando seu status como referência estética no segmento.

600 mil unidades produzidas

Uma década depois, os números reforçam o acerto da estratégia: são mais de 600 mil unidades produzidas e cerca de 550 mil vendidas no Brasil, mantendo protagonismo entre as intermediárias.

“A Fiat Toro não é apenas uma picape, é um símbolo de inovação e versatilidade que reforça a capacidade da Fiat de sempre antecipar tendências. Em 10 anos, conseguimos transformar um conceito inovador em um verdadeiro ícone do mercado, evoluindo continuamente em design, tecnologia, desempenho e conforto, sempre atendendo às necessidades dos consumidores. Não pretendemos parar por aqui e vislumbramos uma vida longa para a Toro, com importantes novidades que chegarão ao mercado”, celebra Frederico Battaglia, Head das marcas Fiat e Abarth para a América do Sul.

Evolução constante ao longo da década

Ao longo dos anos, a Toro passou por atualizações visuais e técnicas que reforçaram sua identidade moderna e imponente. A abertura bipartida da caçamba tornou-se uma marca registrada, enquanto o acabamento interno evoluiu para padrões cada vez mais sofisticados.

No campo tecnológico, a picape incorporou centrais multimídia com tela vertical — solução inédita no segmento à época — além de sistemas avançados de assistência à condução, frenagem autônoma de emergência e controles eletrônicos de estabilidade e tração.

Na mecânica, a evolução foi igualmente significativa. Hoje, a Toro é a única da faixa de preço a oferecer motorização flex e diesel, ampliando o leque para diferentes perfis de consumidor.

Linha 2026: novo visual e mais tecnologia

A linha 2026 trouxe novo fôlego ao projeto. O design foi alinhado à atual identidade visual da Fiat, com traços mais retos e geométricos. O DRL ganhou assinatura em pixels segmentados, além de nova grade frontal e skidplate redesenhado.

Na traseira, as lanternas full-LED também adotaram o padrão em pixels. A maçaneta wide mantém a abertura inteligente em duas portas, enquanto o para-choque ficou mais horizontal, reforçando a sensação de largura.

Por dentro, o painel digital de 7 polegadas recebeu nova grafia, o câmbio ganhou desenho mais moderno e o freio de mão eletrônico com função Auto Hold passou a equipar as versões. Há ainda nova porta USB traseira com entradas tipo A e C.

Motores: flex e diesel

O motor Turbo 270 Flex, presente nas versões Endurance, Freedom, Volcano e Ultra, entrega 176 cv e 270 Nm de torque.

Já o 2.2 MultiJet turbodiesel equipa as versões Ranch e Volcano, oferecendo 200 cv e 450 Nm — aumento de 18% na potência e 29% no torque em relação ao propulsor anterior — com melhor equilíbrio entre desempenho e eficiência.

Leitura de cenário

A trajetória da Toro mostra que o mercado brasileiro estava pronto para um produto híbrido entre SUV e picape. O sucesso abriu caminho para novos concorrentes no segmento intermediário, mas a Fiat segue capitalizando o pioneirismo.

Dez anos depois, a Toro não apenas mantém relevância: continua sendo referência de conceito, engenharia e posicionamento.

Para este ano, a picape terá o sistema híbrido leve de 48 Volts como novidade para a linha 2027.

Foto principal | Fiat/Divulgação

Triumph acelera expansão e inaugura novas concessionárias no Norte e Nordeste

Triumph MEGA Porto Velho (RO)
Foto | Triumph/Divulgação

Marca britânica chega a 46 lojas no Brasil com novas unidades em Porto Velho (RO) e Maceió (AL)

A Triumph Motorcycles Brasil segue em ritmo acelerado de expansão no mercado nacional e acaba de confirmar a abertura de mais duas concessionárias. As novas unidades em Porto Velho (RO) e Maceió (AL) elevam para 46 o número de lojas em operação no País, reforçando a estratégia de crescimento sustentável da fabricante britânica e ampliando sua capilaridade nas regiões Norte e Nordeste.

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A movimentação não é isolada. Nos últimos anos, a marca tem fortalecido sua presença fora do eixo Sul-Sudeste, acompanhando a evolução do portfólio — especialmente após a chegada da família 400cc — e o aumento da demanda por modelos de média e alta cilindrada.

Maceió reforça presença no Nordeste

Em Maceió, a nova concessionária será operada pelo grupo VEGA JRCA. A unidade contará com showroom completo, atendimento especializado e serviços dedicados aos clientes da marca.

A inauguração acontece no próximo dia 28 de fevereiro, ampliando a estrutura da Triumph no Nordeste, uma das regiões que mais cresce em participação no mercado de motos acima de 400cc.

Porto Velho consolida atuação no Norte

Já em Porto Velho, a operação ficará sob responsabilidade da MEGA Motors. A inauguração está marcada para 7 de março.

A loja oferecerá acesso ao portfólio completo da fabricante, incluindo os modelos da família 400cc e as motocicletas acima de 500cc, além de serviços alinhados aos padrões globais da marca britânica. A proposta é entregar uma experiência premium, com consultoria especializada e pós-venda estruturado.

Estratégia vai além da venda

Segundo Renato Fabrini, General Manager da operação brasileira, a ampliação da rede faz parte de um planejamento de longo prazo.

“A expansão da rede é parte fundamental da nossa estratégia no Brasil. Alcançar 46 concessionárias, com novas operações em Porto Velho (RO) e Maceió (AL), é resultado de um trabalho sólido e consistente, que reforça nosso compromisso de estar cada vez mais próximos dos clientes, oferecendo não apenas produtos, mas uma experiência completa com a marca”, destaca.

A estratégia mostra que a Triumph não aposta apenas em volume, mas em presença regional estruturada, com foco em atendimento e fidelização.

Leitura de cenário

O avanço para regiões historicamente menos exploradas pelas marcas premium evidencia uma mudança no perfil do consumidor brasileiro. O crescimento da renda em capitais do Norte e Nordeste e a consolidação do segmento de média cilindrada abriram espaço para fabricantes como a Triumph ampliarem sua atuação.

Com 46 concessionárias ativas, a marca se posiciona de forma mais competitiva em um mercado que vem ganhando tração e que já não se concentra apenas nos grandes centros do Sudeste.

SERVIÇO

  • Triumph Mega Porto Velho (RO)
  • Endereço: Rua da Beira, 6930 – Eldorado, Porto Velho – RO, CEP: 76811-760
  • Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 18h; sábados e feriados, das 8h às 12h
  • Triumph JRCA Maceió (AL)
  • Endereço: Avenida Comendador Gustavo Paiva, 2000 – Letra G – Mangabeiras, Maceió – AL, CEP: 57.038-000
  • Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 18h; sábados e feriados, das 8h às 12h

Foto principal | Triumph/Divulgação

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Stellantis aposta na economia circular e dá nova vida a veículos e motores:

Volvo FH B100 Flex pode cortar 370 toneladas de CO₂ por ano

Volvo FH B100 Flex entra na logística da marca e pode cortar 370 toneladas de CO₂ por ano
Foto | Rodolfo Buhrer/Volvo/Divulgação

Caminhões a biodiesel passam a operar em rotas longas para abastecer fábrica de Curitiba e ampliam estratégia de descarbonização da Volvo no Brasil

A Volvo deu mais um passo concreto em sua estratégia de descarbonização industrial no Brasil. A marca colocou em operação três novos Volvo FH B100 Flex na logística de peças que abastecem sua fábrica em Curitiba (PR). Movidos a biodiesel 100% renovável, os caminhões podem evitar a emissão de até 370 toneladas de CO₂ por ano.

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O movimento não é isolado. Desde 2024, a operação já utiliza modelos elétricos como o Volvo FM Electric em rotas de média distância. Agora, o foco são os trajetos mais longos — onde a eletrificação ainda enfrenta limitações operacionais.

“Esse é mais um avanço na jornada da sustentabilidade da Volvo. Além de oferecer ao mercado produtos com baixas emissões de CO₂, estamos ampliando cada vez mais a descarbonização dos nossos próprios processos industriais”, afirma Bettina Konig, head de operações de transporte de manufatura da Volvo.

Biodiesel como solução imediata para rotas longas

Os novos FH B100 Flex foram adquiridos pela Transdotti Transportes após o “Logistics Suppliers Day 2025”, evento voltado aos fornecedores da marca. A estratégia é clara: enquanto caminhões elétricos ainda não são viáveis para longas distâncias com alta carga, o biodiesel surge como alternativa imediata.

Classificados como NEVs (New Energy Vehicles), os modelos contam com tecnologia que permite rodar tanto com Biodiesel B100 quanto com diesel convencional. Segundo a fabricante, quando abastecidos com biodiesel puro, a redução nas emissões de CO₂ “do poço à roda” pode chegar a 90%, dependendo da origem do biocombustível.

Na prática, os caminhões irão transportar peças de fornecedores de São Paulo até o Paraná, percorrendo cerca de 10 mil quilômetros por mês cada. Para viabilizar a operação com 100% biodiesel, a transportadora instalou um tanque exclusivo de abastecimento em sua unidade de Colombo (PR).

Flexibilidade garante segurança operacional e valor de revenda

Um dos pontos estratégicos do FH B100 Flex é justamente sua versatilidade. Em caso de necessidade, os veículos podem ser abastecidos com diesel comum disponível nos postos. Isso reduz riscos operacionais e preserva liquidez no mercado de usados — fator relevante para transportadoras.

Até então, caminhões movidos a biodiesel eram mais comuns em empresas que produzem o próprio combustível. A Transdotti está entre as primeiras fora desse ecossistema a adotar o modelo em operação regular.

Estratégia industrial vai além dos caminhões

A adoção dos FH B100 Flex integra um plano mais amplo da Volvo no Brasil. Desde o ano passado, a logística com caminhões elétricos já reduz cerca de 738 toneladas de CO₂ por ano. Além disso, o uso do Diesel Verde R5 no primeiro abastecimento dos veículos na linha de produção evita outras 400 toneladas anuais de emissões.

A fábrica de Curitiba opera com energia 100% renovável e já deixou de destinar mais de 50 mil toneladas de resíduos a aterros desde 2008.

O cenário mostra que, enquanto a eletrificação total ainda evolui em infraestrutura e autonomia, o biodiesel aparece como solução de transição altamente estratégica. Para a Volvo, a descarbonização não está apenas no portfólio vendido ao cliente — mas também dentro de casa.

Foto principal | Rodolfo Buhrer/Volvo/Divulgação

(*) Texto produzido com auxílio de inteligência artificial.

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Stellantis aposta na economia circular e dá nova vida a veículos e motores:

Teste: Nissan Kait Exclusive 1.6 – visual renovado muda nome do Kicks

Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Kait é a geração anterior do Kicks com visual renovado em partes da carroceria e no interior. Mantém o motor aspirado 1.6 flex e o câmbio CVT. Leia o teste 

Por Paulo Eduardo

Desde o lançamento da segunda geração do Kicks, a anterior passou a ser denominada de Play, que sai de linha com a chegada do Nissan Kait. Esse teve alterações de estilo na dianteira, traseira e no interior com novo painel central e quadro de instrumentos totalmente digital.

Trata-se da geração anterior do Kicks com desenho bem diferente na parte frontal. A grade enorme da primeira geração reestilizada em 2021 passa a ser elemento secundário na parte inferior em vez de ser o principal na superior.

A dianteira do Nissan Kait Exclusive lembra a de carros elétricos na parte superior e a traseira ficou muito bem resolvida. É mais bonita do que as duas gerações do Kicks. O painel central tem desenho atualizado e o quadro de instrumentos de sete polegadas é totalmente digital.

Visual do Nissan Kait Exclusive

O visual agrada em todos os sentidos. A versão Exclusive do Nissan Kait não tem farol alto automático (que passa para o facho baixo quando um veículo vem em sentido contrário ou está à frente,), espelhos retrovisores rebatíveis automaticamente com o travamento de portas, que eram de série na Exclusive da geração anterior do Kicks assim como faróis auxiliares.

O porta-luvas não tem iluminação. Os comandos estão bem posicionados e a maioria física facilita o acesso. Volante rugoso evita deslize das mãos e os muitos comandos complicam a ergonomia, mas bem melhor do que se fossem acionados na tela tátil.

Foram mantidos os bancos dianteiros de anatomia excepcional denominada de gravidade zero. Esses mantêm as regiões pélvica e lombar na posição correta e evitam desconforto ao permanecer mais tempo no veículo, seja em percurso longo ou no trânsito pachorrento.

Os apoios de cabeça foram desenvolvidos para diminuir movimentação de pescoço e cabeça em caso de acidente. O Nissan Kait Exclusive tem muitos itens de segurança: frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro, alerta de mudança de faixa com assistente, controle de velocidade adaptativo.

São seis airbags. Cintos traseiros também têm dispositivo que retém previamente o corpo dos ocupantes e efeito antissubmarino do assoalho evita que deslizem sob o cinto de segurança em acidente.

A tela tátil do sistema multimídia é de nove polegadas e há três portas USB, sendo duas aos ocupantes de trás. A câmera de 360 graus ajuda em manobras e o diâmetro de giro pequeno (10,2 metros) exige menos esforço ao manobrar em espaço reduzido. Acesso é sem fio para Android e Apple.

Porta-malas de bom tamanho comporta bagagem sem arrumação. O assoalho fica um pouco abaixo da extremidade da tampa, o que requer mais esforço e posição um pouco inadequada na colocação e retirada de bagagem pesada. O ideal é estar alinhado com ela.

A tampa do Nissan Kait Exclusive é pesada e a pega de fechamento fica somente no lado direito, dificultando para o canhoto. Se o acabamento interno indica qualidade de materiais, montagem e encaixes, sob o forro do porta-malas não tem acabamento. É no prime assim como no compartimento do motor. Falta zelo onde os olhos alcançam com pouca frequência.

É preciso abaixar no acesso ao banco traseiro. Encostos fracionados (1/3 e 2/3) permitem levar objeto comprido e um ou dois passageiros. O revestimento sintético dos bancos sofistica o interior, mas não transpira e torna compulsório o uso do ar no calor.

O eixo traseiro tem novas molas e amortecedores. O rodar é confortável em piso irregular. As poucas transferências incomodam pouco e se devem mais aos pneus de perfil baixo (55). O comportamento dinâmico é previsível e bom pelos 20 centímetros de altura do solo.

Ocorre pouca movimentação da carroceria e os recursos eletrônicos contribuem na estabilidade. A direção tem peso em alta e deveria ser um pouco mais leve em manobra. A coluna de direção é regulável em altura e distância.

É boa a posição de dirigir. Retrovisores bem dimensionados e alerta de ponto cego ajudam na visibilidade.

O motor 1.6 de alumínio tem variação do tempo de abertura de válvulas e corrente no comando dispensa manutenção. As relações de peso/potência de 10,2 kg/cv com etanol e de 10,5 cv com gasolina são altas para o peso do carro, principalmente com quatro ocupantes.

Embalado vai bem. A retomada de velocidade requer mais tempo pelo pouco torque. É preciso cautela na ultrapassagem com o banco traseiro ocupado, pois o peso do conjunto exige mais força e tempo na manobra. É conveniente usar o modo Sport que eleva rotações em mais de 1.000 rpm.

O câmbio CVT é ouvido em alta rotação, característica dele. Não tem tranco na troca. Uma vantagem. Simula seis marchas. O modo L pode ser usado em descida como freio-motor e poupar os bons freios físicos e na arrancada em aclive.

Consumo médio de gasolina registrado no computador com ar desligado na cidade foi de 8 km/l com dois ocupantes e de 14 km/l na estrada alternando entre os modos Drive e Sport com ar-condicionado ligado e dois ocupantes.

Os limpadores e lavadores são eficientes. Palhetas melhores do que as da primeira geração do Kicks. Faróis em LED iluminam muito bem, mas o facho baixo deveria ter mais alcance. Há regulagem elétrica de altura do facho.

O Nissan Kait Exclusive tem preço sugerido de R$ 152.990 na versão Exclusive, a topo de linha. Pintura metálica custa R$ 2 mil. É equipada com muitos itens de conforto, conveniência e segurança.

Ficha técnica Nissan Kait Exclusive 1.6

  • Motor
    Dianteiro, transversal, de quatro cilindros em linha, 1.598 cm³ de cilindrada, 16 válvulas, flex de 113 cv (etanol) e 110 cv (gasolina) de potências máximas a 5.600 rpm e torques máximos de 15,2 kgfm (e) 14,9 kgfm (g) a 4.000 rpm
  • Transmissão
    Tração dianteira e câmbio CVT com seis marchas simuladas 
  • Direção
    Tipo pinhão e cremalheira com assistência elétrica; diâmetro de giro, 10,2 metros 
  • Freios
    Disco ventilado na dianteira e tambor na traseira; ESP (controle de estabilidade de tração) e HSA (assistente de partida em rampa), 
  • Suspensão
    Dianteira, independente, com barra estabilizadora, do tipo McPherson; traseira, eixo de torção; altura do solo, 20 centímetros; ângulos de ataque/saída (graus), 19/28  
  • Rodas/pneus
    7×17”de liga leve /205/55R17
  • Peso
    1.157 kg
  • Carga útil (passageiros+ bagagem)
    395 kg
  • Dimensões (metro)
    Comprimento, 4,30; largura, 1,760; altura, 1,611; distância entre-eixos, 2,62
  • Capacidades (litro)
    Porta-malas, 432; tanque, 41 
  • Desempenho
    Velocidade máxima, (e)/(g) não informado; aceleração até 100km/h, não informado 
  • Consumo (km/l)
    Urbano, 7,8 (e) e 11,3 (g); estrada, 11,8 (e) e 13,7 (g)

Stellantis já desmontou 600 carros em Osasco e vende 4 mil peças usadas em seis meses

Stellantis desmonta cerca de 600 veículos e reaproveita mais de 9 mil peças em seis meses de operação do Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças
Foto | Paulo Bareta/Stellantis/Divulgação

Centro Circular AutoPeças transforma veículos em fim de vida em negócio rentável e reforça estratégia de economia circular da marca

A Stellantis já desmontou cerca de 600 veículos nos primeiros seis meses de operação do seu Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças, instalado em Osasco. A iniciativa, inédita entre fabricantes na América do Sul, consolida a estratégia da companhia de transformar carros em fim de vida útil em fonte de receita, reaproveitamento industrial e redução de impacto ambiental.

No período, mais de 9 mil peças usadas em perfeitas condições foram reaproveitadas. Desse total, cerca de 4 mil já foram comercializadas, ampliando o acesso do consumidor a componentes originais multimarcas com procedência certificada.

Digital puxa as vendas

A operação tem forte presença online. A loja oficial da Circular AutoPeças no Mercado Livre concentrou aproximadamente 80% das vendas realizadas até agora, evidenciando o ambiente digital como principal canal de escoamento das peças reaproveitadas.

A estratégia confirma uma tendência: além de reduzir custos ao consumidor final, o comércio eletrônico amplia o alcance nacional do estoque disponível e melhora a liquidez dos componentes retirados dos veículos desmontados.

Recuperação de materiais supera 360 toneladas

O centro também atua na destinação responsável de resíduos automotivos. Em pouco mais de 180 dias, foram corretamente encaminhadas mais de 360 toneladas de materiais para parceiros homologados.

Desse volume:

  • 334 toneladas são de aço e alumínio
  • 26 toneladas correspondem a plástico
  • 1,8 tonelada refere-se a cobre
  • 2,5 mil litros de óleo automotivo receberam tratamento adequado

O processo inclui separação por tipo de matéria-prima, rastreabilidade e reaproveitamento industrial, reduzindo o descarte irregular e fortalecendo a cadeia de reciclagem.

Estratégia industrial e ambiental

“O Centro de Desmontagem Veicular Circulas AutoPeças representa um avanço importante da nossa estratégia industrial e ambiental na região. Estamos transformando veículos em fim de vida útil em novas oportunidades de geração de valor, por meio da recuperação de peças, da reciclagem responsável de materiais e da criação de uma nova frente de negócios. Essa iniciativa reforça o protagonismo da Stellantis na economia circular e demonstra como é possível combinar inovação, eficiência e sustentabilidade para construir o futuro da mobilidade”, afirma Paulo Solti, vice-presidente sênior de Peças e Serviços para a América do Sul.

Leitura de cenário

Mais do que um projeto ambiental, o centro de Osasco revela um novo modelo de negócio para as montadoras no Brasil. A Stellantis se posiciona como a primeira fabricante da América do Sul a estruturar uma planta dedicada ao desmonte industrial com foco em economia circular.

Em um cenário de veículos cada vez mais complexos e caros, o reaproveitamento certificado tende a ganhar espaço tanto na reposição quanto na sustentabilidade corporativa. Se mantiver o ritmo atual, a operação pode se tornar referência regional — e pressionar concorrentes a seguir o mesmo caminho.

Foto principal | Paulo Bareta/Stellantis/Divulgação

(*) Texto produzido com auxílio de inteligência artificial.

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Stellantis aposta na economia circular e dá nova vida a veículos e motores:

Peugeot 9X8 2026 estreia pintura inspirada no GTi para temporada do WEC

Peugeot 9X8 2026
Foto | Peugeot/Divulgação

Protótipo da Peugeot Sport resgata cores históricas do 205 GTi e reforça conexão entre pista e rua

A Peugeot Sport apresentou nesta quarta-feira (26), em Paris, a nova pintura dos protótipos Peugeot 9X8 #93 e #94 que disputarão a temporada 2026 do Campeonato Mundial de Endurance da FIA. A revelação aconteceu no Atelier Vendôme, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da marca no YouTube, marcando o início simbólico do chamado “ano GTi” da fabricante francesa.

O novo layout fará sua estreia nas pistas na etapa de abertura do campeonato, os 1812 km do Catar, marcada para 28 de março.

DNA GTi reinterpretado para a era Hypercar

A pintura do Peugeot 9X8 2026 nasce da colaboração entre Peugeot Design e Peugeot Sport e apresenta uma releitura moderna dos chamados “Hypergraphs”, elementos gráficos que traduzem visualmente desempenho, velocidade e fluxo de dados — dois pilares fundamentais do endurance atual.

Os traços em degradê remetem à icônica assinatura das três garras da marca, agora reinterpretadas de forma dinâmica. Mais do que estética, a proposta simboliza o fluxo contínuo de milhões de dados analisados durante uma corrida, onde as margens entre vitória e derrota são mínimas.

As cores também falam alto: branco, preto e vermelho retomam a identidade clássica dos GTi da marca, especialmente do lendário Peugeot 205 GTi, lançado em 1984. O Branco Okenite assume protagonismo e também é a tonalidade de lançamento do novo Peugeot E-208 GTi.

Conexão direta entre Le Mans e o novo E-208 GTi

A estratégia visual reforça a ponte entre competição e produto. Durante as 24 Horas de Le Mans de 2025, a Peugeot já havia antecipado essa conexão ao apresentar o E-208 GTi ao público, destacando seus 280 cv de potência e posicionando-o como o modelo de melhor desempenho do segmento.

Na ocasião, a Fanzone da equipe exibiu um 9X8 com inspiração GTi, conceito que agora evolui para a pintura oficial da temporada 2026.

A identidade visual será aplicada não apenas aos carros, mas também aos macacões dos pilotos, uniformes da equipe e demais ativos da operação da Peugeot TotalEnergies, reforçando o discurso de unidade entre marca e competição.

Discurso alinhado entre design, marca e competição

Matthias Hossann, Head de Design da Peugeot, destacou a integração entre os departamentos:

“A nova pintura do PEUGEOT 9X8 é, antes de tudo, mais uma prova da qualidade excepcional da colaboração entre o Peugeot Design e a Peugeot Sport. Hypergraphs que representam as lendárias três garras e sua expressão de desempenho e modernidade, com uma combinação de cores que representa o lendário espírito Peugeot GTi. Nosso objetivo é trazer uma dose extra de emoção e prazer a cada volta completada pelo PEUGEOT 9X8”.

Alain Favey, CEO da Peugeot, reforçou a estratégia de reposicionamento esportivo da marca:

“A nova pintura do PEUGEOT 9X8 ilustra perfeitamente a ambição da marca de perpetuar a lenda do Peugeot GTi: uma fusão elegante de herança única e excelência tecnológica de ponta. Ela expressa a sinergia entre o desempenho da equipe na pista e, em breve, na estrada. Com um objetivo em comum: oferecer aos nossos clientes e ao público o melhor do prazer de dirigir segundo a Peugeot”.

Já Emmanuel Esnault, chefe da equipe Peugeot TotalEnergies, ressaltou o simbolismo do momento para a temporada 2026.

Leitura de cenário

Mais do que uma simples mudança estética, a nova pintura do Peugeot 9X8 deixa claro que a marca quer usar o WEC como vitrine estratégica para revitalizar o emblema GTi na era elétrica. A associação direta com o E-208 GTi indica que a Peugeot pretende resgatar seu legado esportivo não apenas como memória afetiva, mas como argumento comercial concreto.

Se o desempenho acompanhar o discurso visual, 2026 pode marcar um novo capítulo para a fabricante francesa tanto nas pistas quanto nas concessionárias.

Foto principal | Peugeot/Divulgação

(*) Texto redigido com auxílio de inteligência artificial.

Yamaha Fluo 2027 muda no visual e mantém sistema híbrido leve como diferencial no Brasil

Foto | Yamaha/Divulgação

Scooter da Yamaha chega à linha 2027 com novas cores, mas preserva mecânica de 125 cc com assistência elétrica e pacote tecnológico completo

A Yamaha Fluo ABS Hybrid Connected chega à linha 2027 apostando em atualização visual para manter fôlego no segmento urbano. As mudanças concentram-se nas novas cores e grafismos, enquanto o conjunto mecânico e tecnológico permanece inalterado — incluindo o sistema híbrido leve, ainda raro no mercado brasileiro.

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Mudança é visual, conjunto segue o mesmo

A principal novidade está nas novas opções Matt Green (verde fosco), Titanium Grey (cinza fosco) e Matt Black (preto fosco). Fora isso, a scooter mantém o motor monocilíndrico de 125 cc com comando simples no cabeçote (SOHC) e refrigeração a ar.

São 8,3 cv a 7.000 rpm e 1,0 kgf·m a 5.000 rpm, sempre combinados ao câmbio automático CVT. O diferencial segue sendo o Power Assist, sistema de assistência elétrica que auxilia o motor a combustão em acelerações, melhorando respostas em saídas e retomadas leves no uso urbano.

A Fluo também mantém o Sistema STOP & START Inteligente, que desliga o motor em paradas e religa automaticamente ao acelerar, contribuindo para redução de consumo e emissões. O sistema Smart Key, com partida por aproximação, segue como item de conveniência importante no segmento.

Segurança e ciclística urbana

A suspensão dianteira utiliza garfo telescópico com 90 mm de curso, enquanto a traseira oferece 88 mm. As rodas são aro 12 polegadas, com pneus 100/90 na dianteira e 110/90 na traseira — este último, um dos mais largos da categoria.

Na frenagem, a scooter combina disco dianteiro de 200 mm com ABS e tambor traseiro de 130 mm. O conjunto é simples, mas adequado à proposta urbana da motocicleta.

Conectividade é um dos pontos fortes

O painel LCD reúne velocímetro, indicador de combustível, função ECO, alerta do motor, indicador de setas, farol alto, STOP & START, Smart Key, Power Assist e relógio. Há ainda tomada USB Tipo A.

O sistema Yamaha Motorcycle Connect (Y-Connect) permite integração com smartphone, exibindo no painel indicador de bateria do celular, conectividade, mensagens e chamadas recebidas — recurso ainda pouco comum entre scooters de baixa cilindrada.

Dimensões e praticidade

A Fluo mede 1.875 mm de comprimento, 690 mm de largura e 1.115 mm de altura, com entre-eixos de 1.280 mm. A altura do assento é de 780 mm e o peso em ordem de marcha é de 104 kg.

No dia a dia, oferece gancho para sacolas de até 1 kg, porta-objetos dianteiro e compartimento sob o banco de 25 litros, suficiente para um capacete fechado. O tanque de combustível tem 4,2 litros e acesso frontal.

Preço e posicionamento

A Yamaha mantém o preço sugerido em R$ 16.790 (sem frete), com quatro anos de garantia e programa de Revisão Preço Fixo.

Leitura de cenário

A atualização da linha 2027 é conservadora. A Yamaha opta por preservar o conjunto técnico da Fluo, que já se diferencia pelo sistema híbrido leve e pela conectividade embarcada.

No entanto, o segmento de mobilidade urbana vive momento de transição, com scooters elétricas ganhando espaço e modelos 125 tradicionais disputando preço de forma agressiva. A estratégia da marca japonesa parece focada em manter a Fluo competitiva pelo pacote tecnológico, mesmo sem avanços mecânicos nesta atualização.

 Foto principal | Yamaha/Divulgação

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Confira nosso primeiro contato com o CAOA Chery Tiggo 5X 2027:

Stellantis confirma 1º híbrido-leve flex 48V feito em Goiana  

A Stellantis anuncia os próximos passos do programa Bio-Hybrid e confirma o lançamento do primeiro híbrido-leve flex concebido e produzido no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco, ainda no primeiro semestre no Brasil. O modelo será equipado com a tecnologia MHEV 48V, inédita no lineup da empresa no país.
Foto | Stellantis/Divulgação

Tecnologia inédita no lineup nacional estreia ainda no primeiro semestre e marca avanço do programa Bio-Hybrid

A Stellantis confirmou o lançamento do primeiro híbrido-leve flex concebido e produzido no Polo Automotivo de Goiana (PE), ainda no primeiro semestre deste ano. O modelo será equipado com sistema MHEV 48V — tecnologia inédita no portfólio da empresa no Brasil — e inaugura uma nova etapa do programa Bio-Hybrid no país.

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O novo conjunto híbrido-leve traz uma máquina elétrica multifuncional que substitui alternador e motor de partida. O equipamento é capaz de fornecer energia mecânica e elétrica, gerando torque adicional ao motor térmico e também recarregando a bateria de íon-lítio de 48 volts. O sistema trabalha em paralelo ao circuito elétrico convencional do veículo, enquanto uma central eletrônica gerencia a atuação entre os modos de condução para otimizar eficiência energética e reduzir consumo.

“O Polo Automotivo de Goiana inicia uma nova fase que está alinhada com o seu DNA pioneiro, vanguardista e disruptivo, responsável desde a inauguração pela produção de modelos com altíssimo nível de sofisticação e tecnologia, criando tendências e liderando diferentes segmentos do mercado. Nosso planejamento estratégico para o Brasil e a América do Sul permanece em curso, com autonomia total para produzir localmente e oferecer aos consumidores novos produtos com diferentes níveis de eletrificação que atendam aos desejos e as necessidades da região”, comemora Herlander Zola, Presidente da Stellantis para a América do Sul.

A empresa também confirmou que quatro modelos com tecnologia Bio-Hybrid serão produzidos em Goiana ainda em 2026. Além disso, anunciou a produção da Leapmotor na planta pernambucana, reforçando o movimento de diversificação tecnológica e ampliação do portfólio eletrificado na região.

Para viabilizar a nova geração de modelos eletrificados, a Stellantis passou a produzir chicotes específicos na unidade de componentes em Jaboatão e promoveu adequações estruturais na fábrica de Goiana. Funilaria, prensas e linha de montagem receberam atualizações para permitir a produção de veículos híbridos na mesma estrutura utilizada atualmente para modelos a combustão.

Bio-Hybrid: estratégia flex como diferencial competitivo

O programa Bio-Hybrid foi lançado em 2024 com foco na combinação entre eletrificação e motores flex, valorizando o etanol como diferencial energético brasileiro. A tecnologia foi desenvolvida pelo TechMobility – Centro Stellantis de Desenvolvimento de Produto & Mobilidade Híbrida-Flex, considerado o maior da América Latina.

Em Goiana, a montadora foi pioneira ao abastecer veículos flex com 100% de etanol ainda na linha de montagem — prática que será mantida nos novos modelos MHEV flex.

A estratégia de eletrificação da companhia começou com a tecnologia híbrida-leve MHEV 12V, posicionada como solução de entrada para ampliar o acesso à eletrificação. Em 2025, a Stellantis comercializou mais de 24,9 mil veículos com esse sistema na América do Sul, por meio de modelos como Fiat Pulse, Fiat Fastback, Peugeot 208 e Peugeot 2008.

Agora, com o MHEV 48V, a marca dá um passo acima em eficiência e entrega de desempenho, aproximando-se de soluções mais robustas de eletrificação sem abandonar a lógica de custo competitivo e adaptação ao mercado regional.

Investimento bilionário e ofensiva de produtos

A Stellantis mantém o maior ciclo de investimentos da história da indústria automotiva sul-americana: R$ 32 bilhões destinados à região. Para 2026, a empresa prepara 16 lançamentos e atualizações, incluindo seis modelos produzidos no Brasil com tecnologia Bio-Hybrid.

Leitura de cenário

A introdução do sistema 48V nacionalizado coloca a Stellantis em posição estratégica no momento em que o mercado brasileiro acelera a transição energética, mas ainda enfrenta barreiras de preço e infraestrutura para veículos totalmente elétricos. Ao apostar no híbrido-leve flex, a empresa reforça uma tese industrial pragmática: usar o etanol como aliado da eletrificação.

Se a estratégia se confirmar competitiva em preço e eficiência, Goiana pode se consolidar como um dos principais polos de desenvolvimento híbrido-flex do mundo.

Foto principal | Stellantis/Divulgação

Ram Dakota terá duas novas versões, veja itens de série

Nova Ram Dakota Laramie Night Edition
Projeção | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Picape média da marca do carneiro terá novas versões para atuar no segmento de entrada e topo de gama

Antes mesmo do nome da Dakota ser definido, oAutos Segredos já cravava que a picape média da Ram teria a versão de entrada Big Horn. Tempos depois, antecipamos que ela teria a opção Laramie Night Edition. Agora revelamos os itens de série das novas versões. 

Dakota Big Horn

Em relação a versão Laramie, a Ram Dakota Big Horn perde o estribo lateral, santo antônio e os bancos com parte do revestimento em couro. 

A Ram Dakota Big Horn conta com abertura mecânica da tampa de combustível, acendimento automático dos faróis e ajuste elétrico de altura do facho. Traz alarme antifurto perimétrico, alças auxiliares de acesso dianteiras e traseiras e alerta de colisão frontal com frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas. Oferece Android Auto e Apple CarPlay sem fio, antena tipo tubarão, apoio de braço dianteiro e traseiro com porta-copos, além de apoios de cabeça dianteiros e traseiros (três) com regulagem de altura.

O ar-condicionado é digital dual zone, há badges escurecidos e bancos com ajustes elétricos — oito posições para o motorista (seis direções e dois ajustes lombares) e quatro direções para o passageiro. O banco traseiro é bipartido 60/40 com assentos rebatíveis. A picape traz barra de proteção do vidro traseiro, bloqueio do diferencial traseiro, brake light, câmbio automático de oito marchas com comando tipo joystick, capa dos retrovisores escurecida e capô com amortecimento, além de capota marítima.

A central multimídia é de 12,3 polegadas, há chave presencial com telecomando para abertura de portas e vidros (Keyless Enter n Go), comandos de áudio no volante e console central tipo double deck. Conta ainda com desembaçador da janela traseira e dos retrovisores externos, direção elétrica, ESC (Controle Eletrônico de Estabilidade) e estepe com roda de liga-leve aro 17 de dimensões normais. Traz estribos laterais, faróis Full LED com duplo projetor, faróis de neblina em LED com função Cornering, forro de teto e acabamento das colunas A, B e C em preto, freios a disco ventilados nas quatro rodas e freio de estacionamento eletrônico.

Inclui ganchos retráteis nas costas dos bancos dianteiros (até 4 kg), grade dianteira escurecida, HDC (Hill Descent Control), iluminação superior e interna da caçamba em LED, ISOFIX e Top Tether, lanternas traseiras em LED, limitador de velocidade e luz de direção dinâmica. As maçanetas traseiras são pretas e as demais na cor da carroceria, com molduras das rodas, moldura inferior das janelas e revestimento externo da coluna B em preto. Oferece navegação embarcada, páginas Off-Road, para-barros dianteiros e traseiros e para-choque traseiro em cinza escuro.

Há pára sol do passageiro com espelho, piloto automático adaptativo, pneus 265/65 R17, porta-luvas iluminado e refrigerado, porta-objetos abaixo do console central e sob o assento da segunda fileira, além de porta-óculos. A picape traz protetor de cárter, quadro de instrumentos full digital de 7 polegadas, Rambar preto, Ramcharger (carregador por indução com refrigeração), retrovisor interno eletrocrômico e retrovisores externos elétricos, com luz de direção e rebatimento automático.

O acabamento inclui revestimento parcial em couro preto nas portas e no painel de instrumentos, volante revestido em couro, bancos em vinil, revestimento interno da caçamba, rodas de liga leve de 17 polegadas, saídas de ar traseiras e seletor rotativo de tração. Conta ainda com sensor de chuva, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, sistema de alerta de saída de faixa com assistente ativo, câmera 360 graus, monitoramento de pontos cegos e de pressão dos pneus.

Completam o pacote sobre tapetes em carpete, Start Assist (assistente de partida em aclives), suspensão traseira com feixe de molas, tampa traseira amortecida, tomada 12V, trava elétrica da tampa traseira, travas elétricas nas quatro portas, TSC (Trailer Sway Control), vidros elétricos dianteiros e traseiros com função one touch, volante com regulagem de altura e profundidade, três portas USB (duas tipo C e uma tipo A), seis airbags (dianteiros, laterais dianteiros e de cortina dianteiros e traseiros), quatro ganchos de amarração na caçamba e quatro modos de condução (Normal, Sport, Snow e Sand/Mud).

Já a versão Laramie Night Edition vem com todos os itens da Big Horn, agregando a barra frontal em LED, bancos revestidos em couro e acabamentos externos em preto. 

As versões Big Horn e Laramie Night Edition da Ram Dakota mantém o motor 2.2 turbodiesel que entrega 200 cv e 45,9 kgfm. O propulsor trabalha com câmbio automático de oito marchas e tração 4×4 com reduzida.

A capacidade de carga é de 1.020 kg, com 1.210 litros na caçamba e capacidade de reboque de 3.500 kg.

Projeção principal | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

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Confira nossa avaliação com a Ram Dakota Laramie:

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