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Renault afirma que aprende, mas também pode ensinar aos chineses

Logo Renault instalada no Kardian linha producao brasil
Foto | Renault/Divulgação

Colunista comenta sobre a parceria entre a Renault e Geely, além de analisar a chegada do novo Porsche 911 Turbo S e do CAOA Changan Uni-T

Coluna do Fernando Calmon

Avanço das marcas chinesas dentro do maior mercado de veículos do mundo (o seu próprio) foi resultado de planejamento e decisões estratégicas. Uma delas, o incentivo estatal para desenvolver carros elétricos. Sem retirar o mérito da escolha, deve-se ressaltar que motor tradicional e câmbio (manual ou automático) são mais caros para desenvolver e produzir. Em compensação, dispensam baterias grandes e de preço muito elevado. Elétricos, por sua vez, têm a simplicidade de motores mais leves, compactos e baratos com potência e torque a seu favor. Contudo, exigem uma rede de recarga vasta e capilar, o que dificulta em especial as viagens. Este último problema levou ao seu desaparecimento, há cerca de um século.

Em entrevista recente ao site da revista Autocar, Thierry Charvet, executivo da Renault responsável pela Qualidade do Produto, foi assertivo e direto. “Estamos aprendendo com os novos rivais em termos de desenvolvimento de software e redução do número de peças em seus carros. Mas podemos ensinar lições valiosas às concorrentes chinesas, quando se trata de manufatura”, ponderou.

A estratégia do grupo francês que tem aliança com Nissan e Mitsubishi, além de dono da Dacia, Alpine e Renault Korea (ex-Samsung Motors), é reduzir o tempo de desenvolvimento de novos modelos para cerca de dois anos. Isso equipara-se às empresas chinesas que estão se expandindo pela União Europeia (UE). Mas, as orientais dedicam-se a produtos específicos, com menos equipamentos do que os concorrentes europeus. Assim, a marca europeia ganha em agilidade e atende a clientes com veículos a que já estão acostumados. 

Isso a Renault não comentou, porém o comprador médio do continente também demonstra certo orgulho de suas marcas nacionais, embora seja hábito arraigado na Alemanha e França, um pouco menos na Itália e ainda menos na Grã-Bretanha que está fora da UE.

Stellantis vê riscos em produção CKD/SKD

No Brasil, sem marcas nacionais, a postura dos compradores é claramente liberal. Chineses avançaram rapidamente e aproveitaram o imposto de importação baixo para elétricos e híbridos que só volta aos 35% em julho próximo, em lenta escalada ao longo de dois anos. Não havia taxação até janeiro de 2024. Todavia, outra frente se abre em relação ao modelo de produção CKD (conjuntos completamente desmontados, na sigla em inglês) ou SKD (semidesmontados).

Até agora, apenas Anfavea e Sindipeças se posicionavam de forma contrária à ampliação descontrolada destes dois arranjos frente ao tradicional, cujo índice de conteúdo local costuma ser de 70% a 80% ou pouco além. Neste caso, incluem-se componentes de fornecedores, além de estamparia, armação, pintura e montagem final. Ou seja, longa cadeia que gera empregos mais bem remunerados.

Modelos caros, como os montados por Audi (Paraná), BMW (Santa Catarina) e Land Rover (Rio de Janeiro), justificam-se pela baixa escala produtiva. Replicar para veículos de preço médio ou de entrada, claramente vai gerar desemprego aqui e empregos no exterior em particular na China, mas não só. GM, Renault e Stellantis decidiram produzir elétricos em CKD ou SKD de baixo impacto nos empregos por representarem apenas 6% das vendas de automóveis e comerciais leves. Para relembrar: híbridos plugáveis não são elétricos, ao contrário destes com extensor de alcance provido por um moto-gerador que não traciona o veículo, apenas recarrega a bateria.

Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, ressaltou: “Se este modelo de negócio, CKD e SKD, for atraente, utilizaremos também. Objetivo de uma indústria é tornar seu futuro viável, ter rentabilidade e gerar investimentos. Sem isso não há futuro. Assim, precisamos utilizar as mesmas armas dos nossos concorrentes.”

Tanto Stellantis (Leapmotor) quanto Renault (Geely) e GM (Saic-Wuling) já decidiram aplicar a mesma estratégia em baixa escala, com suas sócias chinesas. Contudo, devem manter a produção como implantada hoje, se houver equilíbrio de oportunidades.

Porsche 911 Turbo S: mais rápido que nunca

Nada fácil, melhorar desempenho de um carro esporte de série com acelerações brutais, comportamento em curvas exemplar, capacidade de frenagem impressionante e um interior acolhedor. Para isso a marca alemã investiu em motorização híbrida plena. Visual também mudou, mas continua inconfundível com o tradicional motor atrás do eixo traseiro que faz do 911 uma lenda e único a manter essa arquitetura.

Destaques para as entradas de ar laterais traseiras e saídas de ventilação a fim de reforçar a largura do carro, faróis de desenho clássico do modelo, capô em compósito de fibra de carbono que expõe duas faixas sem pintura para identificar este material (também disponível como inédito opcional nos braços dos limpadores do para-brisa). Coeficiente aerodinâmico melhorou em 10% e inclui agora flapes verticais e um defletor ativo na frente.

Motor de 3,6 L com sistema híbrido de 400 V e dois turbocompressores com auxílio elétrico entrega 711 cv (ganho de 61 cv) e 81,5 kgf·m. Câmbio automatizado de dupla embreagem e oito marchas acopla um motor elétrico de 82 cv e 18,4 kgf·m. Mudanças mecânicas e estéticas acrescentaram 85 kg à massa em ordem de marcha. Ainda assim acelera de 0 a 100 km/h em estonteantes 2,5 s (0,2 s mais rápido). Entre modelos produzidos em série, inclusive elétricos, praticamente sem adversários.

Topo de linha do Porsche 911 estreia controle de chassi eletro-hidráulico para reduzir rolagem da carroceria. Sistema de elevação da altura de rodagem dianteira para lidar com lombadas e rampas de garagem introduziu agora função de memória e atuação instantânea graças à rede de 400 V. E, por questão de honra da marca, discos de freio dianteiros com 10 pistões agora têm 420 mm de diâmetro e os traseiros, 410 mm (como referência, diâmetro de 300 mm em disco de áudio long-play de 33 rpm).

Preços: R$ 2.100.000 (cupê); R$ 2.150.000 (cabriolet)

Changan Uni-T aposta em SUV convencional

Atualização da fábrica de Anápolis (GO) elevou o nível da operação da Caoa. Houve ampliação de capacidade e reorganização interna. Nesse contexto está o Changan Uni-T, junto aos modelos da Chery. As duas são concorrentes figadais na China e aqui produzidos sob o mesmo teto de uma marca nacional.

O SUV médio-compacto é um pouco maior que os principais concorrentes (mm): comprimento, 4.535; entre-eixos, 2.710; largura, 1.870; altura, 1,565. Volumes (L): porta-malas, 425; tanque, 55. Estilo foge do padrão do segmento, com superfícies bem trabalhadas, proporções diferentes e identidade própria. Destaque visual para as quatro saídas de escapamento no para-choque. A fabricante brasileira rodou cerca de 2 milhões de km a fim de recalibrar suspensões, direção e trem de força.

Interior apresenta boa qualidade de materiais e montagem. As duas telas integradas somam 25,1 pol. com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além concentrar a maior parte das funções, inclusive o modismo chinês nada prático de regulagem dos espelhos. Motor turbo flex, 180 cv e 29,2 kgf·m (alguns concorrentes entregam desempenho melhor com etanol). Câmbio automatizado de dupla embreagem, banhada a óleo, sete marchas, sem possibilidade de trocas manuais. 

Com controle de largada, o Uni-T acelera de 0 a 100 km/h em 7,4 s. Apesar de um conjunto mecânico competitivo, as respostas não acompanham toda a esportividade que o desenho sugere. Em retomadas na estrada, o modo Sport favorece marginalmente o comportamento. Há bom acerto de suspensões, sem penalizar o conforto, fruto da tradicional expertise brasileira.

A suspensão independente nas quatro rodas, com McPherson na dianteira e multibraço na traseira, tem bom acerto, sem penalizar o conforto. Com rodas de 20 pol. e pneus de perfil 45, o resultado é acima do esperado.

Preço de lançamento: R$ 169.990 e garantia de sete anos.

Foto principal | Renault/Divulgação

Flagra: SUV híbrido plug-in ES9 deverá ser mais uma novidade da GAC para o Brasil

Flagra GAC GS9 Hybrid Plug-in
Foto | Alberto Polo Júnior

SUV de luxo do GAC Group deverá fazer sua estreia no segundo semestre deste ano

Nosso amigo Alberto Polo Júnior flagrou o SUV híbrido Plug-in GAC ES9 em testes no interior de São Paulo. Já é a segunda vez que ele aparece aqui no Autos Segredos. Ao Alberto, nossos agradecimentos. Durante o lançamento do GS3, a marca chinesa prometeu mais lançamentos para o mercado brasileiro em 2026. Um deles será o hatch elétrico Aion UT conforme já antecipamos, a outra novidade deverá ser o ES9.

No mercado chinês, o SUV é vendido em configurações de seis lugares (2+2+2) ou para sete ocupantes (2+3+2). Para 2026, a marca fará o lançamento do ES9 e do SUV GS3.

O GAC ES9 tem sistema híbrido composto por um motor 2.0 Turbo movido a gasolina que entrega 190 cv de potência e 64,2 kgfm de torque e um elétrico que fornece 182 cv e torque de 30,5 kgfm. Juntos eles entregam 372 cv de potência. O câmbio é o automático DHT de duas marchas. A bateria tem capacidade 25,6 kWh, que no ciclo chinês oferece até 143 km de autonomia. 

O GC ES9 tem 5,11 metros de comprimento, 1,97 m de largura, 1,78 m de altura e 2,92 m de distância de entre-eixos.

A lista de itens de série é um dos destaques do GAC ES9. O SUV oferece um pacote tecnológico completo, com central multimídia de grandes dimensões, painel de instrumentos totalmente digital, conectividade avançada e comandos por voz. 

Em relação a segurança, traz sistemas de assistência à condução, como controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência e monitoramento de pontos cegos.

O acabamento interno segue padrão premium, com uso de materiais macios ao toque, bancos com ajustes elétricos, ventilação e aquecimento, além de climatização automática de múltiplas zonas. O conjunto reforça a ambição da GAC de competir diretamente com SUVs híbridos de marcas já consolidadas nos mercados internacionais.

Foto principal | Alberto Polo Júnior

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Confira nosso primeiro contato com o GAC GS3:

Projeto que previa vistoria periódica de veículos é retirado da Câmara

ASCOM Detran-CE/Reprodução

Proposta previa vistoria periódica e gerou reação negativa do setor

O Projeto de Lei nº 3.507/2025, que propunha alterações nas normas de vistoria veicular no Brasil, teve sua tramitação interrompida na Câmara dos Deputados do Brasil. A decisão partiu do autor, o deputado Fausto Pinato, após forte reação contrária de representantes do setor automotivo e do antigomobilismo.

A proposta ganhou repercussão negativa principalmente após modificações durante sua análise na Comissão de Viação e Transportes. Um novo texto ampliou o alcance inicial ao sugerir a implementação de inspeções periódicas obrigatórias para veículos com mais de cinco anos de uso, com regras a serem definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito.

Além disso, o substitutivo previa sanções para quem não cumprisse as exigências, incluindo multa, pontos na CNH e retenção do veículo até regularização. Essas mudanças foram interpretadas como aumento de custos e burocracia para os proprietários, intensificando as críticas.

Entidades como a Federação Brasileira de Antigomobilismo se posicionaram publicamente contra o projeto e celebraram sua retirada, destacando a mobilização do setor como fator decisivo.

De acordo com o parlamentar, o texto aprovado se distanciou da proposta original, que buscava apenas organizar regras já existentes previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Ele afirmou que as alterações introduziram elementos que poderiam gerar impactos econômicos e dúvidas na aplicação da lei.

Com a retirada, o projeto deixa de avançar para a Comissão de Constituição e Justiça. Caso o tema volte à pauta, será necessário apresentar uma nova proposta no Congresso.

Foto principal: ASCOM Detran-CE/Reprodução

Marcopolo testa micro-ônibus elétrico com autonomia ampliada por etanol

Marcopolo/Divulgação

Projeto-piloto da Marcopolo combina eletrificação com biocombustível para ampliar autonomia; parceria com Sertran e bp bioenergy valida tecnologia

A Marcopolo deu início a um projeto experimental com o micro-ônibus Volare Attack 10 Híbrido, desenvolvido em conjunto com a Sertran Transportes e a bp bioenergy. A iniciativa marca a introdução de um sistema inédito que une propulsão totalmente elétrica a um gerador movido a etanol.

O modelo utiliza um conceito de extensor de autonomia, no qual as rodas são movimentadas exclusivamente por motores elétricos alimentados por baterias de 120 kWh. Um motor 1.0 turbo, fornecido pela Horse Powertrain Limited, atua apenas como gerador de energia, sem conexão direta com a tração. Com isso, o veículo elimina a necessidade de recarga externa e pode alcançar até 650 km de autonomia.

Marcopolo/Divulgação

A fase inicial do projeto acontece em ambiente controlado, dentro de uma unidade da bp bioenergy, onde o micro-ônibus realiza o transporte diário de funcionários. O objetivo é avaliar o desempenho da tecnologia em condições reais, além de identificar possíveis ajustes operacionais.

A proposta busca oferecer uma alternativa viável à eletrificação total, especialmente em regiões com infraestrutura limitada para recarga. Segundo a fabricante, o custo de aquisição tende a ser mais competitivo do que o de modelos 100% elétricos, além de contar com alto índice de componentes produzidos no Brasil.

Marcopolo/Divulgação

Outro destaque é o uso do etanol como fonte energética, reforçando o papel dos biocombustíveis na redução de emissões. A solução também promete menor nível de ruído e vibração, além de reduzir o desgaste de componentes como os freios, impactando diretamente os custos de manutenção.

O projeto conta ainda com tecnologias desenvolvidas em parceria com a WEG, consolidando uma abordagem que combina eletrificação e bioenergia como alternativa para o transporte sustentável em larga escala.

Foto principal: Marcopolo/Divulgação

Farizon inicia operação no Brasil com vans e caminhões elétricos

Farizon/Divulgação

Operação da Farizon já conta com pós-venda estruturado, estoque e primeiros clientes atendidos

A Farizon, divisão de veículos comerciais do grupo Geely, oficializou o começo de suas atividades no Brasil em parceria com o Grupo Timber, responsável por toda a operação local. A marca inicia sua trajetória no país com estrutura já preparada, incluindo rede de pós-venda, peças de reposição e veículos disponíveis para pronta entrega.

Entre os destaques da linha está a van elétrica V6E, com preço inicial de R$ 260 mil, voltada principalmente para entregas urbanas e operações de e-commerce. Segundo a empresa, o modelo pode reduzir significativamente os custos operacionais quando comparado a veículos movidos a combustíveis fósseis.

O portfólio também inclui a Supervan, disponível em configurações de 7 e 11 m³, com preços a partir de R$ 435 mil, além dos caminhões elétricos H9E (abaixo), oferecidos nas versões de 6 e 8 toneladas, com valores iniciais de R$ 450 mil.

Até agora, mais de 135 unidades já foram importadas e preparadas para o mercado nacional, sendo a maior parte composta pela V6E. As primeiras entregas foram realizadas em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Além da venda direta, a Farizon aposta em modelos de locação por meio de empresas parceiras. Para sustentar a operação, a marca investiu previamente na capacitação técnica, trouxe treinamento internacional ao Brasil e mantém um estoque inicial com mais de mil itens.

O suporte ao cliente será feito por equipe própria, oficinas autorizadas em expansão e uma unidade móvel baseada em São Paulo, voltada para atendimentos rápidos. Neste primeiro momento, a atuação está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, com presença em cidades estratégicas e planos de ampliação gradual.

Foto principal: Farizon/Divulgação

Teste: WR-V EXL 2026 – Honda tira magia e economiza no SUV

Novo Honda WR-V EXL 2026
Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Versão topo de linha do SUV da linha City está equipada com muitos itens de segurança, conforto e conveniência, mas alguns de praticidade foram suprimidos. Garantia é de seis anos com duas revisões sem custo. Leia o teste 

Por Paulo Eduardo 

A primeira geração do Honda WR-V era o Fit com suspensão e capô elevados. A fórmula do capô elevado se mantém na segunda geração derivada da linha City (hatch e sedã). Duas hastes metálicas em cada lado da parte interna do compartimento do motor elevam o capô e o deixa paralelo ao chão.

A diferença é que a segunda geração do WR-V tem identidade própria e difere totalmente dos irmãos na aparência. Está bonito e imponente com grade frontal enorme e linhas retilíneas harmoniosas.

Desaponta a Honda não equipá-lo com os denominados bancos mágicos com assentos rebatíveis que possibilitam levar objeto mais alto e os encostos rebatidos se alinham ao assoalho do porta-malas formando plataforma totalmente plana.

E praticidade é o destaque da carroceria Honda WR-V EXL 2026 por ter menos comprimento do que sedã e possibilitar a colocação de caixa grande que não passa pela abertura pequena do porta-malas de sedãs. Além de ser mais alto e, às vezes, mais largo do que sedãs.

O assoalho do porta-malas fica um pouco abaixo da extremidade da tampa traseira e exige mais esforço ao colocar e retirar bagagem mais pesada. Falha em ergonomia assim como pega de fechamento da tampa somente do lado direito dificulta para canhoto. O porta-malas grande dispensa arrumação. Estepe é temporário. 

Se as linhas da carroceria atraem, o interior também com painel central bem desenhado e a maioria dos comandos ao alcance das mãos. A economia é a retirada da regulagem de altura dos cintos de segurança dianteiros. Usa material duro no painel, mas a montagem e encaixe estão benfeitos. 

Volante do Honda WR-V EXL 2026 tem boa pega, é revestido com material rugoso que evita deslize das mãos e há muitos comandos nele, tendência atual que contraria a ergonomia. Porém, mais adequados do que se estivessem na tela tátil.

Incomoda a iluminação interna com apenas uma luz fraca no centro do teto e apenas o comando do vidro do motorista tem luz e comando de um toque para abrir e fechar. Porta-luvas sem iluminação. Acabamento destoa no compartimento do motor e sob o porta-malas. É no prime. Nada de tinta.

A coluna de direção é regulável em altura e com curso curto de distância. Os bancos têm estabilização corporal e o conforto é percebido ao passar mais tempo no carro sem incômodo. Forração em material sintético ou couro não transpira, mas sofistica o ambiente.

Há saída de ar-condicionado, que é digital, para o banco traseiro desprovido de porta USB. São duas na dianteira e duas tomadas de 12 volts, sendo uma delas atrás do freio de estacionamento para a turma de trás. 

Os itens de auxílio de direção denominados de Sensing estão mantidos: frenagem automática de emergência, farol alto automático que passa para o facho baixo para não ofuscar motoristas de carro à frente e aqueles em sentido contrário.

Além de alertas de evasão de pista e de permanência na faixa com interferência no volante, controle de distância do veículo à frente conforme velocidade programada. A tela do sistema multimídia é de 10 polegadas e o quadro de instrumentos digital, de 7 polegadas.

Os faróis em LED têm sensor crepuscular, iluminam bem e facho baixo tem alcance satisfatório. Há regulagem elétrica de altura de facho. Limpadores de para-brisa cumprem bem a função e os lavadores do para-brisa não são do tipo spray, que espalham melhor a mistura água/xampu.

A suspensão do Honda WR-V EXL 2026 tem boa calibragem entre conforto e estabilidade, mas ocorre transferência das imperfeições do piso, principalmente as ondulações, sem incomodar muito. O rodar é mais rude nessa condição.

A carroceria se movimenta pouco em curva, apesar da altura do solo de 22,3 centímetros que possibilita trafegar em caminhos ruins sem esbarrar a parte inferior. 

Os freios eficientes param o carro em espaço de segurança com a frente abaixando um pouco. É boa a posição de dirigir e espelhos retrovisores grandes contribuem na visibilidade do entorno.

A direção tem boa calibragem em baixa e em alta sem ser comunicativa. O diâmetro de giro menor (10,4 metros) facilita manobra em garagem. Câmera de ré multivisâo tem boa definição de imagem e há sensores de estacionamento.

O desempenho do Honda WR-V EXL 2026 é bom com dois ocupantes, pois o torque é baixo para o peso do carro: 15,8 kgfm com etanol e de 15,5 kgfm com gasolina, apesar de a relação peso/potência não ser elevada: 10,12 cv/kg. São 126 cv de potência independentemente do combustível.

A média de consumo de gasolina registrada no computador de bordo: 7 km/l na cidade e 12 km/l na estrada, ambas com ar desligado.

A retomada (ultrapassagem) é mais lenta e no modo Sport as rotações se elevam e diminui o tempo dessa manobra. Troca manual é por aletas atrás do volante. Câmbio é CVT com sete marchas assinaladas e reduz velocidade em descida ao utilizar o freio. 

O isolamento acústico é bom e o interior, silencioso. A versão EXL é a topo de linha do Honda WR-V 2026 com vários itens de conforto e conveniência como partida e destravamento e travamento de portas sem chave, ar digital, entre outros.

São seis airbags, controles de tração, estabilidade e assistência de partida em aclive. O preço sugerido da EXL é de R$ 154.000. Pintura metálica ou perolada custa R$ 2.200. A branca perolada, R$ 2.500. Garantia é de seis anos com as duas primeiras revisões sem custo.

Ficha técnica Honda WR-V EXL

  • Motor
    Dianteiro, transversal, de quatro cilindros linha, flex, injeção direta, 1.497 cm³ de cilindrada, com potências de 126 cv (etanol/(gasolina) a 6.200 rpm e torques máximos de 15,8 kgfm (etanol) e 15,5 kgfm (gasolina) a 4.600 rpm
  • Transmissão
    Tração dianteira e câmbio CVT de infinitas relações e sete marchas simuladas
  • Direção
    Tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; diâmetro de giro, 10,4 metros
  • Freios
    Disco ventilado na dianteira e tambor na traseira
  • Suspensão
    Dianteira, McPherson, barra estabilizadora; traseira, eixo de torção; altura do solo, 22,3 cm; 
  • Rodas/pneus
    6×17” de liga leve/215/55R17
  • Peso
    1.278 kg
  • Carga útil (passageiros + bagagem)
    não divulgado 
  • Capacidades
    Tanque, 44 litros; porta-malas, 458 litros; ângulos de entrada/saída, 17,42/27,18 
  • Dimensões (metro)
    Comprimento, 4,325; largura, 1,790; altura, 1,650; distância entre-eixos, 2,650
  • Desempenho
    Não divulgado
  • Consumo (km/l)
    Urbano, 8,2 (e) e 12 (g); estrada, 8,9 (e) e 12,8 (g)

GWM dispara no Brasil, bate recorde histórico e já ameaça líderes com SUVs e híbridos

GWM Haval H9
Foto | GWM/Divulgação

Marca chinesa cresce mais de 200% em março, entra no top 12 e emplaca liderança com o Haval H9 e domínio entre híbridos com o H6

A GWM vive seu melhor momento no mercado brasileiro. Em março, a marca registrou 6.598 veículos emplacados, o maior volume desde sua estreia no país, em abril de 2023. No acumulado do trimestre, já são 15.903 unidades — avanço expressivo de 137,7% sobre o mesmo período do ano passado, bem acima do crescimento geral do mercado, que ficou em 15,1%.

Na comparação direta com março de 2025, o salto impressiona ainda mais: alta de 215%, consolidando a rápida escalada da fabricante no Brasil.

Esse desempenho já se reflete no ranking: a GWM alcançou a 12ª posição entre as montadoras mais vendidas do país, deixando para trás nomes tradicionais como Ford, Citroën, Ram, Mitsubishi Motors e Peugeot. Um avanço relevante frente ao 14º lugar ocupado no mesmo mês de 2025.

Haval H9 quebra hegemonia e assume liderança entre SUVs grandes

Outro marco veio com o GWM Haval H9, que assumiu a liderança do segmento de SUVs grandes (SUV E) em março. Foram 1.170 unidades emplacadas, superando o tradicional Toyota SW4, que somou 1.116 unidades e dominava a categoria há anos.

O resultado é ainda mais significativo considerando que o modelo chegou ao mercado brasileiro há apenas seis meses. Com proposta robusta, visual imponente e garantia de até 10 anos, o H9 rapidamente conquistou espaço em um dos segmentos mais conservadores do país.

Linha completa no topo: Tank 300 e Wey 07 também se destacam

A ofensiva da GWM não se resume ao H9. A marca colocou três modelos entre os cinco mais vendidos do segmento:

  • GWM Tank 300 — 3º lugar com 906 unidades
  • GWM Wey 07 — 5º lugar com 216 unidades

Ambos também registraram seus melhores resultados mensais desde o lançamento no Brasil, reforçando a estratégia agressiva da marca no segmento de SUVs.

Haval H6 mantém liderança isolada entre híbridos

Se nos SUVs grandes a marca surpreende, nos eletrificados ela já domina. O GWM Haval H6 segue como o híbrido mais vendido do Brasil, com 3.317 unidades em março.

O modelo abriu boa vantagem sobre rivais como o BYD Song Pro (1.987 unidades) e o Fiat Fastback (1.820 unidades), consolidando a GWM como referência em eletrificação no país.

Picape Poer P30 já incomoda concorrentes tradicionais

Outro destaque é a estreia da GWM Poer P30 no top 5 das picapes médias, com 677 unidades emplacadas. Mesmo com pouco tempo de mercado, o modelo já supera concorrentes estabelecidos como:

  • Fiat Titano
  • Ram Dakota
  • Nissan Frontier
  • Volkswagen Amarok

Foto principal | GWM/Divulgação

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Confira nosso primeiro contato com o Jeep Avenger Sahara MHEV 2027:

Volvo reforça liderança no agro e aposta em financiamento na Tecnoshow 2026

Volvo participa de Tecnoshow Comigo 2026
Foto | Volvo/Divulgação

Marca leva linha pesada ao principal evento do setor e mira crescimento com condições especiais de crédito

A Volvo confirma presença na Tecnoshow Comigo 2026, um dos principais eventos do agronegócio brasileiro, realizado entre os dias 6 e 10 de abril, em Rio Verde (GO). A marca aposta em sua linha de caminhões, além de máquinas e serviços, para reforçar sua atuação no transporte e nas operações do campo.

Em parceria com a Suécia Veículos, concessionária responsável pela marca na região, a Volvo levará quatro caminhões ao evento. O principal destaque é o Volvo FH 540 6×4, líder de vendas no segmento de pesados no Brasil há sete anos consecutivos e amplamente utilizado no transporte de grãos.

A exposição também contará com o Volvo VMX 290 6×4, voltado a operações de apoio no agronegócio, o Volvo FH 540 24/24 do programa de seminovos da marca e o Volvo FM 380 4×2, ampliando o portfólio de soluções para diferentes aplicações no campo.

No campo financeiro, a Volvo Financial Services apresentará condições especiais por meio do programa Move Brasil, com taxas de juros reduzidas para a aquisição de caminhões. A estratégia mira facilitar o acesso ao crédito e impulsionar as vendas no setor.

Já a Tracbel, distribuidora de equipamentos da marca em Goiás, participa com estande próprio e leva máquinas voltadas à produtividade agrícola, como a carregadeira Volvo L60H e a escavadeira Volvo EC230F.

Realizada desde 2002, a Tecnoshow Comigo acontece no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em uma área de 130 hectares dedicada a experimentos agropecuários. A feira reúne exposições, palestras técnicas e demonstrações voltadas ao desenvolvimento do agronegócio.

Na edição de 2025, o evento recebeu mais de 140 mil visitantes, contou com 695 expositores e movimentou cerca de R$ 10 bilhões em negócios, consolidando-se como uma das principais vitrines do setor no país.

Foto principal | Volvo/Divulgação

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Toyota GR Yaris estreia no Brasil com 304 cv e proposta de pista 

Hot hatch da divisão Gazoo Racing chega em lote limitado, com tração integral e foco total em performance

O Toyota GR Yaris desembarca oficialmente no Brasil como o esportivo mais barato à venda no país, custando R$ 354.990 e trazendo uma proposta clara: entregar diversão ao volante com DNA de competição. Produzido em série limitada de 198 unidades, o modelo teve o primeiro lote, de 99 carros, esgotado rapidamente.

Desenvolvido pela divisão esportiva da marca japonesa, o hot hatch aposta em um conjunto mecânico exclusivo, com motor 1.6 turbo de três cilindros capaz de entregar 304 cv de potência e 40,8 kgfm de torque. O modelo pode ser equipado com câmbio manual de seis marchas ou automático de oito velocidades, sempre associado à tração integral GR-Four.

Foco em desempenho e pista

O conjunto mecânico permite ao GR Yaris acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 6 segundos. Mais do que números, o modelo entrega uma condução voltada para entusiastas, com três modos de distribuição de torque:

  • Normal: 60% dianteira / 40% traseira
  • Track: 30% dianteira / 70% traseira
  • Gravel: 53% dianteira / 47% traseira

No modo Gravel, o sistema ajusta automaticamente a distribuição conforme as condições de uso, priorizando aderência e controle.

Outro destaque está no trabalho de redução de peso. O teto é feito em fibra de carbono, enquanto portas, capô e tampa do porta-malas utilizam alumínio. A proposta é clara: melhorar a relação peso-potência e elevar o desempenho em pista.

Design funcional e agressivo

Visualmente, o GR Yaris adota uma proposta agressiva e funcional. A dianteira baixa traz grandes entradas de ar, todas com função específica para resfriamento de componentes como intercooler e radiador de óleo.

Um dos diferenciais é o sistema de pulverização de água no intercooler, que pode reduzir a temperatura do conjunto em até 25°C, aumentando a eficiência em uso extremo.

O modelo conta ainda com:

  • Faróis e lanternas em LED
  • Rodas de 18 polegadas com pneus 225/40 R18
  • Freios a disco nas quatro rodas
  • Para-lamas alargados, especialmente na traseira
  • Aerofólio integrado

As dimensões reforçam o caráter compacto e esportivo: são 3,99 m de comprimento, 2,56 m de entre-eixos, 1,80 m de largura e 1,45 m de altura.

Interior voltado ao motorista

Por dentro, o GR Yaris aposta em um cockpit focado na condução. O painel é levemente inclinado para o motorista, com todos os comandos ao alcance das mãos.

Os bancos esportivos tipo concha combinam couro e material semelhante à camurça, com costuras vermelhas e boa fixação lateral, ideal para uso em pista.

Entre os principais equipamentos, o modelo traz:

  • Painel digital de 12,3 polegadas
  • Central multimídia de 8 polegadas
  • Ar-condicionado digital de duas zonas
  • Sistema de som JBL
  • Volante revestido em couro com paddle shifts (na versão automática)

Apesar de homologado para quatro ocupantes, o espaço traseiro é bastante limitado, assim como o porta-malas, com apenas 174 litros. Não é um carro familiar — e nem tenta ser.

Segurança e tecnologia

O esportivo também traz um pacote completo de segurança, incluindo:

  • Oito airbags
  • Controles de tração e estabilidade
  • Assistente de partida em rampa
  • Freios ABS com EBD
  • Sistema Isofix

Além disso, conta com o pacote Toyota Safety Sense, que inclui piloto automático adaptativo e frenagem autônoma de emergência.

Experiência ao volante

Em pista, no Autódromo Velocitta, o GR Yaris mostra a que veio. A aceleração forte, o ronco do motor e a resposta imediata ao acelerador garantem uma experiência visceral.

A tração integral contribui para saídas de curva mais seguras e rápidas, enquanto o conjunto bem acertado entrega estabilidade mesmo em velocidades elevadas — passando dos 160 km/h com facilidade na reta dos boxes.

Vale o investimento?

Com proposta voltada para entusiastas e uso em pista, o Toyota GR Yaris entrega exatamente o que promete: desempenho, emoção e exclusividade.

Para quem busca um esportivo puro, com pedigree de competição e dinâmica refinada, os R$ 354.990 fazem sentido. Ainda mais considerando que os compradores terão direito a experiências como curso de pilotagem em autódromo.

BYD Vitória Motors dispara 168% em março e lidera rede da marca no Brasil

BYD Dolphin Mini
BYD / Divulgação

Concessionária do Grupo Águia Branca atinge recorde histórico de vendas e coloca o BYD Dolphin Mini entre os carros mais vendidos do país

A BYD Vitória Motors registrou crescimento de 168% nas vendas em março de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 2.697 veículos comercializados no mês — o maior volume mensal já alcançado pela operação.

O resultado garante à empresa a liderança no ranking nacional de concessionárias da BYD, tanto em participação de mercado quanto no varejo. O desempenho reforça o avanço da marca no país, impulsionado principalmente por modelos de maior volume.

Entre eles, o destaque segue com o BYD Dolphin Mini, que se manteve como o carro mais vendido da rede pelo segundo mês consecutivo. No cenário nacional, o compacto elétrico também ganhou relevância ao se tornar o primeiro modelo 100% elétrico a figurar entre os 10 mais vendidos do Brasil. Em março, foram 7.053 unidades emplacadas, garantindo a sétima posição geral.

Segundo Leonardo Simões, diretor comercial da operação, o desempenho reflete a combinação entre crescimento da marca e estrutura consolidada. “Os resultados refletem não só o crescimento da marca, mas também uma operação fortalecida pela expertise do Grupo Águia Branca em gestão, presença regional e experiência do consumidor”, afirma.

A atuação da BYD Vitória Motors também se apoia em forte presença regional. A empresa opera em estados estratégicos como Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal e Goiás, com capilaridade relevante em mercados-chave.

No recorte por cidades, a concessionária liderou o varejo em praças como Vitória (ES), Ipatinga (MG), Governador Valadares (MG), Uberaba (MG) e Brasília (DF). Também aparece entre os primeiros colocados em cidades como Juiz de Fora (MG), Poços de Caldas (MG), Pouso Alegre (MG) e Varginha (MG), além de manter presença relevante em polos como SIA (DF), Montes Claros (MG), Uberlândia (MG), Anápolis (GO), Goiânia (GO) e Rio Verde (GO).

O avanço da rede acompanha o momento de expansão da BYD no Brasil, que ganha tração com uma estratégia focada em volume e ampliação da rede — um movimento que começa a refletir diretamente nos rankings de vendas.

Foto principal | BYD/Divulgação

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